Lombalgia

Dor na região lombar que pode ocorrer por diversos motivos, descubra quais são eles.

Curiosidades sobre a Artrose

É mais comum nas mulheres, entre 40-50 anos de idade e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante nos homens e mulheres.
 Estudos radiológicos demonstraram que a freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos.
 Os estudos mostram que apenas 20% – 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença. Ou seja, a imagem da artrose não ocasiona dor ou limitação de movimentos.
Estudos indicam que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos na articulação do joelho, sendo que, 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas.
 A incidência da artrose aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos e, aos 85 anos é ela universal.
 O paracetamol é muito utilizado para o tratamento da artrose e apresenta efeitos semelhantes aos antiinflamatórios e com menos efeitos colaterais.
 O medicamento tópico que demonstrou maior eficácia ao combate da dor foi a capsaicina creme. Este creme é feito através do extrato da pimenta malagueta. Nem todos os pacientes conseguem utilizá-lo devido ao ardor temporário que provoca e exatamente por causa desta queimação há um mecanismo de analgesia.
 A hidroginástica, o Tai Chi Chuan, o Lian Gong e o Pilates ajudam na manutenção e na prevenção da Dor na Artrose.

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Mito da “Dor do Ciático” ou Síndrome do Piriforme?

É muito comum ouvirmos queixas de dor na região lombar ou glúteos irradiadas para a perna como “dor do ciático”. Na maioria das vezes isto é apenas a forma como as pessoas conseguem descrever a localização da sua dor devido ao fato de conhecerem o mito da “Dor do Ciático”.
Para entendermos o que está causando a dor nesta região, precisamos conhecer que é realmente esta “Dor do Ciático”.
O nervo Ciático é o mais longo do corpo humano, ele se estende desde a região lombar (entre a L4 e L5) até o dedão do pé e durante este trajeto atravessa alguns músculos, inclusive um músculo profundo na região glútea, o músculo PIRIFORME (este músculo realiza a rotação lateral da coxa).

Trajeto do  Nervo Ciático

A “Dor do Ciático” é aquela causada por uma compressão de sua raiz nervosa, localizada na região lombar (L4 e L5), na maioria das vezes causada por uma hérnia discal (Não por um abaulamento ou protusão!!!).
Veja a diferença entre hérnia, protusão e abaulamento no Post “Hérnia Discal” e aprenda sobre seus sintomas e tratamento em “Causas e Conseqüências da Hérnia Discal”.
A compressão do nervo ciático pode ser evidenciada pela Eletroneuromigrafia que mostrará uma radiculopatia na região de L4 e L5. Neste caso, podemos chamar de “Dor do Ciático” ou “Ciatalgia”.

Compressão do Nervo Ciático

A SÍNDROME DO PIRIFORME é causada por trauma no local (cair sentado, por exemplo), hiperlordose (nas grávidas principalmente, ver Post “Deformidades na Coluna causam dor?”), em atletas (maratonistas, ciclistas e praticantes de spinning) e hábitos posturais não saudáveis (como ficar muito tempo sentado e dormir em posição fetal). Acontece devido a uma contratura deste músculo (ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) que comprime o nervo ciático em seu trajeto na região glútea.

Dormir na posição fetal pode desencadear a Síndrome do Piriforme!!

Os sintomas da Síndrome do Piriforme são dor em região lombar, e/ou sacral, com irradiação para a região póstero-lateral da coxa, podendo se estender até o pé. Esta dor piora com a posição sentada por período prolongado (principalmente quando o paciente cruza as pernas), ou ficar em pé por período prolongado ou ainda, durante uma corrida. Eventualmente os pacientes podem sentir formigamento ou dormência na localização da irradiação da dor. A reprodução da dor pode ser conseguida através de manobras específicas que mimetizam a função deste músculo e através da palpação deste músculo realizada por um especialista.

O nervo ciático passa pelas fibras musculares do músculo piriforme!

