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Curiosidades sobre Fibromialgia

• A Fibromialgia afeta aproximadamente 5% da população brasileira.
• Atualmente o diagnóstico de Fibromialgia em homens aumentou de proporção, aproximadamente 7 mulheres para cada homem. Esta média pode variar nas diferentes populações.


• Alguns neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelo Sistema Nervoso Central) estão envolvidos na dor da Síndrome Fibromiálgica:
Estimulantes (estão aumentadas no líquor)-substância P e histaminas
Inibidoras (estão diminuídas no líquor)- Serotonina, Triptofanos, Noradrenalina/Norepinifrina e ENDORFINAS
• Há pesquisas com Ressonância Magnética Funcional que revelam uma hiperativação do Tálamo (Centro de Dor do Sistema Nervoso Central) nos pacientes com Fibromialgia.
• Estudos recentes com fibromiálgicos relatam aumento de neurotransmissores estimulantes de dor (principalmente a Substância P) desencadeadas por reações ao estresse.
• As pesquisas revelam que o pensamento positivista e de enfrentamento da dor aumento o fluxo cerebral e diminui a ativação do Tálamo, diminuindo a dor. Estas atitudes são estimuladas através da Terapia Cognitivo Comportamental.
• Uma nova medicação utilizada para o tratamento da Fibromialgia chegou ao Brasil: a pregabalina (Lyrica). O estudos no exterior mostram uma boa resposta no controle da dor, principalmente se associado ao tratamento de Reabilitação.

Fumo e Dor

Há pesquisas que evidenciam que a nicotina, uma das substâncias contidas no cigarro, tem efeitos analgésicos. Por ironia do destino, os estudos mostram que os fumantes com dor crônica têm menos analgesia (sentem mais dor) que os não fumantes devido ao sinergismo (mesma função) entre a nicotina e analgésicos endógenos (a endorfina é uma substância química produzida pelo cérebro que tem efeitos semelhantes ao da morfina).
Os fumantes apresentam maior intensidade da dor e suas conseqüências, ou seja, apresentam mais dificuldades para a realização de suas funções no dia-a-dia. Quanto maior for a dependência da nicotina (quanto mais quantidade fumar ou quanto maior o tempo que fuma), maior será a intensidade da dor.

A dor de cabeça é mais comum em fumantes do que não fumantes, principalmente naqueles que fumam mais de 10 cigarros/dia há mais de 20 anos. O fumante passivo também apresenta mais dor de cabeça do que o não fumante.
A dor generalizada crônica (artrose generalizada e fibromialgia) e a lombalgia crônica são mais freqüentes e intensas em fumantes do que não fumantes. Esta evidência sugere que há relação entre o tabagismo e a dor crônica. Os fumantes com lombalgia crônica demoram cerca de 10 anos a mais para se recuperarem do que os não fumantes com lombalgia crônica depois que param de fumar.
A hérnia discal com comprometimento da raiz nervosa é mais freqüente em pacientes que fumam e/ou estão mais obesos.
A fratura vertebral originada pela Osteoporose apresenta pior quadro de dor e limitação em fumantes do que não fumantes.
Os pacientes que desenvolvem obstrução de artérias em braços ou pernas (Doença Obstrutiva Arterial Periférica) devido ao fumo (entupimento devido à maior aderência das placas de gordura na parede da artéria) apresentam maior dificuldade para fazer suas tarefas diárias, maior intensidade de dor claudicante (dói quando faz o movimento) e menor independência do que os não fumantes.
O descondicionamento muscular devido à diminuição do aporte de oxigênio nos músculos (conseqüência da diminuição do condicionamento cardiovascular) facilita o encurtamento das fibras provocando bandas tensas musculares que originam dor Miofascial (veja mais no Post: Síndrome Dolorosa Miofascial).
Portanto, se você fuma e tem dor crônica, está na hora de parar, pois este é um fator a mais para aumentar a sua dor!

Torcicolo ou Cervicalgia?

A dor na região cervical da coluna é chamada de cervicalgia. Quando acontece de maneira transitória é popularmente conhecida como torcicolo. Cerca de 30% da população mundial apresentará cervicalgia no decorrer da vida. No Brasil, acredita-se que 55% da população terão estes sintomas, sendo que destes, 12% das mulheres e 9% dos homens terão cervicalgia crônica.
O torcicolo é a cervicalgia aguda e na maioria das vezes autolimitada, ou seja, os sintomas desaparecem sozinhos por volta de uma semana. Geralmente causado por uma noite mal dormida. Quando os sintomas persistem, é denominada cervicalgia e deve receber uma maior atenção.

