@mauriciokg No exame da Termometria é necessário o higrômetro digital para sabermos a temperatura ambiente e sua umidade. 1 month ago
@mauriciokg Vou precisar comprar um higrômetro para a sala de Termometria da Unidade Morumbi, vc conhece alguns fornecedores e pode indicar? 1 month ago
RT @joseserra_ É a Rede Lucy Montoro,que será referência nacional:alta tecnologia,reabilitação integral e equipamentos ainda inéditos aqui. 2 months ago
RT @joseserra_ Inaugurei hoje o 1º de 9 hospitais de Medicina de Reabilitação,para pessoas com deficiência.Só em SP, 4 milhões! 2 months ago
Publicado por Thais Saron em 5 05UTC Novembro 05UTC 2009
O corpo humano renova 50 bilhões de células todos os dias, e cada uma delas, necessita de vários nutrientes para garantir seu funcionamento. Assim, cada órgão executa suas funções de maneira eficaz. A alimentação equilibrada e saudável é o combustível para o bom funcionamento da máquina humana.
Nos pacientes que sofrem de dor crônica, a dieta é ainda mais importante, pois um organismo equilibrado enfrenta melhor os efeitos secundários provenientes da dor.
A maioria destes pacientes com dor crônica, adotam imobilismos, ou seja, procuram não movimentar o local dolorido, o que favorece o sedentarismo e a obstipação. A dieta balanceada favorece a perda de peso e o funcionamento intestinal que por sua vez, podem intensificar a dor quando estão alterados.
Alguns nutrientes são responsáveis pela síntese dos neurotransmissores (mensageiros cerebrais) associados à sensibilidade da dor e à sensação de bem-estar.
Exemplos:
Triptofano e Serotonina
Os efeitos da dor podem ser diminuídos com o consumo de fontes alimentares ricas em triptofano, o aminoácido responsável pela síntese de serotonina. Ele é encontrado em alimentos como carnes magras, leite desnatado e banana, mas para ser sintetizado (se transformar em serotonina), precisa do auxilio das vitaminas C, B1, B2, B3, B6, do ácido fólico e do magnésio.
Biotina
A biotina atua no combate das dores musculares e o magnésio (mineral) pode minimizar os efeitos das dores de cabeça, pois atua como relaxante muscular. Carboidratos
Outro elemento importante para a “fabricação”de serotonina é o carboidrato.
É recomendável que 50% a 60% da ingestão calórica diária seja composta por carboidratos, presentes nas frutas, pães, batata e cereais, de preferência os integrais.
Tome cuidado com o uso de açúcar não proveniente dos alimentos naturais, pois pode provocar uma sensação imediata de energia, mas o pico nos níveis de glicose no sangue depois leva à sensação de fadiga e moleza. Minerais
A ingestão de alimentos ricos em magnésio (encontrados no espinafre, soja, caju, aveia e tomate), ácido fólico (laranja, maçã e folhas verdes), cálcio (leite, iogurte e queijos magros) e selênio (castanhas, nozes, atum e semente de girassol) ajudam a melhorar a sensação de bem estar e diminuem a intensidade da dor.
Vale lembrar que o efeito desses nutrientes não é imediato e a alimentação é apenas um dos pilares do tratamento. Se você tem dor crônica a reeducação nutricional é uma das partes do tratamento de reabilitação e deve ser indicada pelo médico e realizada por um nutricionista ou nutrólogo.
Por outro lado, existem alimentos que são os vilões da história e podem favorecem o aparecimento de dor, a mais comum é a enxaqueca. A alimentação pode ser a causa de aproximadamente 20% das enxaquecas.
Alguns nutrientes que podem causar enxaqueca:
- Aminas: Os alimentos que contêm aminas bioativas, tais como tiramina, feniletilanina, octamina, histidina e triptaminase podem desencadear crises.Exemplos de alimentos ricos em aminas são: Queijos maturados, cerveja, casca de banana, embutidos, repolho fermentado, molho de soja, chocolate, iogurtes, passas, figo, vinhos tintos e carnes defumadas. - Cafeína: Alimentos ricos em cafeína provocam a constrição das artérias, causando assim a crise de enxaqueca. Cafeína está presente no café, coca-cola e chás.
- Bebidas alcoólicas: Está relacionado ao conteúdo de histamina e tiramina (aminas) encontradas em vinho tinto e cerveja.
- Lipídios e ácidos graxos: Níveis elevados de lipídeos plasmáticos e ácidos graxos livres, como o ácido linoléico e o oléico podem estar envolvidos no desencadeamento das enxaquecas vasculares. Exemplos: Nozes, castanhas e similares e alimentos ou pratos muito gordurosos. - Aspartame: É um tipo de adoçante, o dipeptídeo do ácido aspártico e um metil éster da fenilalanina. É umas das substâncias com maior número de relatos como desencadeante de crises de enxaqueca.
- Nitratos e nitritos: Presente nas carnes curadas (salame e presunto), peixes em conserva, patês e caviar.
- Frutas cítricas: limão, laranja, abacaxi, assim como outras frutas, a banana, ameixa e abacate.
- Vegetais: feijão, vagem e cebola.
Para as pessoas que sofrem de enxaqueca, é fundamental o tratamento médico especializado para se identificar a causa(qual alimento desencadeia sua crise) e tratar o sintoma da forma correta.
Cuide bem da sua saúde, faça as combinações adequadas e assim evite as tão incômodas dores de cabeça.
Se você tem mais dúvidas sobre dor de cabeça, leia o Post “As Terríveis Dores de Cabeça” neste site.
Publicado por Thais Saron em 8 08UTC Outubro 08UTC 2009
Reumatismo é um termo muito utilizado para definir doenças que comprometem as articulações, mas a maioria destas doenças afetam também outras estruturas músculo esqueléticas (músculos, ossos, tendões, ligamentos, etc…) e outros órgãos que variam conforme a doença.
As causas, complicações e tratamento destes “reumatismos” podem ser muito diferentes, razão pelo qual se torna importante saber qual a doença de cada paciente para a indicação do tratamento mais adequado.
Neste Post vamos citar as principais doenças reumatológicas que causam dor. A principal e mais comum delas, a ARTROSE, foi descrita em dois Posts anteriores: “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da Artrose”.
ARTRITE REUMATÓIDE
Acontece em 1% da população adulta e aumenta para 4,5% nos indivíduos acima de 55 anos de idade.