A Síndrome do Piriforme deve ser avaliada por um médico Fisiatra, pois pode ser confundida com outras patologias como a hérnia de disco, tumor em coluna ou pélvico, artrose de quadril e até mesmo fratura de colo de fêmur (Veja no Post “Síndrome Dolorosa Miofascial” seus sintomas, causas e tratamento).
O tratamento da Síndrome do Piriforme é feito com o diagnóstico correto dos músculos acometidos (eventualmente outros músculos podem apresentar Síndrome Dolorosa Miofascial concomitante), prescrição do tratamento medicamentoso (que depende do tempo de duração da dor, se ela é aguda ou crônica) e do tratamento de reabilitação que será realizado inicialmente com fisioterapia (através de analgesia com meios físicos, cinesioterapia e miofascioterapia), orientações ergonômicas, reeducação postural e posteriormente com exercícios físicos prescritos pelo médico Fisiatra. Em casos mais rebeldes, pode ser necessária a infiltração com lidocaína (anestésico local) no músculo para melhora do sintoma doloroso e facilitar o tratamento de reabilitação.

Alongamento  do músculo Piriforme e glúteos

Se você apresenta sintomas semelhantes aos acima descritos, procure um médico Fisiatra que pode diagnosticar precisamente os músculos envolvidos na dor, descartar outras patologias e orientar o tratamento de reabilitação e de prevenção de recorrência das dores.

Você tem Lombalgia Crônica?

A Lombalgia é a dor na região lombar da coluna vertebral.
Cerca de 90% da população vai apresentar pelo menos um episódio de dor lombar em sua vida. É um sintoma e não uma doença.
Nos países desenvolvidos é a principal causa de incapacidade em menores de 45 anos.
Acomete igualmente homens e mulheres. Com o passar dos tempos as mulheres começaram a sentir mais dor lombar devido à menopausa (parada do ciclo menstrual) e suas conseqüências como a Osteoporose (perda de cálcio no osso associado com alteração na arquitetura do osso).
É a segunda causa de procura de atendimentos médicos em decorrência de doenças crônicas. Seus números de faltas ao trabalho ultrapassam o câncer, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) na idade produtiva. Trata-se de um problema Médico e Econômico por seus elevados custos sociais: assistência médica, faltas no trabalho, diminuição da produtividade e do número de tarefas cotidianas, substituição de suas atividades por terceiros e afastamento do trabalho (temporário ou definitivo).

Dor em região lombar da coluna vertebral

A notícia boa é que a lombalgia é auto limitada, ou seja, o sintoma passa em 90% da população até a sétima semana após o aparecimento. Metade destes pacientes vai apresentar novo sintoma após um ano. Sabe-se atualmente que até 45% cronificam a dor.
APENAS 3% DOS CASOS DE LOMBALGIA NECESSITAM DE CIRURGIA.

Quem tem mais probabilidade de ter Lombalgia Crônica?
Os principais fatores de risco são:
1. Deformidades Posturais- na coluna (escoliose, cifose, hiperlordose) e em outros locais como nas pernas, ou tronco e cinturas deproporcionais
2. Sedentarismo
3. Obesidade
4. Doenças neuromusculares
5. Cirurgia lombar anterior
6. Doenças psiquiátricas
7. Problemas econômicos sociais.

Quais são as causas da Lombalgia?
Em 85% dos casos são devido a Síndrome Dolorosa Miofascial. Veja o post da Síndrome Dolorosa Miofascial.
Os outros 15% correspondem a doenças orgânicas específicas, doença inflamatória na coluna (doenças reumáticas como a artrose, lúpus e artrite reumatóide), câncer, hérnia discal (Veja o Post A Hérnia Discal), estenose do canal raquidiano (diminuição do canal por onde passa a medula espinhal- veja sobre a anatomia da coluna vertebral no post A Hérnia Discal), instabilidade das vértebras (devido a algum trauma) e infecções.
Estenose do canal lombar

Eu tenho Lombalgia o que devo fazer?
Procure um médico especialista em dor para fazer uma avaliação clínica e solicitar exames que sejam necessários para um diagnóstico correto. Na maioria das vezes são feitos Raio X (para avaliação de deformidades, sinais de osteoartrose, escorregamentos de vértebra, fraturas e câncer.Ressonância Magnética no caso de suspeita de hérnia e lesão medular.Tomografia Computadorizada é indicada na suspeita de estenose de canal raquidiano, fraturas e tumores ósseos.
Após o seu diagnóstico, você deverá fazer um tratamento multiprofissional de Reabilitação liderado por um médico Fisiatra com interação no tratamento medicamentoso, de reabilitação e alguns procedimentos (acupuntura e infiltração com anestésico) quando necessários. O Fisiatra que prescreve as medicações e determina as terapias que devem ser realizadas como cinesioterapia (fisioterapia com exercícios específicos para os músculos envolvidos), uso de meios físicos para analgesia (Gelo, TENS, Forno de Bier, Infravermelho, Ultrassom, Microondas, Ondas curtas), massagens musculares específicas(Holfing, miofascioterapia, etc…), terapia ocupacional (em casos de mais incapacidade), atividade física adequada (orienta o educador físico) e psicoterapia. Quando há indicação de cirurgia, o Fisiatra encaminha o paciente ao cirurgião e faz um tratamento muscular pré e pós operatório, para melhores resultados cirúrgicos.