Lula com torcicolo

A cervicalgia se instala de maneira insidiosa, ou seja, os sintomas se intensificam vagarosamente. Estes sintomas são: diminuição da amplitude de movimento(pescoço se movimenta menos), postura antiálgica(o paciente adota uma postura de defesa para diminuir a dor), dor que piora com movimentos e com palpação muscular e a rigidez muscular.

Postura de anteriorização e retificação na Cervicalgia

As causas mais comuns de cervicalgia:
-Síndrome Dolorosa Miofascial-é a mais comum, posturas viciosas e o estresse são as causas mais freqüentes. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”)
-Osteoartrose- a alteração degenerativa das articulações causada pelo envelhecimento pode levar à deformidades da coluna cervical provocando dor (Ver post “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da artrose”)
-Traumáticas- a mais comum é a Síndrome do Chicote que acontece nos acidentes automobilísticos.
-Fraturas
-Inflamatórias- devido a doenças reumatológicas como artrite reumatóide, Lupus, espondilite anquilosante,etc…
-Infecciosas-meningite, caxumba,abscessos, etc…
Disfunção da articulação temporo-mandibular (ATM)
-Metabólicas- osteoporose com fratura (ver Post “Osteoporose dói?”)
-Tumores locais ou metastáticos
-Congênito- devido a alterações musculares congênitas.
-Estenose do Canal Vertebral- diminuição do canal vertebral, no qual se encontra a medula, devido a processo degerativo.
-Hérnia discal- desencadeará dor em região cervical com irradiação para os braços, associado a formigamentos, perda de força e sensibilidade (Ver post “A Hérnia Discal” e “Causas e Consequências da Hérnia Discal”).
Radiculopatia cervical devido à hérnia

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é feito através de uma boa avaliação clínica do paciente associada a exames que podem auxiliar tanto no diagnóstico como no tratamento da Cervicalgia.
Os exames mais utilizados, conforme a necessidade de cada caso, são: RX de Coluna cervical e panorâmico, Tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletroneuromiografia e até termografia.

Termografia com dor cervical e lateral da cabeça por disfunção de ATM

Qual o tratamento mais indicado?
Nos casos dos torcicolos que persistem por até uma semana, indica-se o uso de antiinflamatórios e relaxantes musculares, calor local (pode ser com uma bolsa de água quente) e retirada dos fatores desencadeantes da dor.Exercícios de alongamento regulares são benéficos para a prevenção da recorrência do torcicolo.
Nos casos de cervicalgia crônica, são utilizadas medicações para dor crônica, associada a um programa de reabilitação que visa melhora dos sintomas e prevenção da recorrência dos sintomas.
Raros são os casos cirúrgicos.

Você tem dor no pescoço e já fez tratamento sem resultados? Procure um Médico Fisiatra para uma avaliação, diagnóstico e indicação do melhor tratamento medicamentoso e de reabilitação para o seu caso!

Você tem Lombalgia Crônica?

A Lombalgia é a dor na região lombar da coluna vertebral.
Cerca de 90% da população vai apresentar pelo menos um episódio de dor lombar em sua vida. É um sintoma e não uma doença.
Nos países desenvolvidos é a principal causa de incapacidade em menores de 45 anos.
Acomete igualmente homens e mulheres. Com o passar dos tempos as mulheres começaram a sentir mais dor lombar devido à menopausa (parada do ciclo menstrual) e suas conseqüências como a Osteoporose (perda de cálcio no osso associado com alteração na arquitetura do osso).
É a segunda causa de procura de atendimentos médicos em decorrência de doenças crônicas. Seus números de faltas ao trabalho ultrapassam o câncer, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) na idade produtiva. Trata-se de um problema Médico e Econômico por seus elevados custos sociais: assistência médica, faltas no trabalho, diminuição da produtividade e do número de tarefas cotidianas, substituição de suas atividades por terceiros e afastamento do trabalho (temporário ou definitivo).