Os sinais e sintomas são caracterizados com inflamação (inchaço, calor e vermelhidão nas articulações comprometidas) no início do quadro e as erosões ósseas ocorrem nos dois primeiros anos da doença.
A maioria dos pacientes com artrite reumatóide sofre uma limitação para realizar suas atividades rotineiras e 50% apresentarão dificuldades no desempenho profissional após 10 anos de doença. A sobrevida destes pacientes é 20% menor quando comparada à população normal.
Existe uma predisposição para esta doença, ou seja, tem um fator hereditário. É mais comum em mulheres entre 35 e 45 anos.
É necessário que o médico identifique esta doença o mais precocemente possível para iniciar o tratamento adequado e prevenir as complicações desta doença crônica.
A artrite reumatóide é uma doença sistêmica, ou seja, acomete diversos órgãos do corpo.
Acomete principalmente as articulações do corpo. No ínicio dos sintomas ocorre dor e inchaço principalmente nas articulações das mãos e dos pés. Geralmente é poliarticular (compromete várias articulações) e com o avanço da doença podem ser observadas deformidades típicas como o dedo em pescoço de cisne.
Os nódulos subcutâneos podem aparecer espontaneamente em 20% destes pacientes e se localizam, na maioria das vezes, em cotovelos, joelhos e dorso das mãos, podem medir mais de 2 cm de diâmetro e desaparecem ou persistem indefinidamente.
<
A vasculite reumatóide (inflamação dos vasos) é uma manifestação mais rara e pode levar a uma neuropatia periférica, úlceras e até gangrena.
O pulmão pode ser comprometido com fibrose, nódulos e até derrame pleural. A pericardite (inflamação do pericárdio) é muito comum , mas na maioria das vezes não manifesta sintomas. O rim é acometido levando a uma insuficiência renal principalmente pelas medicações.
As neuropatias compressivas são bastante comuns devido ao inchaço e deformidades das articulações e ao seu redor.
Nos olhos a manifestação mais comum é a ceratoconjuntivite seca (sintoma da Síndrome de Sjögren) em 15% dos pacientes. Como é feito o Diagnóstico da Artrite Reumatóide?
O Diagnóstico da Artrite Reumatóide é feito através do exame clínico que mostra pelo menos 4 destas manifestações:
-rigidez matinal (dificuldade para se movimentar pela manhã)
-3 ou mais articulações inflamadas
-Inflamação das articulações das mãos
-Inflamações nas articulações similares (iguais) nos dois lados do corpo
-Nódulos reumatóides
-alteração no exame laboratorial fator reumatóide
-alteração no raio X das mãos.
Como é a evolução da Artrite Reumatóide?
A evolução da Artrite Reumatóide é imprevisível e pode variar, pois ocorrem pioras e melhoras espontâneas dos sintomas. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam remissão completa ou uma forma de doença que não precise de medicação. Por outro lado, 10% terão uma doença agressiva, com deformidades e incapacidades (dificuldade para realizar tarefas) em pouco tempo. Na maioria das vezes, os pacientes com Artrite Reumatóide evoluem de forma intermediária, com perda gradual de função durante anos de evolução.
Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!
LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
É uma doença que causa inflamação devido a alterações imunológicas.
O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) acontece em 1 a cada 1000 pessoas brancas e 1 a cada 250 pessoas na raça negra e é provavelmente genética. As mulheres são mais acometidas em uma proporção de cada 10 mulheres, 1 homem tem LES. É mais frequente iniciar entre os 20 e 30 anos.
O LES frequentemente traz comprometimento da pele e das articulações e é agressivo com o rim e o sistema nervoso. Quais os sintomas mais frequentes?
Um dos primeiros sinais é a perda de apetite e de peso no início do quadro, a febre pode ocorrer em até 48% dos casos e inchaço dos gânglios linfáticos em até 78 %.
A manifestação cutânea, ou seja, na pele, ocorre no início da doença e geralmente são caracterizados em duas formas: localizada (lesão em asa de borboleta ou rash malar) e generalizada (rash maculopapular).
Outras manifestações cutâneas que podem ocorrer no LES são queda de cabelos, úlceras orais (tipo de “sapinho”) e vasculite cutânea.
A pleurite (inflamação da pleura pulmonar) é outra manifestação comum do LES, acontece em até 60% dos casos e pode complicar com derrame pleural.
As alterações cardíacas são frequentes e a pericardite (inflamação do pericárdio) pode acontecer am até 30% dos pacientes.
As complicações nos rins, as nefrites (inflamação dos rins) são as que mais preocupam os médicos, acontece em 50% dos pacientes e podem evoluir com insuficiência renal grave e precisarem fazer hemodiálise.
O envolvimento so sistema nervoso pode ser dividido em difuso e focal. Os difusos incluem convulsões, dor de cabeça, Síndrome Orgânica Cerebral (delírio, instabilidade emocional e diminuição da memória e concentração) e distúrbios de comportamento. As focais são derrames cerebrais por falta de irrigação sanguínea (derrames isquêmicos), a mielite transversa (inflamação na medula com consequente paraplegia), neuropatias periféricas (ver post “O que é neuropatia periférica?”) e paralisia de pares cranianos.
Existem manifestações do LES no sangue como a leucopenia e linfopenia (diminuição dos glóbulos brancos e linfócitos, ambos células de defesa do sangue).
Náuseas e vômitos podem acontecer como efeito colateral das medicações.
O ciclo menstrual é alterado, porém não apresentam infertilidade.
Como é feito o diagnóstico do LES?
O paciente com LES apresenta pelo menos 4 destes critérios diagnósticos:
-Erupção malar (lesão asa de borboleta)
-Erupção discóide (lesão escamosa)
-Fotossensibilidade (paciente fica muito vermelho quando exposto ao sol)
-Úlceras orais (“sapinho”)
-Presença de artrite (pelo menos uma articulação com sinais de inflamação)
-Serosite (inflamação de pelo menos uma membrana:pleura ou pericárdio)
-Disturbio renal (evidenciado por exames laboratoriais renais)
-presença de sintomas neurológicos
-alterações laboratoriais no sangue (hemograma)
-FAN aumentado. O que é fenômeno de Raynaud?
O fenômeno de Raynaud pode ocorrer em até 45% dos pacientes com LES e são alterações nos vasos sanguíneos com variações da cor da pele das extremidades, ora com palidez, ora com cianose (extremidades roxas), seguidas ou não de hiperemia reacional (vermelhidão). Piora com o frio ou com o estresse.
Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!
ESCLERODERMIA OU ESCLEROSE SISTÊMICA
É uma doença do tecido conjuntivo, sem causa definida, que afeta vários órgãos e é caracterizada pelo espessamento da pele. Acomete articulações, sistema digestivo, pulmão, coração, rins, etc…
É rara e acontece em 12 indivíduos a cada milhão da população por ano. É mais comum dos 30 aos 50 anos e em mulheres.
É hereditária, ou seja, é encontrada em outros membros da família. Quais os principais sintomas da Esclerodermia?
O fenômeno de Raynaud pode acontecer em até 15% dos casos.
A pele sofre um inchaço inicial, seguida por um “engrossamento” da pele e posteriormente atrofiando. Isto acontece principalmente nas màos e nos pés, rosto e pescoço podendo generalizar posteriormente.
As dores nas articulações e a rigidez matinal são comuns principalmente na fase inicial da doença. A fraqueza muscular é comum devido à miopatia ocasionada pela doença (inflamação muscular.
O sistema digestivo é frequentemente atingido, sendo o esôfago o mais comprometido com diminuição de seu funcionamento. A obstrução intestinal e a desnutrição consequente à má absorção são complicações frequentes.
O comprometimento pulmonar é o grande vilão e a maior causa de complicações e mortalidade. Os sintomas acontecem vagarosamente com falta de ar aos esforços e tosse seca. Cerca de 13% dos pcaientes necessitam de transplante de pulmão.
Quando há complicação cardíaca, o pericárdio, miocárdio e vasos podem estar envolvidos e levam a um índice de 70% de mortalidade.
A crise renal ocorre em 10% dos pacientes com início súbito de hipertensão arterial (aumento da pressão arterial) associada ou não a insuficiência renal. Como é feito o diagnóstico de Esclerodermia?
O diagnóstico é feito com o exame clínico onde se observa um espessamento da pele nas articulações dos dedos, cicatrizes nas polpas digitais, endurecimento da ponta dos dedos e fibrose pulmonar.
Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!
SÍNDROME DE SJÖGREN
É a doença inflamatória crônica das glândulas exócrinas (glândulas que contêm canais que extravazam substâncias) devido a uma resposta auto-imune.
Acomete principalmete mulheres aos 40 anos. Quais são os sintomas da Síndrome de Sjögren?
As glândulas lacrimais são as mais comprometidas e os sintomas são: sensação de areia nos olhos, pálpebras grudadas ao acordar, acúmulo de secreção ressecada na borda interna dos olhos (remela), coceira nos olhos, vermelhidão, ardência e até dificuldade para ler ou assistir televisão.
A diminuição da produção de saliva se apresenta com aumento da sede, necessidade constante de ingerir líquidos, aderência do alimento na boca, dificuldade para engulir, “rachaduras na língua”, boca e canto dos lábios, perda do paladar e cáries.
Algumas vezes observamos o aumento das parótidas, glândulas salivares que ficam abaixo da mandíbula.
Pode haver ressecamento da mucosa vaginal, predispondo o paciente a infecções urinárias e dificuldade sexual. Como fazemos o diagnóstico de Síndrome de Sjögren?
O diagnóstico é feito através do exame clínico com evidência da diminuição de saliva e lágrimas e algumas alterações laboratoriais.
Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!
ESPONDILITE ANQUILOSANTE
É uma doença inflamatória sistêmica (acomete o corpo todo), com preferência na coluna vertebral e articulação sacro-ilíaca (quadril).
O início do seu quadro é dos 20 aos 30 anos, mais frequente em homens.
A lombalgia é a queixa mais comum e podem ocorrer também alterações oculares inflamatórias( 30% dos casos) como uveite anterior aguda com dor, lacrimejamento, intolerância à luz e borramento de visão.Envolvimento cardíaco, pulmonar ou neurológica é raro.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e exames laboratoriais reumatológicos alterados.
<
Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!
GOTA ÚRICA
São inflamações nas articulações causadas por depósitos de critais, o mais comum é o depósito de ácido úrico.
Com o aumento do ácido úrico na sangue por muito tempo, há manifestação da doença com artrite monoarticular (inflamação em apenas uma articulação) e em 805 dos caos ocorre no dedão do pé. O quadro se caracteriza por dor, vermelhidão e inchaço da articulação e melhora após uma semana.
A crise de gota pode ser precipitada por consumo de álcool, regimes para obesidade, jejum prolongado, medicamentos para pressão alta, desidratação e exposição ao chumbo.
A crise ocorre principalmente à noite, com dor intensa a moderada e pode ser acompanhada de febre baixa.
Fora da crise o paciente pode ficar sem sintomas por várias semanas até anos. Quando as crises são repetidas com intervalos cada vez menores pode ocorrer comprometimento de tendões, ligamentos, bursas, etc..
A gota pode levar a litíase renal (pedra no rim) e hipertensão arterial. <
TRATAMENTO DOS REUMATISMOS
O tratamento das doenças reumáticas em geral deve ser medicamentoso e de reabilitação. O tratamento medicamentoso deve ser realizado por um médico reumatologista para o melhor controle da evolução da doença. As medicações mais utilizadas são os antinflamatórios, os corticóides, os antimaláricos como a cloroquina e a hidroxicloroquina, a sulfassalazina, os sais de ouro, a d-penicilamina, metotrexato,drogas imunossupressoras (medicações que diminuem a imunidade) entre outras.
O tratamento de reabilitação do paciente com doença reumatológica deve ser orientado por um médico Fisiatra com o objetivo de melhorar a dor e a capacidade funcional deste paciente e prevenir as complicações. O médico Fisiatra coordenará um programa de terapias, visando manter a amplitude de movimento e força das articulações, corrigir e prevenir deformidades através de órteses, fisioterapia e terapia ocupacional; e por último, melhorar seu humor e qualidade de vida.
Publicado por Thais Saron em 17 17UTC Setembro 17UTC 2009
O joelho é uma articulação entre o osso da coxa (Fêmur) e um dos ossos da perna (Tíbia) e entre o osso da coxa (Fêmur) e a patela, que é um osso pequeno. Possui ligamentos (ligamento cruzado anterior e ligamento cruzado posterior) que estabilizam a articulação, auxiliados pelos meniscos (lateral e medial) que estabilizam o joelho e amortecem os impactos sobre as cartilagens. Os ligamentos estabilizam a articulação para movimentos anteriores e posteriores e os meniscos para movimentos de um lado para outro.