Causas e Consequências da Hérnia Discal

As causas mais comuns da Hérnia de Disco são: predisposição genética, envelhecimento, atividades de impacto na coluna (atletas e determinadas atividades profissionais que carregam, levantam muito peso ou com muita vibração), sedentarismo e tabagismo. Acredita-se que estes fatores contribuem para uma degeneração precoce do Disco Intervertebral.
A Hérnia Discal pode migrar para o orifício da medula espinhal, anteriormente e ocasionar uma compressão medular que pode originar perda de força muscular até paralisias. Os músculos acometidos dependem do local desta compressão. Se a Hérnia se localizar em região cervical ou torácica alta o paciente pode ficar até tetraplégico. A compressão da Medula Espinhal pode ser identificada por Dor, perda de força muscular progressiva e alterações de esfincteres (diminuição/ausência do controle urinário ou fecal).

Compressão Medular Cervical

A Hérnia Discal pode migrar lateralmente comprimindo a raiz nervosa da raiz correspondente. Nestes casos, pode haver 3 comprometimentos: Sensitivo, Motor ou Sensitivo-Motor. Quando levar a uma lesão sensitiva, o paciente apresenta formigamentos ou adormecimentos (até a perda total da sensibilidade) e dor intensa, localizada na região que o nervo acometido inerva. No caso da lesão motora o paciente apresenta perda da força muscular progressiva no membro relacionado ao nervo comprimido, podendo chegar até a paralisia.

Hérnia Discal comprimindo a Raiz Nervosa

Eventualmente a Hérnia pode causar uma lesão sensitivo-motora apresentado os sintomas mesclados.
Há muita confusão no diagnóstico porque as pessoas confundem Hérnia com abaulamento e protusão. O diagnóstico da Hérnia Discal é feito através do exame clínico e confirmado pela Ressonância Nuclear Magnética. Na falta deste exame, pode ser observada também pela Tomografia Computadorizada. Estudos mostram que mais de 80% das pessoas com mais de 40 anos tem alterações nos exames de imagem e não apresentam dor. A Eletroneuromiografia é utilizada para o estudo da lesão, avalia se é medular ou da raiz nervosa e ainda caracteriza se é sensitiva, motora ou ambas.

Ressonância Nuclear Magnética com Hérnia Discal Lombar

A Hérnia Discal pode levar a Dor Aguda e Dor Crônica. Para saber qual o seu Diagnóstico, tipo de lesão e melhor tratamento, procure um Médico Fisiatra.

Hérnia Discal

A coluna vertebral é composta por ossos chamados de vértebras, estas vértebras possuem um espaço como se fosse um furo e quando estão agrupadas na coluna, estes furos formam um canal onde passa a medula espinhal ou nervosa. Esta medula, formada por tecido nervoso, dividi-se em ramos que saem pela lateral da vértebra e formam os Nervos.
Vértebras Lombares, Medula espinhal e ramos nervosos
A coluna vertebral pode ser dividida em: cervical, torácica e lombar. Entre cada uma das vértebras há um tipo específico de cartilagem que diminui o impacto entre as mesmas por ser elástico, chamado Disco Intervertebral. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel fibroso, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo tem aspecto semelhante a uma gelatina e age como um amortecedor.
Disco Intervertebral- Anel Fibroso(azul) e Núcleo Pulposo(branco)
O Anel Fibroso pode ser rompido e extravasar o Núcleo Pulposo. Antes disso, o Disco Intervertebral pode sofrer alterações em sua forma devido à pressão do Núcleo Pulposo sobre o Anel Fibroso. A primeira forma é o ABAULAMENTO, um pouco maior é chamada de PROTUSÃO e quando forma uma “minhoca” é a famosa HÉRNIA DISCAL(Hérnia de Disco). Quando a Hérnia Discal atravessa os limites da vértebra é chamada de Hérnia Extrusa.
1-Disco Intervertebral Normal, 2-Protusão, 3-Hérnia, 4-Hérnia Extrusa

