Acupuntura

Fumo e Dor

Há pesquisas que evidenciam que a nicotina, uma das substâncias contidas no cigarro, tem efeitos analgésicos. Por ironia do destino, os estudos mostram que os fumantes com dor crônica têm menos analgesia (sentem mais dor) que os não fumantes devido ao sinergismo (mesma função) entre a nicotina e analgésicos endógenos (a endorfina é uma substância química produzida pelo cérebro que tem efeitos semelhantes ao da morfina).
Os fumantes apresentam maior intensidade da dor e suas conseqüências, ou seja, apresentam mais dificuldades para a realização de suas funções no dia-a-dia. Quanto maior for a dependência da nicotina (quanto mais quantidade fumar ou quanto maior o tempo que fuma), maior será a intensidade da dor.

A dor de cabeça é mais comum em fumantes do que não fumantes, principalmente naqueles que fumam mais de 10 cigarros/dia há mais de 20 anos. O fumante passivo também apresenta mais dor de cabeça do que o não fumante.
A dor generalizada crônica (artrose generalizada e fibromialgia) e a lombalgia crônica são mais freqüentes e intensas em fumantes do que não fumantes. Esta evidência sugere que há relação entre o tabagismo e a dor crônica. Os fumantes com lombalgia crônica demoram cerca de 10 anos a mais para se recuperarem do que os não fumantes com lombalgia crônica depois que param de fumar.
A hérnia discal com comprometimento da raiz nervosa é mais freqüente em pacientes que fumam e/ou estão mais obesos.
A fratura vertebral originada pela Osteoporose apresenta pior quadro de dor e limitação em fumantes do que não fumantes.
Os pacientes que desenvolvem obstrução de artérias em braços ou pernas (Doença Obstrutiva Arterial Periférica) devido ao fumo (entupimento devido à maior aderência das placas de gordura na parede da artéria) apresentam maior dificuldade para fazer suas tarefas diárias, maior intensidade de dor claudicante (dói quando faz o movimento) e menor independência do que os não fumantes.
O descondicionamento muscular devido à diminuição do aporte de oxigênio nos músculos (conseqüência da diminuição do condicionamento cardiovascular) facilita o encurtamento das fibras provocando bandas tensas musculares que originam dor Miofascial (veja mais no Post: Síndrome Dolorosa Miofascial).
Portanto, se você fuma e tem dor crônica, está na hora de parar, pois este é um fator a mais para aumentar a sua dor!

Curiosidades sobre a Artrose

É mais comum nas mulheres, entre 40-50 anos de idade e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante nos homens e mulheres.
 Estudos radiológicos demonstraram que a freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos.
 Os estudos mostram que apenas 20% – 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença. Ou seja, a imagem da artrose não ocasiona dor ou limitação de movimentos.
Estudos indicam que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos na articulação do joelho, sendo que, 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas.
 A incidência da artrose aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos e, aos 85 anos é ela universal.
 O paracetamol é muito utilizado para o tratamento da artrose e apresenta efeitos semelhantes aos antiinflamatórios e com menos efeitos colaterais.
 O medicamento tópico que demonstrou maior eficácia ao combate da dor foi a capsaicina creme. Este creme é feito através do extrato da pimenta malagueta. Nem todos os pacientes conseguem utilizá-lo devido ao ardor temporário que provoca e exatamente por causa desta queimação há um mecanismo de analgesia.
 A hidroginástica, o Tai Chi Chuan, o Lian Gong e o Pilates ajudam na manutenção e na prevenção da Dor na Artrose.

Acupuntura melhora a dor?

A Acupuntura é muito praticada e ensinada em vários países. No Brasil, é reconhecida como ESPECIALIDADE MÉDICA desde 1995 e, portanto, é um ato médico, não deve ser realizada por outros profissionais de saúde.
É uma terapia eficaz visando analgesia em muitas doenças, principalmente nas dores músculo-esqueléticas, pois diminui a freqüência da dor e sua intensidade, o que ajuda no tratamento de reabilitação.