A dor no joelho pode ser causada por lesões nas estruturas do joelho como as bursites, subluxação, condromalácia, tendinite patelar ou joelho saltador, osteocondrite dissecante, patela bipartida, plica sinovial, lesão do corno anterior do menisco, menisco discóide, distrofia simpático reflexa e lesões do ligamento cruzado anterior, mas pode ser causada também por problemas sistêmicos, ou seja, do organismo como um todo, como no caso das infecções, tumores, doenças ósseas e reumatológicas.
O que é a Plica?
Plica é um tecido remanescente embrionário que separa a bursa suprapatelar da cavidade interna do joelho, persiste na fase adulta em 70% dos humanos.
A plica pode desenvolver dor em pacientes que iniciam atividade física de maneira intensa e com muita solicitação do joelho, que inflama esta membrana. A dor geralmente ocorre na região anterior do joelho, no meio da patela e é desencadeada quando o paciente permanece por longo período sentado com o joelho dobrado ou quando sobe e desce escadas ou rampas.Quando comprimimos a plica há dor e um espessamento na borda medial da patela.
O tratamento é feito com repouso da articulação, diminuição da atividade física e reabilitação com uso de meios físicos que promovam calor, eletroterapia e exercícios de alongamento e fortalecimento específicos. Na maioria dos casos, há uma boa resposta, se isto não ocorrer é indicada a remoção através da artroscopia da plica.
Joelho de Saltador ou Tendinite Patelar
Dor na região anterior do joelho e acontece frequentemente em atividades esportivas com atividades de desaceleração dos saltos e corridas em terrenos irregulares. De qualquer forma, acontece devido à sobrecarga, ao aumento do impacto nos joelhos repetidas vezes.Também pode acontecer em pessoas que apresentam alteração congênita da patela e que favorece o aparecimento da tendinite.
As principais causas são o treino inadequado, ou local de treinamento impróprio para a atividade, alongamento insuficiente e mal alinhamento das extremidades, o joelho varo ou valgo, ou anterversão.Não está relacionado a traumas.
O tratamento com adequação do treino, seu local, alongamentos específicos para os grupos musculares envolvidos, eletroacupuntura e meios físicos melhoram os sintomas com exceção àqueles que apresentam mal alinhamento das extremidades. Nestes casos, podem ser usadas órteses, mas não há resultados animadores; os pacientes precisam ser orientados que estas atividades poderão levar a outras lesões.
O que é Condromalácia da Patela?
A musculatura que extende o joelho (músculos que formam o quadríceps: retofemural, vasto lateral, vasto intermédio e vasto medial), que é o movimento que faz o chute, fica alterada e leva a uma incompatibilidade articular(ela não fica encaixada).
Os sintomas mais comuns são dor na face anterior do joelho(na frente) e “travamento”, mas ao subir e descer escadas ou ficar muito tempo sentado a dor é na face posterior(atrás)do joelho. É frequente ter atrofia (fica mais fina) da coxa (quadríceps) e raramente há inchaço.
O tratamento é conservador. Os exercícios de fortalecimento para a coxa são fundamentais para melhora dos sintomas. Os meios físicos com calor e estímulos elétricos são analgésicos.
Adolescente tem dor no joelho?
Adolescentes podem ter dor e inchaço no joelho, principalmente os meninos esportistas. Os sintomas aumentam com a atividade física e melhoram com o repouso.A causa é a osteocondrose que não se sabe porque acontece.
O tratamento é diminuir as atividades, fazer calor no local, eletroterapia e reabilitação muscular.
Qual é a importância do Menisco do Joelho?
O menisco é uma articulação do joelho que auxilia na estabilidade do mesmo. A ausência do menisco leva a uma alteração no funcionamento do joelho e consequente artrose antes do tempo.
Os sintomas da lesão meniscal são bloqueio ou travamento dos joelhos quando dobra ou extende as pernas associado com dor na linha lateral do joelho.
O tratamento inicial deve sempre ser reabilitador, com meios analgésico e reabilitação muscular.Quando não há melhora com o tratamento de reabilitação adequado, deve ser indicada a cirurgia.
E o famoso Ligamento Cruzado Anterior?
O ligamento cruzado anterior é um ligamento (tipo de cartilagem) que estabiliza o joelho, ele impede que a perna deslize para frente do joelho. O paciente tem muita dor quando anda e o joelho fica instável.
O tratamento da sua lesão é cirúrgico, mas a reabilitação depois da fisioterapia é fundamental para a melhor performance do joelho. A ruptura do ligamento cruzado posterior é menos frequente e a principal queixa é a dor e não a instabilidade do joelho.
O melhor tratamento será decidido após a avaliação clínica do paciente.Pode ser cirúrgico ou somente de reabilitação.
A lesão do ligamento colateral medial tem tratamento conservador, quando associadas a outras lesões, a conduta depende da experiência do cirurgião..
E artrose de Joelhos?
Veja Post “Artrose é doença de idosos?” e no Post “Tratamento da Artrose”.
Publicado por Thais Saron em 1 01UTC Setembro 01UTC 2009
Um pouco de Anatomia e Fisiologia
Os nervos periféricos são estruturas que ligam músculos, órgãos e glândulas ao Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Os neurônios (células nervosas) são compostos pelo núcleo e seus dendritos, axônio e bainha de mielina.
Os nervos periféricos têm função motora e atuam no sistema músculo-esquelético ordenando a contração muscular, ou seja, controlam a força, a precisão e a delicadeza dos movimentos voluntários. Também têm ação sensitiva (na sensibilidade) e são responsáveis pela percepção de estímulos como o calor, o tato, a temperatura, a vibração e a dor, transmitindo-os ao sistema nervoso central onde as informações são processadas e interpretadas. Os nervos periféricos também comandam órgão e glândulas como o coração, os vasos sanguíneos, o aparelho digestivo, a bexiga e o aparelho respiratório controlando a pressão, a freqüência cardíaca, os movimentos intestinais, a micção, ereção, etc e estas ações são denominadas autonômicas pois são involuntárias.
O que é neuropatia periférica?
As neuropatias são lesões que acometem os nervos periféricos e que se estendem da medula ou do tronco encefálico até as extremidades do corpo. Quais os sintomas?
Produzem sintomas motores como a perda de força, alterações da destreza, movimentos mais elaborados, alteração da marcha e até desequilíbrio.