Síndrome Dolorosa Miofascial ou Dor Muscular

É uma alteração muscular com dor muscular, bandas tensas musculares e pontos gatilhos (PGs).
Ponto gatilho é o local do músculo que desencadeia a dor e quando pressionado gera a dor referida pelo paciente.
Dor miofascial na região lombar
Não se sabe ao certo a causa da SDM, mas sabe-se que a falta de oxigênio, de irrigação sanguínea e o cansaço muscular estão envolvidos. Estas alterações musculares ocorrem devido a uma postura imóvel prolongada, movimentos repetitivos, posturas viciosas e estresse emocional.
A banda muscular tensa é o encurtamento das fibras deste músculo. Parecem “nós” embaixo da pele. Esta tensão muscular aumenta o cansaço do músculo e faz parecer que está fraco.
O ponto gatilho de um músculo pode induzir um ponto gatilho em músculos ao seu redor e também à distância, causando uma dor referida. Por exemplo- O músculo Piriforme, que fica abaixo dos glúteos pode causar uma dor somente no local e também pode irradiar a dor pela perna, a chamada Síndrome do Piriforme.
Síndrome do Piriforme

A SDM pode ser responsável por diversos tipos de dor crônica: lombalgia (dor na região lombar), cervicalgia (dor na região cervical), LER (lesões por esforços repetitivos), dores pélvicas, entre outras. Podemos dizer que a SDM pode estar associada a outras doenças como a artrose, fibromialgia, distrofia simpático reflexa, compressão nervosa por hérnia discal, neuropatias, e doenças em órgãos viscerais.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica de um médico especializado, geralmente um médico fisiatra, que tem um bom conhecimento de anatomia muscular e seus pontos gatilhos. Não há nenhum exame laboratorial ou de imagem que evidenciam a SDM.
Músculos
O tratamento da SDM deve ser feito com a avaliação e correção das causas das alterações nervosas, eliminar os fatores que contribuem para a perpetuação da dor, uso de medicações e tratamento de reabilitação.
O tratamento de reabilitação é baseado no equilíbrio muscular, com fisioterapia (com uso de aparelhos que aliviam a dor, alongamentos, fortalecimentos, massagem e correção postural), psicoterapia e até terapia ocupacional em alguns casos. Esta abordagem da reabilitação deve ser liderada pelo médico fisiatra que tem uma visão global e direciona para uma melhora funcional mais eficaz. Em alguns casos, o fisiatra opta pela infiltração do ponto gatilho com lidocaína (anestésico local), para obter analgesia, agilizar e facilitar a reabilitação.

Infiltração de paravertebrais na cervicalgia

Tratamento da Artrose

O que leva um paciente com artrose a procurar um médico é a dor articular e a perda da sua função, ou seja, a limitação de seus possíveis movimentos.
Como na maioria dos casos a doença é uma parte do processo de envelhecimento, o melhor tratamento é o Preventivo.
Para determinarmos o melhor tratamento para este doente, é necessária uma avaliação especializada, que analise dois fatores:
 Articular- uma ou mais articulações envolvidas, estruturas ao redor comprometidas, grau de lesão na articulação, instabilidade, inflamação, restrição ao movimento e incapacidade.
 Individual- grau e impacto da dor, aspectos afetivos, nível de incapacidade, nível socioeconômico, qualidade de vida, expectativas e conhecimento da doença.

Articulações mais comprometidas pela artrose.