Acupuntura é uma Especialidade Médica

A Medicina Tradicional Chinesa- MTC (uma das mais antigas formas de medicina oriental) é utilizada há mais de 5 mil anos e a Acupuntura é uma das terapias utilizadas. A MTC tem natureza filosófica e tem como base o reconhecimento das leis fundamentais que governam o funcionamento do organismo humano e sua interação com o ambiente segundo os ciclos da natureza. A MTC procura aplicar esta compreensão tanto ao tratamento das doenças quanto à manutenção da saúde através de diversos métodos. Inclui entre seus princípios o estudo da relação de Yin/Yang, da teoria dos cinco elementos e do sistema de circulação da energia pelos Meridianos do corpo humano. O Yin e o Yang são aspectos opostos de todo movimento no universo. No corpo do homem existe um equilíbrio que pode ser alterado por diversos tipos de influências, como alimentar, comportamental e muitas outras, o que ocasiona doenças. A Teoria dos Cinco Elementos é baseada na natureza : terra, água, metal, madeira e fogo. A energia é chamada de Chi e circula no nosso organismo através de meridianos, como o sangue percorre nas artérias e veias.

Yin/Yang e os 5 Elementos da Natureza

A Acupuntura é realizada através da aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de “Pontos de Acupuntura” ou “Acupontos”, para obter efeito terapêutico em diversas condições. Nestes pontos a energia ou Chi está estagnada devido ao problema que o paciente apresenta, com a estimulação destes pontos o Chi volta a circular pelos meridianos.
Atribui-se o nome “Acupuntura” a um jesuíta europeu que retornando da China, no século XVII, adaptou os termos chineses “Zhen” e “Jiu”, juntando as palavras latinas “Acum” (agulha) e “Punctum” (picada ou punção).
Os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de técnicas. Na verdade, os pontos de Acupuntura podem ser estimulados por agulhas, dedos (acupressão, método do Shiatsu e pode ser feito por terapeutas), o laser, o stiper (do inglês Stimulation and Permanency – Estimulação Permanente, com aparelho de eletroacupuntura),ventosa ou pelo aquecimento promovido por moxa (“longo tempo de aplicação do fogo”) ou um bastão de artemísia em brasa(aproximado da pele).
Acupuntura com agulhas
Eletroacupuntura

Acupuntura com pressão dos dedos (Shiatsu)

Acupuntura com Moxa

Acupuntura com Ventosas

Acupuntura com Laser

É importante alertar que a Acupuntura não é uma terapia que objetiva curar qualquer dor. Ela auxilia no tratamento de reabilitação da dor, pois a analgesia que proporciona, diminui as doses e duração da medicação.Além disso, promove relaxamento muscular facilitando a reabilitação muscular e melhora o sono e humor do paciente.
Existe algumas contra indicações da Acupuntura, são elas:
• embriaguez,
• intoxicação de qualquer espécie, inclusive por medicamentos.
• Após esforços físicos muito grande.
• Em jejum.
• Pacientes que usam anticoagulantes ou tem problemas de coagulação- risco relativo.
• Hemorragias.
• Gripes ou infecções
• Nos primeiros dias da menstruação ou logo após o coito.
• Gravidez.
• É contra-indicado o uso de agulhas em crianças de menos de seis anos idade.
• Hepatite C e B.

Se você tem Dor Crônica e nunca fez acupuntura, peça indicação ao seu MÉDICO, ele poderá te encaminhar para este tratamento e você poderá se beneficiar da Medicina Tradicional Chinesa.

As Terríveis Dores de Cabeça

As dores de cabeça também chamadas de cefaléias ocorrem pelo menos uma vez na vida em 99% das mulheres e 93% dos homens.
Estima-se que 76% das mulheres e 57% dos homens apresentem pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês.
Devemos lembrar que a cefaléia é sempre um sinal de alerta e por este motivo, devemos tentar relacionar o que causou esta dor de cabeça.
Podem ser primárias ou secundárias. As primárias são aquelas em que não há relação da dor com nenhum exame clínico ou laboratorial. Como exemplo, podemos citar a migrânea ou enxaqueca, a tensional e a cefaléia em salvas. As secundárias são aquelas originadas por outras doenças, por exemplo, a hipertensão arterial, infecções, derrames, alterações hormonais, etc…

A dor de cabeça é um sinal de alerta!!!!

CEFALÉIA TENSIONAL
É tipo mais comum de cefaléia.
Caracteriza-se por ser ocasional, de fraca ou média intensidade, em peso ou pressão (nunca latejante!), com duração de minutos ou algumas horas e que melhora com o uso de analgésicos comuns.
Ocorre geralmente após estresse emocional, ingestão excessiva de álcool e falta ou excesso de sono.
É a principal causa de abuso de analgésicos sem prescrição médica, o que pode levar ao desenvolvimento de uma cefaléia crônica.
O ABUSO DE ANALGÉSICOS LEVA A DOR DE CABEÇA?
O uso de analgésicos mais de duas vezes por semana, durante três meses seguidos, já induz a cronificação da dor. Esta cefaléia crônica induzida pelo abuso de medicamentos é diária, ocorre principalmente de madrugada e apresenta outros sintomas associados como fraqueza, náuseas, agitação, ansiedade, irritação, problemas de memória, dificuldade de concentração e anormalidades comportamentais como depressão e comportamento neurótico.
O tratamento profilático não apresenta bons resultados como outros tipos de cefaléias e estes pacientes podem apresentar uma crise de abstinência pela falta dos analgésicos com piora da cefaléia em até 4 semanas após a suspensão do uso dos medicamentos.