Os sintomas sensitivos são a diminuição da sensibilidade tátil (paciente não sente nada quando é tocado em determinado local), dolorosa (anestesia no local) ou hipersensibilidade com dor neuropática (excesso de dor) e até formigamentos.
Existem manifestações autonômicas como descontrole da pressão arterial, da sudorese, do lacrimejamento, alteração da temperatura entre outros. Todos os sintomas dependem do nervo periférico acometido e da sua causa.
Os sintomas de neuropatias habitualmente se instalam de forma gradual, progredindo lentamente,e como toda regra há suas exceções, há situações mais graves como a polirradiculoneurite aguda ou a porfiria aguda intermitente em que os sintomas se desenvolvem mais rapidamente, ao longo de dias ou horas, ocasionando até dificuldades respiratórias e requerendo internação neurológica imediata, muitas vezes em ambiente de UTI.
Quais as causas?
Uma das causas mais freqüentes de neuropatia periférica é o diabetes mellitus. Ela se manifesta principalmente com dor e queimação nos pés, principalmente no período noturno, mas pode se manifestar com dor generalizada, lombar, etc…
No Brasil, infelizmente há uma grande incidência da neuropatia devido a Hanseníase, que é a Lepra, e é muito comum mas pouco diagnosticada.Não podemos esquecer que é uma doença que tem tratamento e cura na maioria das vezes.
Outras causas incluem:
- a desnutrição devido à pobreza ou ainda consequente à cirurgias do aparelho digestivo,
-as doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistêmico e a poliradiculoneurite crônica,
- as neuropatias degenerativas hereditárias,
- os traumas por acidentes como a lesão do plexo braquial,
-os traumas por movimentos repetitivos como a Síndrome do Túnel do Carpo (ver Post “A Síndrome do Túnel do Carpo”)
-os distúrbios metabólicos adquiridos ou congênitos. Qual o melhor Tratamento?
O tratamento depende de vários aspectos como o quadro clínico do paciente e sua causa.
O tratamento medicamentoso deve focar o controle da dor, quando presente, e na maioria das vezes são utilizadas medicações para dor crônica, como antidepressivos e anticonvulsivantes.
Em todos os casos é imprescindível o acompanhamento de um médico Fisiatra pois a reabilitação é essencial para a melhora dos sintomas e da funcionalidade. Nos casos em que o paciente não apresenta sintomas e nem sequelas devido às alterações neurológicas, o médico Fisiatra auxilia na prevenção de complicações e dos sintomas.
O banho de contraste é uma das opções para algumas neuropatias, veja no vídeo abaixo:
Se você tem alguma dúvida sobre neuropatia periférica deixe seu comentário!
Publicado por Thais Saron em 11 11UTC Agosto 11UTC 2009
A Acupuntura é muito praticada e ensinada em vários países. No Brasil, é reconhecida como ESPECIALIDADE MÉDICA desde 1995 e, portanto, é um ato médico, não deve ser realizada por outros profissionais de saúde.
É uma terapia eficaz visando analgesia em muitas doenças, principalmente nas dores músculo-esqueléticas, pois diminui a freqüência da dor e sua intensidade, o que ajuda no tratamento de reabilitação.
A Medicina Tradicional Chinesa- MTC (uma das mais antigas formas de medicina oriental) é utilizada há mais de 5 mil anos e a Acupuntura é uma das terapias utilizadas. A MTC tem natureza filosófica e tem como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza. A MTC procura aplicar esta compreensão tanto ao tratamento das doenças quanto à manutenção da saúde através de diversos métodos. Inclui entre seus princípios o estudo da relação de Yin/Yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos Meridianos do corpo humano. O Yin e o Yang são aspectos opostos de todo movimento no universo. No corpo do homem existe um equilíbrio que pode ser alterado por diversos tipos de influências, como alimentar, comportamental e muitas outras, o que ocasiona doenças. A Teoria dos Cinco Elementos é baseada na natureza : terra, água, metal, madeira e fogo. A energia é chamada de Chi e circula no nosso organismo através de meridianos, como o sangue percorre nas artérias e veias.
A Acupuntura é realizada através da aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de “Pontos de Acupuntura” ou “Acupontos”, para obter efeito terapêutico em diversas condições. Nestes pontos a energia ou Chi está estagnada devido ao problema que o paciente apresenta, com a estimulação destes pontos o Chi volta a circular pelos meridianos.
Atribui-se o nome “Acupuntura” a um jesuíta europeu que retornando da China, no século XVII, adaptou os termos chineses “Zhen” e “Jiu”, juntando as palavras latinas “Acum” (agulha) e “Punctum” (picada ou punção).
Os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de técnicas. Na verdade, os pontos de Acupuntura podem ser estimulados por agulhas, dedos (acupressão, método do Shiatsu e pode ser feito por terapeutas), o laser, o stiper (do inglês Stimulation and Permanency – Estimulação Permanente, com aparelho de eletroacupuntura),ventosa ou pelo aquecimento promovido por moxa (“longo tempo de aplicação do fogo”) ou um bastão de artemísia em brasa(aproximado da pele).
É importante alertar que a Acupuntura não é uma terapia que objetiva curar qualquer dor. Ela auxilia no tratamento de reabilitação da dor, pois a analgesia que proporciona, diminui as doses e duração da medicação.Além disso, promove relaxamento muscular facilitando a reabilitação muscular e melhora o sono e humor do paciente.
Existe algumas contra indicações da Acupuntura, são elas:
• embriaguez,
• intoxicação de qualquer espécie, inclusive por medicamentos.
• Após esforços físicos muito grande.
• Em jejum.
• Pacientes que usam anticoagulantes ou tem problemas de coagulação- risco relativo.
• Hemorragias.
• Gripes ou infecções
• Nos primeiros dias da menstruação ou logo após o coito.
• Gravidez.
• É contra-indicado o uso de agulhas em crianças de menos de seis anos idade.
• Hepatite C e B.
Se você tem Dor Crônica e nunca fez acupuntura, peça indicação ao seu MÉDICO, ele poderá te encaminhar para este tratamento e você poderá se beneficiar da Medicina Tradicional Chinesa.
Publicado por Thais Saron em 22 22UTC Julho 22UTC 2009
A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando acontece de maneira transitória é popularmente conhecida como torcicolo. Cerca de 30% da população mundial apresentará cervicalgia no decorrer da vida. No Brasil, acredita-se que 55% da população terão estes sintomas, sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão cervicalgia crônica.