Os principais objetivos do tratamento da artrose são:
 Educação do paciente,
 Controle da dor,
 Melhora da função,
 Melhora da qualidade de vida,
 Prevenção da progressão da doença.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 ORAIS:
1. Analgésicos comuns- Muito utilizados, eles têm a vantagem de serem baratos, eficazes e com o mínimo de efeitos colaterais. É a primeira escolha na dor leve a moderada. Exemplos- Paracetamol e dipirona.
2. Analgésicos potentes- Os derivados do ópio, são necessários quando a queixa é crônica (mais de 6 meses) e muito incapacitantes (quadril). São eles: tramadol, codeína, oxicodona, morfina e metadona. Nestes casos, os efeitos colaterais indesejáveis como a constipação, náuseas, vômitos, tontura, sonolência, confusão mental podem aconetecer principalmente nos idosos.
3. Antidepressivos- São utilizados em doses baixas, na artrose crônica associada com distúrbios de sono e de humor. Os mais utilizados são a amitriptilina, nortriptilina e a imipramina.
4. Antiinflamatório Não-Hormonais (AINHS) – São muito eficazes nos sintomas da artrose. Porém, o uso contínuo e sem supervisão médica, pode levar à complicações sérias como: refluxo, gastrites, úlceras no estômago ou duodeno, alterações no fígado, retenção hídrica, insuficiência renal, hipertensão arterial, alterações nos glóbulos vermelhos do sangue, entre outros. Os mais utilizados são: diclofenaco sódico, naproxeno, ibuprofeno, nimesulida, indometacina, meloxicam, etc…
5. Corticóides- Não são freqüentemente indicados nestes casos devido aos seus efeitos colaterais.
 CONDROPROTEÇÃO
Tem ação lenta no controle da dor, sua ação se inicia após 4- 6 semanas de uso.
Sulfato de Glucosamina- é um aminoácido e faz parte da base proteica da cartilagem.
Sulfato de Condroitina- também é um aminoácido que faz parte da base proteica da cartilagem.
Diacereína-é um lipídio solúvel. Pouco eficaz na dor articular.
Cloroquina- atualmente é muito usada no controle da dor da artrose erosiva das mãos.
Abacate e Soja- Fitoterápico com o extrato do abacate e da soja.
Antibióticos- a doxiciclina é o mais utilizado.

Quais as medicações indicadas?

A medicação mais indicada no seu caso é aquela que foi indicada pelo seu médico.

 USO TÓPICO
Algumas medicações podem diminuir a dor quando aplicados no local, através de spray, cremes, gel ou patches (adesivo que grudam na pele e liberam a medicação). Os mais utilizados são os AINHS.
 INFILTRAÇÃO ARTICULAR
Na dor aguda da artrose, ou seja, quando a articulação está apresentando sinais de inflamação (inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura) pode ser necessário fazer um agulhamento com retirada do líquido associada com aplicação de corticóide. Há um grande alívio da dor, o que faz o paciente sempre querer repetir. Quando isto acontece, a repetição do procedimento pode alterar as estruturas ao redor da articulação e piorar a incapacidade e a dor em longo prazo.
Já a infiltração com ácido hialurônico tem demonstrado melhora significativa da dor e tem como alvo a suplementação da cartilagem; os casos leves e moderados são os que apresentam melhores resultados.

infiltração de ácido hialurônico em joelho

 REABILITAÇÃO
Visa o alívio da dor, a contratura muscular, melhorar a amplitude do movimento da articulação e recuperar ou prevenir a atrofia muscular.
O Fisiatra avalia o paciente como um todo e determina qual o tratamento mais adequado para cada doente. Entre as terapias que podem ser utilizadas, temos:
1. Fisioterapia- Utiliza meios físicos para diminuição da dor com calor superficial (forno de Bier, infravermelho, parafina) ou calor profundo (ultrasson, microondas e ondas curtas) ou eletroterapia (TENS e corrente russa) ou crioterapia (uso de gelo). A fisioterapia utiliza exercícios terapêuticos chamados de cinesioterapia, para melhora do encurtamento muscular, fortalecimento e melhora da amplitude de movimentos. Com estes exercícios, pode ser feita a Reeducação Postural Global das posturas viciosas que o paciente tem. A fisioterapia estabelece treinos de equilíbrio de marcha com ou sem meios auxiliares (bengalas, muletas, andadores, etc…).
2. Terapia Ocupacional- Em casos de mãos ou outras artroses mais graves a terapia ocupacional auxilia na recuperação da função perdida.
3. Psicoterapia- Em casos crônicos em que a depressão está associada.

Cinesioterapia

 EDUCAÇÃO DO PACIENTE-
A educação dos pacientes e seus familiares é essencial para a volta do paciente à sua rotina.
Os pacientes com apoio familiar são mais otimistas com o resultado do tratamento.
As deformidades causadas pela artrose crônica limitam o paciente nas atividades diárias, levando a uma baixa auto-estima e mudando de atitude com o ambiente que o rodeia, dificultando assim, o convívio familiar e social.
Para haver uma melhora deste quadro depressivo, o Fisiatra orienta o paciente sobre o que é a doença, quais os principais medicamentos que podem ser utilizados e quais as melhores terapias e exercícios para cada caso específico.
 ACUPUNTURA
Tem efeitos benéficos na analgesia e até na movimentação da articulação.