Dor em região lombar da coluna vertebral

A notícia boa é que a lombalgia é auto limitada, ou seja, o sintoma passa em 90% da população até a sétima semana após o aparecimento. Metade destes pacientes vai apresentar novo sintoma após um ano. Sabe-se atualmente que até 45% cronificam a dor.
APENAS 3% DOS CASOS DE LOMBALGIA NECESSITAM DE CIRURGIA.

Quem tem mais probabilidade de ter Lombalgia Crônica?
Os principais fatores de risco são:
1. Deformidades Posturais- na coluna (escoliose, cifose, hiperlordose) e em outros locais como nas pernas, ou tronco e cinturas deproporcionais
2. Sedentarismo
3. Obesidade
4. Doenças neuromusculares
5. Cirurgia lombar anterior
6. Doenças psiquiátricas
7. Problemas econômicos sociais.

Quais são as causas da Lombalgia?
Em 85% dos casos são devido a Síndrome Dolorosa Miofascial. Veja o post da Síndrome Dolorosa Miofascial.
Os outros 15% correspondem a doenças orgânicas específicas, doença inflamatória na coluna (doenças reumáticas como a artrose, lúpus e artrite reumatóide), câncer, hérnia discal (Veja o Post A Hérnia Discal), estenose do canal raquidiano (diminuição do canal por onde passa a medula espinhal- veja sobre a anatomia da coluna vertebral no post A Hérnia Discal), instabilidade das vértebras (devido a algum trauma) e infecções.
Estenose do canal lombar

Eu tenho Lombalgia o que devo fazer?
Procure um médico especialista em dor para fazer uma avaliação clínica e solicitar exames que sejam necessários para um diagnóstico correto. Na maioria das vezes são feitos Raio X (para avaliação de deformidades, sinais de osteoartrose, escorregamentos de vértebra, fraturas e câncer.Ressonância Magnética no caso de suspeita de hérnia e lesão medular.Tomografia Computadorizada é indicada na suspeita de estenose de canal raquidiano, fraturas e tumores ósseos.
Após o seu diagnóstico, você deverá fazer um tratamento multiprofissional de Reabilitação liderado por um médico Fisiatra com interação no tratamento medicamentoso, de reabilitação e alguns procedimentos (acupuntura e infiltração com anestésico) quando necessários. O Fisiatra que prescreve as medicações e determina as terapias que devem ser realizadas como cinesioterapia (fisioterapia com exercícios específicos para os músculos envolvidos), uso de meios físicos para analgesia (Gelo, TENS, Forno de Bier, Infravermelho, Ultrassom, Microondas, Ondas curtas), massagens musculares específicas(Holfing, miofascioterapia, etc…), terapia ocupacional (em casos de mais incapacidade), atividade física adequada (orienta o educador físico) e psicoterapia. Quando há indicação de cirurgia, o Fisiatra encaminha o paciente ao cirurgião e faz um tratamento muscular pré e pós operatório, para melhores resultados cirúrgicos.

Causas e Consequências da Hérnia Discal

As causas mais comuns da Hérnia de Disco são: predisposição genética, envelhecimento, atividades de impacto na coluna (atletas e determinadas atividades profissionais que carregam, levantam muito peso ou com muita vibração), sedentarismo e tabagismo. Acredita-se que estes fatores contribuem para uma degeneração precoce do Disco Intervertebral.
A Hérnia Discal pode migrar para o orifício da medula espinhal, anteriormente e ocasionar uma compressão medular que pode originar perda de força muscular até paralisias. Os músculos acometidos dependem do local desta compressão. Se a Hérnia se localizar em região cervical ou torácica alta o paciente pode ficar até tetraplégico. A compressão da Medula Espinhal pode ser identificada por Dor, perda de força muscular progressiva e alterações de esfincteres (diminuição/ausência do controle urinário ou fecal).

Compressão Medular Cervical

A Hérnia Discal pode migrar lateralmente comprimindo a raiz nervosa da raiz correspondente. Nestes casos, pode haver 3 comprometimentos: Sensitivo, Motor ou Sensitivo-Motor. Quando levar a uma lesão sensitiva, o paciente apresenta formigamentos ou adormecimentos (até a perda total da sensibilidade) e dor intensa, localizada na região que o nervo acometido inerva. No caso da lesão motora o paciente apresenta perda da força muscular progressiva no membro relacionado ao nervo comprimido, podendo chegar até a paralisia.