O torcicolo é a cervicalgia aguda e na maioria das vezes autolimitada, ou seja, os sintomas desaparecem sozinhos por volta de uma semana. Geralmente causado por uma noite mal dormida. Quando os sintomas persistem, é denominada cervicalgia e deve receber uma maior atenção.
A cervicalgia se instala de maneira insidiosa, ou seja, os sintomas se intensificam vagarosamente. Estes sintomas são: diminuição da amplitude de movimento(pescoço se movimenta menos), postura antiálgica(o paciente adota uma postura de defesa para diminuir a dor), dor que piora com movimentos e com palpação muscular e a rigidez muscular.
As causas mais comuns de cervicalgia:
-Síndrome Dolorosa Miofascial-é a mais comum, posturas viciosas e o estresse são as causas mais freqüentes. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”)
-Osteoartrose- a alteração degenerativa das articulações causada pelo envelhecimento pode levar à deformidades da coluna cervical provocando dor (Ver post “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da artrose”)
-Traumáticas- a mais comum é a Síndrome do Chicote que acontece nos acidentes automobilísticos.
-Fraturas
-Inflamatórias- devido a doenças reumatológicas como artrite reumatóide, Lupus, espondilite anquilosante,etc…
-Infecciosas-meningite, caxumba,abscessos, etc…
- Disfunção da articulação temporo-mandibular (ATM)
-Metabólicas- osteoporose com fratura (ver Post “Osteoporose dói?”)
-Tumores locais ou metastáticos
-Congênito- devido a alterações musculares congênitas.
-Estenose do Canal Vertebral- diminuição do canal vertebral, no qual se encontra a medula, devido a processo degerativo.
-Hérnia discal- desencadeará dor em região cervical com irradiação para os braços, associado a formigamentos, perda de força e sensibilidade (Ver post “A Hérnia Discal” e “Causas e Consequências da Hérnia Discal”).
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de uma boa avaliação clínica do paciente associada a exames que podem auxiliar tanto no diagnóstico como no tratamento da Cervicalgia.
Os exames mais utilizados, conforme a necessidade de cada caso, são: RX de Coluna cervical e panorâmico, Tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia e até termografia.
Qual o tratamento mais indicado?
Nos casos dos torcicolos que persistem por até uma semana, indica-se o uso de antiinflamatórios e relaxantes musculares, calor local (pode ser com uma bolsa de água quente) e retirada dos fatores desencadeantes da dor.Exercícios de alongamento regulares são benéficos para a prevenção da recorrência do torcicolo.
Nos casos de cervicalgia crônica, são utilizadas medicações para dor crônica, associada a um programa de reabilitação que visa melhora dos sintomas e prevenção da recorrência dos sintomas.
Raros são os casos cirúrgicos.
Você tem dor no pescoço e já fez tratamento sem resultados? Procure um Médico Fisiatra para uma avaliação, diagnóstico e indicação do melhor tratamento medicamentoso e de reabilitação para o seu caso!
Publicado por Thais Saron em 8 08UTC Julho 08UTC 2009
Um pouco de anatomia para compreendermos o que é esta Síndrome:
O túnel do Carpo, como o próprio nome diz, é um canal de 3 cm de espessura composto pelo nervo mediano e 9 tendões responsáveis pela flexão dos dedos da mão na região do punho. Este nervo origina-se no antebraço, passa por este canal e vai inervar o polegar, o indicador, o dedo médio e face interna do quarto dedo.
A Síndrome do Túnel do Carpo ocorre pela compressão do nervo mediano causadas pelo aumento do tecido sinovial (tipo de cartilagem) que envolvem os tendões diminuindo o “espaço” dentro do canal. Este tecido sinovial tem a função de nutrir os tendões e eles podem “inchar” quando ficam inflamados, ou seja, quando sofrem microtraumatismos (por esforços repetitivos), ou por lesões tumorais, alterações hormonais ou até por uso de alguns medicamentos.
É comum estar associada a outras doenças como o Diabetes Mellitus, artrite reumatóide, Síndrome Dolorosa Miofascial( Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) e doenças da tireróide. É mais comum em mulheres na faixa de 35-60 anos..
O sintoma principal é a dormência nesta região (o termo médico é parestesia). É uma sensação de formigamento que acontece mais frequentemente a noite por causa da retenção de líquido comum nesse período. Com o tempo, os sintomas vão aumentando e o paciente pode referir diminuição da sensibilidade tátil (não consegue definir estruturas pequenas que segura), aparecimento de dor e até alterações motoras em casos graves (perda da força, não consegue segurar pequenos objetos). Em 2/3 dos casos ocorre bilateralmente, ou seja, nas duas mãos.
Algumas atividades que realizam flexo-extensão aumentam os riscos de levar a uma Síndrome do Túnel do Carpo: bancários, digitadores, metalúrgicos, músicos, que utilizam calculadoras, ordenhadores de leite, etc…
O diagnóstico da síndrome do túnel do carpo é feito através da avaliação clínica e comprovado através de um exame chamado eletroneuromiografia. Neste exame, os nervos do antebraço, punho e dedos são estimulados por choques de pequena intensidade sendo o resultado medido na tela do aparelho e assim, comprovada a compressão do nervo mediano.
O tratamento da Síndrome do Túnel do Carpo depende da fase em que se encontra a compressão nervosa. Nos casos leves, o tratamento medicamentoso e de reabilitação com imobilização, fisioterapia e afastamento dos fatores causais podem ser eficazes. Este tratamento deve ser orientado por um médico Fisiatra para melhor resultado. Em determinados casos, a cirurgia para descompressão de nervo está indicada.
Se você tem sintomas da Síndrome do Túnel do Carpo, consulte um médico Fisiatra para ter um diagnóstico e tratamento correto.
Publicado por Thais Saron em 1 01UTC Julho 01UTC 2009
É muito comum ouvirmos queixas de dor na região lombar ou glúteos irradiadas para a perna como “dor do ciático”. Na maioria das vezes isto é apenas a forma como as pessoas conseguem descrever a localização da sua dor devido ao fato de conhecerem o mito da “Dor do Ciático”.
Para entendermos o que está causando a dor nesta região, precisamos conhecer que é realmente esta “Dor do Ciático”.
O nervo Ciático é o mais longo do corpo humano, ele se estende desde a região lombar (entre a L4 e L5) até o dedão do pé e durante este trajeto atravessa alguns músculos, inclusive um músculo profundo na região glútea, o músculo PIRIFORME (este músculo realiza a rotação lateral da coxa).