Acupuntura

 CIRURGIAS
Há vários tipos de cirurgias para o tratamento da dor na artrose, mas a que vai trazer maior benefício para o paciente é a artroplastia total da articulação.
As indicações de cirurgias são para pacientes com as seguintes características:
1. Dor persistente e intensa mesmo com o tratamento medicamentosos e de reabilitação
2. Diminuição do movimento articular.
3. Perda de função e qualidade de vida.
4. Alterações nas articulações ao redor e nas compensatórias.

Artroplastia de Quadril

RECOMENDACÕES GERAIS:
1. Evitar subir e descer escadas.
2. Evitar ficar na mesma posição (em pé ou sentado) durante muito tempo.
3. Usar calçados adequados para absorver o impacto da marcha.
4. Adequar as atividades diárias à capacidade funcional do paciente, incluindo em sua rotina, tarefas que o ajudem a se sentir útil e recuperar a auto-estima.
5. Corrigir defeitos e amenizar vícios posturais.
6. Fazer controles hormonais.
7. Repouso para aquela articulação comprometida de 30 minutos, 4 vezes por dia.
8. No casos de crise aguda, a carga deve ser diminuída naquela articulação para não causar mais dano articular.
9. Evitar o aumento de peso e quando necessário, perder peso.
10. Atividade física orientada pelo seu Fisiatra. Geralmente as mais indicadas são a hidroginástica, natação e ciclismo.

Exercícios físicos promovem qualidade de vida

Consulte o Médico Fisiatra para orientação do tratamento medicamentoso, fisioterápico e da atividade física mais indicada para seu caso e qual o momento certo para cada uma delas!!!

Artrose é doença de idoso?

A artrose ou osteoartrose ocorre em 90% dos indivíduos a partir dos 40 anos, mas pode acontecer em indivíduos mais jovens que tiveram um trauma no local, infecção e sobrecarga na articulação (excesso de peso ou movimentos repetitivos com impacto como nos atletas). Pode ser genética também.
A artrose é um processo anormal entre a destruição e a regeneração da articulação, ou seja, há mais destruição.
A articulação ou cartilagem é constituída de água e uma matriz protéica (conjunto de proteínas).
articulação saudável de um joelho
Quando há um desequilíbrio nestes constituintes, a destruição da cartilagem é maior que a reparação, causando a osteoartrose. Este desequilíbrio é comum acontecer com os idosos devido ao processo de envelhecimento natural que gera desidratação e perda de proteínas.
artrose de joelho
É uma doença crônica, insidiosa (começa aos pouquinhos) e sem comprometimento sistêmico de outros órgãos. Afeta as articulações periféricas(mãos, joelhos, ombros, tornozelos, cotovelos) e axiais(coluna e quadril).
A artrose das mãos apresenta nódulos em suas articulações que são chamados de Nódulos de Heberden (distais) e Bouchard (mais próximas das mãos).
A Rizoartrose é a artrose localizada na base do polegar e é freqüente em pessoas que utilizam muito o movimento de pinça como costureiras e cabeleleiros. Algumas atividades rotineiras podem piorar a deformidade das mãos como esfregar roupas com a ponta dos dedos, tricotar, fazer crochê, etc…
Mão com osteoartrose e rizoartrose
Os sintomas da artrose são dor, diminuição da amplitude de movimento da articulação, inchaço, vermelhidão e até aumento de temperatura local. O diagnóstico é feito através da história e sintomas do paciente e pode ser confirmado pelos exames de Raio X. A tomografia computadorizada pode ser utilizada para diagnóstico e para avaliação cirúrgica, quando necessário.
As pessoas que apresentam maior risco para desenvolver artrose:
 obesos
 pacientes que sofreram traumatismo articular (entorse, fraturas, luxações),
 alterações hormonais específicas,
 esportistas que sofrem microtraumatismos de repetição (vôlei, futebol, basquete), esportistas de desaceleração (saltos),etc…
As pessoas que fazem parte do grupo de risco devem iniciar precocemente um tratamento preventivo, evitando ou minimizando a sintomatologia desagradável da patologia, a qual em fase avançada é traduzida por dor e incapacidade funcional.
A Prevenção pode ser feita através das seguintes medidas:
• Perda de peso,
• equilíbrio e controle hormonal,
• orientação esportiva correta,
• uso de calçados adequados e
• correção de posturas.
Se você apresenta o sintomas da artrose ou está no grupo de risco, procure um Médico Fisiatra para uma avaliação, diagnóstico e tratamento correto. Assim, você poderá curtir sua terceira idade com mais qualidade de vida!
Idosos fazendo treino de equilíbrio e fortalecimento