Se você costuma utilizar essas medicações de alívio com freqüência procure um especialista para evitar que esse quadro se instale.

Abuso de analgésico pode levar à cefaléia crônica

ENXAQUECA
A Enxaqueca ou Cefaléia Migrânea é geralmente uma dor latejante (na maioria das vezes), peso ou pressão, unilateral( na maioria das vezes), contínua, com duração de no mínimo 4hs até 3 dias (sem uso de medicação), de forte ou fortíssima intensidade com alguns sintomas associados como náuseas, vômitos, às vezes diarréia, fotofobia (intolerância à luz), fonofobia (intolerância à ruídos), osmofobia (intolerância a cheiros) e cinesiofobia(intolerância a movimentos). Podem ocorrer várias vezes no mês e até mesmo durante a semana. Quando estas crises de dor ocorrem mais de 15 vezes ao mês, recebe o nome de cefaléia crônica diária.

O que pode melhorar a enxaqueca?
O sono, colocar gelo e fazer compressão das têmporas pode aliviar a dor.
O que pode piorar a enxaqueca?
Alguns fatores podem agravar a dor durante uma crise de enxaqueca: abaixar a cabeça ou movimentá-la, principalmente se bruscamente; esforços físicos; esforço mental; e, muitas vezes, o decúbito.
O que é AURA?
Auras são fenômenos neurológicos transitórios que alguns pacientes costumam apresentar imediatamente antes da crise da Enxaqueca. A aura mais comum é a visual, o paciente enxerga manchas no campo visual. Essas manchas são compostas por linhas brilhantes, em ziguezague e que compõem um arco com a convexidade voltada para a parte externa do campo visual. Iniciam-se pequenas e vão se ampliando progressivamente dentro de minutos até uma hora, chegando a tomar toda a metade do campo visual. Outras auras freqüentes caracterizam-se por sensação de dormência de um membro, geralmente, nas pontas dos dedos, ou na língua ou lábios. Formas menos comuns incluem incapacidade temporária para falar (afasia) ou fraqueza (paresia) de um ou mais membros de um lado do corpo.

Aura visual na enxaqueca

A prevalência da enxaqueca na população mundial é de 18% nas mulheres, 8% nos homens e 4 % das crianças. É genética e estima-se que em 75% dos enxaquecosos há outro membro da família com enxaqueca.

COMO ACONTECE A ENXAQUECA?
A Enxaqueca acontece quando há liberação de um neurotransmissor (substância química que transmite informações através das células nervosas), no caso a noradrenalina, que desencadeia uma série de fenômenos que irão produzir substâncias irritativas e vasodilatadoras nas artérias extracranianas (as que nutrem externamente o cérebro), ocasionando assim a dor.
O diagnóstico da enxaqueca é clínico.

Você tem estes sintomas? Procure um médico para fazer uma avaliação clínica e um diagnóstico diferencial.

Vasodialtação das artérias extracranianas

CEFALÉIA CERVICOGÊNICA
Como o próprio nome diz, são as dores de cabeça originadas por contraturas dos músculos do pescoço. É uma Síndrome Dolorosa Miofascial de músculos do pescoço que irradiam dor para o crânio. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial)
Geralmente é unilateral (apenas um lado da cabeça) e irradia para a testa e olho. É provocada por movimentação abrupta do pescoço e postura inadequada por período prolongado. A dor é em caráter de peso, com duração de horas a dias, de intensidade média ou forte e não cessa com qualquer medicação.
O diagnóstico é feito através da história clínica do paciente e com a palpação dos músculos envolvidos que reproduzem a dor quando pressionados.
Acredita-se que 15% das cefaléias são de origem cervical e podem ser aliviadas através da infiltração com anestésico local nestes músculos, feito pelo Médico Fisiatra.