Hérnia Discal comprimindo a Raiz Nervosa

Eventualmente a Hérnia pode causar uma lesão sensitivo-motora apresentado os sintomas mesclados.
Há muita confusão no diagnóstico porque as pessoas confundem Hérnia com abaulamento e protusão. O diagnóstico da Hérnia Discal é feito através do exame clínico e confirmado pela Ressonância Nuclear Magnética. Na falta deste exame, pode ser observada também pela Tomografia Computadorizada. Estudos mostram que mais de 80% das pessoas com mais de 40 anos tem alterações nos exames de imagem e não apresentam dor. A Eletroneuromiografia é utilizada para o estudo da lesão, avalia se é medular ou da raiz nervosa e ainda caracteriza se é sensitiva, motora ou ambas.

Ressonância Nuclear Magnética com Hérnia Discal Lombar

A Hérnia Discal pode levar a Dor Aguda e Dor Crônica. Para saber qual o seu Diagnóstico, tipo de lesão e melhor tratamento, procure um Médico Fisiatra.

Síndrome Dolorosa Miofascial ou Dor Muscular

É uma alteração muscular com dor muscular, bandas tensas musculares e pontos gatilhos (PGs).
Ponto gatilho é o local do músculo que desencadeia a dor e quando pressionado gera a dor referida pelo paciente.
Dor miofascial na região lombar
Não se sabe ao certo a causa da SDM, mas sabe-se que a falta de oxigênio, de irrigação sanguínea e o cansaço muscular estão envolvidos. Estas alterações musculares ocorrem devido a uma postura imóvel prolongada, movimentos repetitivos, posturas viciosas e estresse emocional.
A banda muscular tensa é o encurtamento das fibras deste músculo. Parecem “nós” embaixo da pele. Esta tensão muscular aumenta o cansaço do músculo e faz parecer que está fraco.
O ponto gatilho de um músculo pode induzir um ponto gatilho em músculos ao seu redor e também à distância, causando uma dor referida. Por exemplo- O músculo Piriforme, que fica abaixo dos glúteos pode causar uma dor somente no local e também pode irradiar a dor pela perna, a chamada Síndrome do Piriforme.
Síndrome do Piriforme

A SDM pode ser responsável por diversos tipos de dor crônica: lombalgia (dor na região lombar), cervicalgia (dor na região cervical), LER (lesões por esforços repetitivos), dores pélvicas, entre outras. Podemos dizer que a SDM pode estar associada a outras doenças como a artrose, fibromialgia, distrofia simpático reflexa, compressão nervosa por hérnia discal, neuropatias, e doenças em órgãos viscerais.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica de um médico especializado, geralmente um médico fisiatra, que tem um bom conhecimento de anatomia muscular e seus pontos gatilhos. Não há nenhum exame laboratorial ou de imagem que evidenciam a SDM.
Músculos
O tratamento da SDM deve ser feito com a avaliação e correção das causas das alterações nervosas, eliminar os fatores que contribuem para a perpetuação da dor, uso de medicações e tratamento de reabilitação.
O tratamento de reabilitação é baseado no equilíbrio muscular, com fisioterapia (com uso de aparelhos que aliviam a dor, alongamentos, fortalecimentos, massagem e correção postural), psicoterapia e até terapia ocupacional em alguns casos. Esta abordagem da reabilitação deve ser liderada pelo médico fisiatra que tem uma visão global e direciona para uma melhora funcional mais eficaz. Em alguns casos, o fisiatra opta pela infiltração do ponto gatilho com lidocaína (anestésico local), para obter analgesia, agilizar e facilitar a reabilitação.

Infiltração de paravertebrais na cervicalgia

Eu tenho Fibromialgia?

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A Fibromialgia pode apresentar principalmente estes sintomas:

DOR É o sintoma mais comum. Pode se apresentar no corpo todo (generalizada) ou ser migratória, ou seja, começar em uma região e depois aparecer em outro lugar.
Esta dor pode ter diversas características como, por exemplo, queimação, latejamento, fisgada, peso, ardência, rigidez, etc…
Varia em sua periodicidade, ou seja, pode aparecer a qualquer hora do dia, ser contínua ou intermitente (que vai e volta).
Geralmente aparece ou piora devido a alguns fatores como o esforço físico, estresse, clima (principalmente frio) e sono inadequado.
A intensidade da dor varia de leve a grave, dependendo da fase que o paciente se encontra.
O exame físico é normal com exceção do exame muscular.Os músculos se apresentam encurtados, descondicionados e com locais sensíveis à palpação (pontos dolorosos). Estes pontos dolorosos são a chave diagnóstica que ajuda a diferenciar a Fibromialgia de outras condições.