A “Dor do Ciático” é aquela causada por uma compressão de sua raiz nervosa, localizada na região lombar (L4 e L5), na maioria das vezes causada por uma hérnia discal (Não por um abaulamento ou protusão!!!).
Veja a diferença entre hérnia, protusão e abaulamento no Post “Hérnia Discal” e aprenda sobre seus sintomas e tratamento em “Causas e Conseqüências da Hérnia Discal”.
A compressão do nervo ciático pode ser evidenciada pela Eletroneuromigrafia que mostrará uma radiculopatia na região de L4 e L5. Neste caso, podemos chamar de “Dor do Ciático” ou “Ciatalgia”.
A SÍNDROME DO PIRIFORME é causada por trauma no local (cair sentado, por exemplo), hiperlordose (nas grávidas principalmente, ver Post “Deformidades na Coluna causam dor?”), em atletas (maratonistas, ciclistas e praticantes de spinning) e hábitos posturais não saudáveis (como ficar muito tempo sentado e dormir em posição fetal). Acontece devido a uma contratura deste músculo (ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) que comprime o nervo ciático em seu trajeto na região glútea.
Os sintomas da Síndrome do Piriforme são dor em região lombar, e/ou sacral, com irradiação para a região póstero-lateral da coxa, podendo se estender até o pé. Esta dor piora com a posição sentada por período prolongado (principalmente quando o paciente cruza as pernas), ou ficar em pé por período prolongado ou ainda, durante uma corrida. Eventualmente os pacientes podem sentir formigamento ou dormência na localização da irradiação da dor. A reprodução da dor pode ser conseguida através de manobras específicas que mimetizam a função deste músculo e através da palpação deste músculo realizada por um especialista.
A Síndrome do Piriforme deve ser avaliada por um médico Fisiatra, pois pode ser confundida com outras patologias como a hérnia de disco, tumor em coluna ou pélvico, artrose de quadril e até mesmo fratura de colo de fêmur (Veja no Post “Síndrome Dolorosa Miofascial” seus sintomas, causas e tratamento).
O tratamento da Síndrome do Piriforme é feito com o diagnóstico correto dos músculos acometidos (eventualmente outros músculos podem apresentar Síndrome Dolorosa Miofascial concomitante), prescrição do tratamento medicamentoso (que depende do tempo de duração da dor, se ela é aguda ou crônica) e do tratamento de reabilitação que será realizado inicialmente com fisioterapia (através de analgesia com meios físicos, cinesioterapia e miofascioterapia), orientações ergonômicas, reeducação postural e posteriormente com exercícios físicos prescritos pelo médico Fisiatra. Em casos mais rebeldes, pode ser necessária a infiltração com lidocaína (anestésico local) no músculo para melhora do sintoma doloroso e facilitar o tratamento de reabilitação.
Se você apresenta sintomas semelhantes aos acima descritos, procure um médico Fisiatra que pode diagnosticar precisamente os músculos envolvidos na dor, descartar outras patologias e orientar o tratamento de reabilitação e de prevenção de recorrência das dores.
Publicado por Thais Saron em 19 19UTC Junho 19UTC 2009
A nossa coluna vertebral é constituída por ossos chamados vértebras alinhados e sobrepostos. Ela é dividida em 4 regiões: cervical, torácica(ou dorsal), lombar e sacrococcígea. São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.
Ao observar a coluna lateralmente (de perfil), ela apresenta algumas curvaturas que são consideradas fisiológicas (normais). São elas:
• Cervical- há uma curvatura convexa para frente, chamada de Lordose Cervical.
• Torácica ou Dorsal- há uma curvatura côncava para frente, chamada de Cifose Torácica.
• Lombar- há uma curvatura convexa para frente, chamada de Lordose Lombar.
• Sacrococcígea- há uma curvatura côncava para frente, chamada de Cifose Sacral.
Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de Hipercifose (região dorsal e pélvica) ou Hiperlordose (região cervical e lombar). A hipercifose na região dorsal ou torácica é a famosa “Corcunda de Notredame”e a hiperlordose na região lombar é a famosa “Tanajura”.
Em uma vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de Escoliose,ou seja, é uma alteração na curvatura normal da coluna.
A Escoliose é a deformidade na coluna mais comum. A idiopática (sem causa aparente) é a forma mais freqüente e pode ocorrer em todas as idades (crianças até idosos). Outras causas de escoliose são:
-congênita (devido a anormalidades ósseas estruturais),
-doenças neuromusculares (atrofia muscular espinhal, mielomeningocele),
-miopáticas (artrogripose, distrofias musculares, hipotonia congênita e miotonia distrófica),
-neurofibromatose,
-mesenquimal (Síndrome de Marfan, homocistinúria, Síndrome de Ehlers Danlos),
-traumática,
-tumores,
-osteocondrodisplasias (acondroplasia, nanismo, mucopolissacaridoses),
-metabólica (raquitismo, osteogênese imperfecta),
-neuropática (lesão medular ou cerebral, radiculopatias e neuropatias periféricas),
-postural e
-diferença entre o comprimento das pernas.
O grau do ângulo de curvatura da escoliose é importante para determinarmos o tratamento que deverá ser prescrito para o paciente.
Em geral preconiza-se que curvas menores de 10 graus somente necessitam observação e prática de atividade física bem orientada.Curvas de até 20 graus necessitam observação, de 20 a 40 graus as curvas entram na etapa de tratamento, com colete, fisioterapia e exercícios. Curvas acima de 40 graus passam a ter indicação cirúrgica a ser avaliada pela equipe médica. Na presença de curvas de mais de 60 graus, ocorre comprometimento da função cardiopulmonar, podendo haver uma doença pulmonar restritiva secundária em conseqüência da deformidade torácica (dificuldade de respirar e muito cansaço ao realizar atividades). A progressão da curva é mais comum durante o crescimento contínuo do esqueleto, contudo, sabe-se que curvas moderadas, de 40 a 50 graus podem ter progressão na vida adulta, em média de 1 a 2 graus ao ano. Devemos lembrar dos riscos de aumento desta deformidade:
-curvas duplas e torácicas.
-idade menor, risco maior.
-pré menarca (meninas que ainda não menstruaram).
-sexo feminino.
-grau da curva alto na descoberta.
-osteoporose associada.
-doença neuromuscular associada.