Músculos cervicais envolvidos na Cefaléia Cervicogênica

CEFALÉIA EM SALVAS
São aquelas que apresentam um ritmo, são unilaterais, geralmente localizadas ao redor do olho ou nas têmporas e apresentam alguns fenômenos autonômicos associados como lacrimejamento, coriza (nariz escorrendo), vermelhidão do olho, inchaço da pálpebra, suor na face, agitação até ptose (olho fechado).
Acontece em 6% dos pacientes com cefaléia. Os principais fatores desencadeantes são álcool, medicações vasodilatoras, alergias, sono alterado, atividade física exacerbada e estresse (principalmente nos casos crônicos).
As Cefaléias em Salvas só respondem a analgésicos específicos e por este motivo é necessário a avaliação de um especialista.

A ACUPUNTURA PODE AJUDAR NAS CEFALÉIAS?
A acupuntura apresenta excelentes resultados no tratamento de algumas cefaléias. Entretanto, antes da acupuntura, é preciso ter um diagnóstico correto. A acupuntura melhora os sintomas (dor, ansiedade e tensão muscular) e se não for feito um diagnóstico correto, pode mascarar uma doença preexistente mais grave.

Acupuntura na Cefaléia Crônica

NESTE POST CITAMOS AS CEFALÉIAS PRIMÁRIAS MAIS FREQUENTES E DEVEMOS LEMBRAR QUE EXISTEM VÁRIOS TIPOS RAROS QUE NÃO FORAM CITADOS. AS CEFALÉIAS SECUNDÁRIAS NÃO PODEM SER ESQUECIDAS E GERALMENTE SÃO SINTOMAS DE PROBLEMAS QUE PRECISAM SER SOLUCIONADOS COM MAIS URGÊNCIA.
SE VOCÊ APRESENTA DOR DE CABEÇA, PROCURE UM MÉDICO PARA TER UM TRATAMENTO ADEQUADO.

Será que eu tenho uma LER?

A LER (lesão por esforço repetitivo) ou DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) é um conjunto de alterações nos músculos, tendões, articulações, nervos, vasos sangüíneos e até na pele relacionadas às atividades laborais. A LER está relacionada à dor e incapacidade funcional.
As principais síndromes (conjuntos de sinais e sintomas) clínicas são:
• Cervicalgias- são as dores na região cervical. Na maioria dos casos ocorrem devido à sobrecarga na musculatura desta região, posturas inadequadas por um longo período e estresse. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”). Eventualmente, alguns indivíduos apresentam hérnia cervical, ocorrendo em idade não comum e relacionada a atividades com muito esforço físico na região. (Ver Post “A Hérnia Discal”). Quando a dor da região cervical irradia para um dos braços é chamada de CERVICOBRAQUIALGIA.

Cervicalgia

• Tendinopatias- podem acontecer na região do ombro (supraespinhoso, bicipital), do cotovelo (epicondilites) e nos punhos (tenossinovite de Quervain). Quando existe inflamação é chamado de tendinite e sugere acometimento muscular além dos tendões. As tendinites e as tenossinovites acontecem devido a um aumento da tensão muscular, que aumentam o estresse na inserção e origem destas estruturas levando a uma diminuição da oferta de oxigênio e inflamação crônica (para você saber um pouco mais de anatomia e entender como isto acontece leia na página “Anatomia Locomotora”). As tendinopatias são causadas por exercícios excessivos, posturas viciosas, traumas no local e atividades repetitivas prolongadas com intervalos muito curtos, insuficientes para o repouso muscular.

Postura inadequada no computador

• Lesões do Manguito Rotador- causam dor nos ombros principalmente na abdução (afastar o braço lateralmente do corpo), rotação externa e elevação do braço. Esta dor pode irradiar para a região escapular (osso que parece uma pá nas costas) e braços. Há perda de função e pode até acontecer a capsulite adesiva (ombro congelado) ou a Síndrome Complexa de Dor Regional). É mais freqüente em trabalhadores de linha de montagem e naqueles que trabalham com o braço levantado acima da cabeça.

Linha de Montagem com braço elevado

• Flexores e Extensores dos Dedos- As tendinites e tenossinovites desta região são originadas por esforços repetitivos das mãos associadas à preensão com força.
•Epicondilites- são conseqüência de atividades repetitivas com força de punho e antebraço.

Epicôndilo medial e lateral

• Tendinite de Quervain- é conseqüência dos movimentos em que há desvio lateral do punho, muito comum com o uso de tesouras, alicates e torção de roupas.