FADIGA E DISTÚRBIO DO SONO O distúrbio do sono é freqüente nos fibromiálgicos. Ele pode se caracterizar com uma insônia inicial, com vários despertares durante o sono, um despertar antes do desejado ou sono não-reparador, ou seja, acordam cansados.
Isto acontece devido a uma interrupção do sono profundo, fazendo com que estes pacientes tenham um sono superficial, sem desfrutar de um relaxamento da musculatura e do sistema nervoso que são necessários para o organismo. Em outras palavras, não “recarregam suas baterias e já estão fadigados quando acordam. Aproximadamente 90% dos portadores de Fibromialgia, sentem um cansaço, às vezes referido como fraqueza, perda de energia para as atividades de vida diárias, intolerância à atividade física e sensação parecida com a de estarem resfriados. Ocasionalmente, o sintoma de fadiga é mais evidente que a dor.

DISTÚRBIOS DE HUMOR As alterações no humor são comuns na Fibromialgia. Estas manifestações variam de indivíduo para indivíduo. Os pacientes se sentem desanimados e sem motivação.
A depressão ocorre em 25% destes pacientes. A depressão piora os sintomas dolorosos e a dor piora a depressão, tornando-se um ciclo vicioso. A depressão precisa ser tratada conjuntamente para facilitar o melhor controle da dor.
A ansiedade e irritabilidade são muito comuns na Fibromialgia. Na maioria das vezes são conseqüências da dor crônica. Estes sintomas tendem a desaparecer com o tratamento e a prática de atividade física regular.
Alguns sintomas da Síndrome do Pânico também podem acompanhar a Fibromialgia.

OBSTIPAÇÃO/SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL
A lentificação do trânsito intestinal é outro sintoma comum na Fibromialgia. Os pacientes devem ser orientados a uma dieta com aumento da ingesta de água e de fibras. Em casos mais rebeldes, o uso de laxantes naturais pode ser indicado.
Um menor número de pacientes pode apresentar uma alternância na consistência das fezes com constipação e diarréia, chamada de Síndrome do Cólon Irritável. Esta mudança na consistência das fezes é desencadeada por estresse na maioria das vezes.

DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO E DÉFICIT DE MEMÓRIA Os pacientes podem referir dificuldade de atenção e de executar tarefas comuns. Não há evidências que estes sintomas piorem com o tempo. Estas manifestações são comuns em outras doenças que também incluem distúrbios do sono e do humor.

FORMIGAMENTO E SUDORESE A sensação de formigamento ou adormecimento pode acontecer principalmente nas mãos e pés. Deve ser verificado pelo médico para descartar neuropatias compressivas.
Alguns pacientes referem aumento do suor principalmente nas mãos e pés.
CEFALÉIAS As dores de cabeça do tipo tensionais e as enxaquecas são freqüentes na Fibromialgia.
Tem periodicidade variada, mas são caracterizadas por pelo menos dois episódios em 1 semana no mínimo.
DISPEPSIAS As pacientes com Fibromialgia podem apresentar sintomas do sistema digestivo alto. Os mais freqüentes são a dor no estômago, dificuldade de engolir e a sensação de empachamento (lentificação do trânsito do bolo alimentar).
SINTOMAS GINECOLÓGICOS
É comum a paciente com Fibromialgia ter cólicas no período menstrual e dor durante a relação sexual.
Algumas pacientes têm dor ao urinar, perdas urinárias com esforço, tosse ou espirros e urgência para urinar. Estes sintomas devem ser avaliados, diferenciados e tratados.
PELE E CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
Na Fibromialgia, a sensibilidade da pele e dos vasos sangüíneos para mudanças de temperatura, pode modificar temporariamente a coloração da pele e a sensação de inchaço.
PALPITAÇÕES E FALTA DE AR
Alguns pacientes podem referir uma sensação de aumento da velocidade das batidas do coração, falta de ar e um peso no peito que não são relacionados a esforço físico. Estes sintomas estão relacionados ao descondicionamento físico e aos distúrbios de humor principalmente.
OUTROS SINTOMAS
Outros sintomas são referidos como os tremores, zumbidos, tonturas e cólicas abdominais, dor na relação sexual entre outros.