A Cifose torácica normal varia de 25 a 45 graus . O aumento da Cifose torácica ou dorsal pode ter diversas causas:
• Congênita- falha na formação e estruturação óssea.
• Postural
• Doença de Scheuermann- cifoses dorsais acima de 45 graus acompanhadas de dor, em crianças por volta dos 10 anos de idade. A confirmação do diagnóstico se dá através de raio X que mostram anormalidades do crescimento de placas terminais de pelo menos três corpos vertebrais maiores de 5 graus em relação ao seu acunhamento. É uma cifose abrupta e fixa, geralmente acompanhada de dor.
• Mielomeningocele
• Tumor
• Trauma
• Doenças inflamatórias
• Doenças metabólicas
O tratamento da hipercifose é feito com reabilitação e reeducação postural. No caso da Doença de Scheuermann pode ser necessário o uso de colete OTLS (occipto-tóraco-lombo-sacro) quando ainda restam pelo menos dois anos de potencial de crescimento esquelético associado a programa de exercícios posturais.
A Hiperlordose Lombar causa um desequílibrio mecânico na coluna, sendo um dos principais responsáveis pela dor nesta região.
É atribuída a algumas causas, são elas:
• Postural
• Paralisias
• Congênita
• Flexão dos quadris
Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco para a hiperlordose.
Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose). A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.
A dor lombar nas costas da mulher grávida é causada principalmente pelo aumento da Lordose Lombar que aparece devido ao aumento da barriga. Este aumento desvia para frente o centro de gravidade da coluna e esta postura sobrecarrega músculos, ligamentos e discos.
As deformidades na coluna vertebral podem estar relacionadas à dor devido a uma alteração postural que elas desencadeiam, originando a Síndrome Dolorosa Miofascial (Ver post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) e algumas causas destas deformidades podem agravar a intensidade da dor.
Se você apresenta alterações na coluna vertebral, faça uma avaliação com um médico Fisiatra para ter um diagnóstico e uma prescrição de tratamento de reabilitação visando melhora da postura, da dor (controle e prevenção) e do seu condicionamento físico.
Publicado por Thais Saron em 10 10UTC Junho 10UTC 2009
Antes de falarmos sobre dores de ombro, precisamos falar sobre a importância desta complexa articulação.
É a articulação de maior amplitude do corpo humano.
Possui 3 eixos para movimentação do braço: transversal, ântero-posterior e vertical. Para conseguir realizar toda esta amplitude de movimento, o ombro precisa de mecanismos estabilizadores eficientes. Quando estes estabilizadores são comprometidos, resultam em dor e incapacidade funcional.
As principais patologias do ombro são:
• Síndrome do Impacto
• Ruptura do Manguito Rotador
• Tendinite Bicipital
• Tendinite Calcárea
• Capsulite adesiva
• Instabilidades: luxação e subluxação
• Traumas: fraturas e fraturas-luxação
SÍNDROME DO IMPACTO
É a causa mais comum de dor crônica no ombro.
É uma tendinopatia (alteração na espessura do tendão) que ocorre pela compressão do manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro) e a cabeça longa do músculo bíceps, geralmente é o tendão do músculo supraespinhal. A tendinite do bíceps pode acontecer concomitantemente.
Esta Síndrome é evidenciada quando fazemos a elevação do braço maior que 90o: a resposta é dor! O Ultrasson ajuda a evidenciar quando há tendinite ou ruptura de tendão. A Ressonância Magnética pode ajudar em casos de cirúrgicos a extensão da ruptura de tendão.
É associada às lesões por esforços repetitivos e lesões no esporte (jogadores de voley, halterofilistas e goleiros). Na fase inicial, em que apresenta quadros de tendinite, o tratamento com medicação e reabilitação é eficaz. Em fases mais avançadas com ruptura de tendão, o tratamento é mais longo e apresenta melhora no quadro doloroso e parcial da função, sendo que em alguns casos, onde o paciente fica incapacitado para funções essenciais, é indicada a cirurgia. Devemos lembrar que a cirurgia apresenta melhores resultados quando associada com um tratamento de reabilitação pré e pós operatório.
INSTABILIDADE GLENOUMERAL
A articulação glenoumeral, localizada no ombro, pode sofrer uma luxação ou subluxação. Isto ocorre por trauma ou frouxidão ligamentar (hipermobilidade).
Estas lesões são muito comuns em esportistas e trabalhadores braçais. Quanto mais jovem o paciente que sofrer a luxação, maior será a chance de ocorrer novamente. Nestes casos, a reabilitação não apresenta quadros satisfatórios e é indicado o tratamento cirúrgico. Nos indivíduos idosos a reabilitação tem resultados melhores.
FRATURAS
Podem ser causadas por traumas diretos (como em acidentes ou agressões), quedas e ser conseqüentes à osteoporose. As luxações podem estar associadas. Quando há fraturas como causa de dor e limitação de atividades é necessária a avaliação de um ortopedista para definir o tratamento.
TENDINITE CALCÁREA
É uma tendinopatia (alteração da espessura do tendão) com formação de calcificação (depósito de Cálcio) no manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro), geralmente acontece no tendão do músculo supraespinhoso.
Na maioria dos casos, evolui com regressão do quadro, há reabsorção do cálcio e diminuição da dor. Eventualmente isto não acontece, sendo necessário tratamento de reabilitação com fisioterapia, infiltração e até terapias por onda de choque (um tipo de ultrassom como aquele que trata da “pedra no rim”).
CAPSULITE ADESIVA
É o famoso “ombro congelado”. Apresenta limitação de movimentos ativos (realizado pelo paciente) e passivos(realizado pelo examinador), com dor e rigidez do ombro.
Pode estar associado a doenças sistêmicas (como diabetes e tuberculose), a medicamentos (uso de anticonvulsivantes), traumas ou cirurgias. Infelizmente, a metade dos casos de capsulite adesiva não apresenta nenhuma causa que possa ser indentificável.
O tratamento de reabilitação é imprescindível nestes casos, pois pode proporcionar analgesia e melhora da movimentação desta articulação. O resultado da reabilitação depende muito da adesão do paciente aos exercícios propostos.
Se você apresenta dor no ombro que dificulta suas atividades no dia-a-dia, procure um médico Fisiatra para fazer um diagnóstico e a prescrição do melhor tratamento medicamentoso e de Reabilitação. Assim, você estará restabelecendo a função do seu ombro o mais rápido possível!!