VOCÊ TEM DÚVIDAS SE TEM FIBROMIALGIA?
Se você apresentar a maioria dos sintomas acima relacionados é recomendável a avaliação de um especialista em Dor, de preferência um Médico Fisiatra que é mais familiarizado e saberá definir o melhor tratamento medicamentoso conciliado ao melhor tratamento de reabilitação.

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O que é Fibromialgia?

FIBROMIALGIA
FIBRO/MIA/LGIA – Fibras/Musculares/Dor.
O nome FIBROMIALGIA significa dores nos músculos e tecidos conectivos fibrosos (ligamentos e tendões).

Músculos em posição de esgrima

O que é Fibromialgia?
A Fibromialgia pode ser chamada de Síndrome Fibromiálgica.
É considerada uma Síndrome porque apresenta vários sinais e sintomas que podem ocorrer em outras doenças também.
Os SINAIS são os achados físicos encontrados quando o médico examina o paciente e os SINTOMAS são as queixas relatadas pelo paciente quando conta sua história clínica.
É caracterizada basicamente por dores musculares generalizadas, cansaço, distúrbio do sono e do humor.
Acomete principalmente as mulheres de meia idade, mas pode acontecer em homens, adolescentes e crianças.

Quais as suas causas?
Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem desencadear a Fibromialgia.
Estão relacionados às mudanças hormonais, trauma físico, estresse emocional e outras doenças. Não se conhece o verdadeiro motivo da manifestação da Síndrome e como ela acontece.
Há estudos que dizem que estes pacientes apresentam um aumento da sensação dolorosa corpórea. Outros autores sugerem uma percepção anormal de dor no Sistema Nervoso Central que conseqüentemente aumenta a sensibilidade dolorosa.
Pesquisas relatam diminuição de alguns neurotransmissores (serotonina, l-triptofano, entre outros) que causam uma alteração do sono, do humor e aumentam a percepção de dor nestes pacientes.
A alteração do sono desencadeia aumento da fadiga e diminuição do GH( hormônio do crescimento) que é necessário para a reparação do tecido muscular que sofre microtraumatismos.
O descondicionamento físico gerado pelo imobilismo adotado pelos pacientes em defesa da sensação dolorosa aumenta a chance de microtraumatismos musculares com conseqüente dor e fadiga muscular.
A biópsia muscular revela um músculo descondicionado (falta de oxigênio) e sem sinais de inflamação, o que difere de doenças reumatológicas.

Como é feito o diagnóstico?

Desde 1990, a Fibromialgia foi mais bem definida através de um estudo que estabeleceu regras para seu diagnóstico.
Neste estudo, foi demonstrado que a dor generalizada e a dor em pontos dolorosos específicos estão presentes nos portadores de Fibromialgia, e que não são comuns em pessoas sadias ou com outras doenças com sintomas semelhantes.
A Fibromialgia não é detectada através de exames laboratoriais ou radiológicos conhecidos. Os exames são importantes para descartar outras doenças com características semelhantes. O diagnóstico desta Síndrome é puramente clínico, evidenciado através das queixas e exame físico do paciente feito pelo médico.
Pontos dolorosos dos critérios diagnósticos.
Não é bem conhecida pela maioria dos médicos e é muito confundida com outras patologias por apresentar sintomas encontrados em outras doenças. Existem pessoas que desconhecem esta manifestação e acreditam que estes sintomas sejam imaginários ou desprezíveis. Por ter sintomas generalizados, inespecíficos e semelhantes ao de outras doenças, comumente os pacientes são submetidos a várias avaliações complicadas e repetidas antes de identificar esta síndrome. Por este motivo, é importante procurar um médico que conheça esta condição.

IMPORTANTE A Fibromialgia afeta principalmente os músculos e seus locais de fixação nos ossos (tendões). Pode apresentar dor nas articulações, mas não leva à inflamação (artrite) e nem deformidades às mesmas.