Uso de tesoura pode ocasionar LER

• Síndrome dolorosa Miofascial – ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”.
• Neuropatias Periféricas- na maioria das vezes são decorrentes de compressão de nervos. As mais comuns são:
1. Síndrome do Desfiladeiro Torácico- caracterizada por formigamentos, diminuição da sensibilidade, diminuição da força, músculos atrofiados, dor em ombro e braços e alteração de temperatura, cor e suor no braço acometido. Mais comum em trabalhadores que fazem transporte de carga pesada nos ombros ou trabalho com a cabeça elevada.
2- Síndrome do Pronador Redondo- dor espontânea na região do cotovelo e nos 3 primeiros dedos (polegar, indicador e anular). Ocorre em movimentos de giratórios do antebraço (parafusar por exemplo) e em indivíduos que fazem musculação sem orientação adequada.
3. Síndrome do Túnel do Carpo- dor, formigamento e até diminuição da força dos dedos da mão. Freqüente em indivíduos que digitam mal posicionados. (Em breve teremos um novo Post sobre Síndrome do Túnel do Carpo)
4. Distrofia Simpático Reflexa ou Síndrome Complexa de Dor Regional ou Causalgia- dor em caráter de queimação, latejamento, peso, choque, de grande intensidade, com diminuição de força, inchaço, suor excessivo, atrofia muscular e da pele e alteração de unhas e pêlos no local.

Distrofia Simpático Reflexa da Mão

TRATAMENTO DA LER
O Tratamento da LER é complexo e visa a readaptação do indivíduo às atividades profissionais.
Deve-se levar em consideração o fator causal e corrigi-lo através de medidas preventivas, terapêuticas e de remodelação do ambiente de trabalho.
A Reabilitação é tão essencial quanto o tratamento medicamentoso e integra a cinesioterapia (terapia através de exercícios específicos), acupuntura, uso de órteses quando necessário, terapia ocupacional (orienta a readaptação do ambiente e como praticar as atividades profissionais), ergonomia (correção de posturas inadequadas) e a Psicoterapia (essencial nos casos crônicos). Os programas educativos cognitivo–comportamentais apresentam resultados animadores.
A LER pode ocasionar dor crônica com incapacidade laboral e afetar sono, auto-estima, apetite, lazer, relacionamento com amigos e familiares. Por isso,o Médico Fisiatra deve considerar todas estas questões no tratamento de reabilitação, assim como os fatores perpetuantes e agravantes da dor.

Para saber se sua dor é uma LER, você deve procurar um Médico do Trabalho ou um Perito, que irá relacionar os sintomas e as alterações apresentadas com a sua atividade profissional. Uma vez diagnosticada a LER, o tratamento deve ser orientado por um Médico Fisiatra que vai indicar o melhor tratamento medicamentoso e de reabilitação conforme o caso. Este tratamento de reabilitação deve ser multiprofissional e visa melhora da qualidade de vida, melhora dos sintomas, readaptação e reabilitação social e profissional.

Você tem Lombalgia Crônica?

A Lombalgia é a dor na região lombar da coluna vertebral.
Cerca de 90% da população vai apresentar pelo menos um episódio de dor lombar em sua vida. É um sintoma e não uma doença.
Nos países desenvolvidos é a principal causa de incapacidade em menores de 45 anos.
Acomete igualmente homens e mulheres. Com o passar dos tempos as mulheres começaram a sentir mais dor lombar devido à menopausa (parada do ciclo menstrual) e suas conseqüências como a Osteoporose (perda de cálcio no osso associado com alteração na arquitetura do osso).
É a segunda causa de procura de atendimentos médicos em decorrência de doenças crônicas. Seus números de faltas ao trabalho ultrapassam o câncer, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) na idade produtiva. Trata-se de um problema Médico e Econômico por seus elevados custos sociais: assistência médica, faltas no trabalho, diminuição da produtividade e do número de tarefas cotidianas, substituição de suas atividades por terceiros e afastamento do trabalho (temporário ou definitivo).

Dor em região lombar da coluna vertebral

A notícia boa é que a lombalgia é auto limitada, ou seja, o sintoma passa em 90% da população até a sétima semana após o aparecimento. Metade destes pacientes vai apresentar novo sintoma após um ano. Sabe-se atualmente que até 45% cronificam a dor.
APENAS 3% DOS CASOS DE LOMBALGIA NECESSITAM DE CIRURGIA.

Quem tem mais probabilidade de ter Lombalgia Crônica?
Os principais fatores de risco são:
1. Deformidades Posturais- na coluna (escoliose, cifose, hiperlordose) e em outros locais como nas pernas, ou tronco e cinturas deproporcionais
2. Sedentarismo
3. Obesidade
4. Doenças neuromusculares
5. Cirurgia lombar anterior
6. Doenças psiquiátricas
7. Problemas econômicos sociais.

Quais são as causas da Lombalgia?
Em 85% dos casos são devido a Síndrome Dolorosa Miofascial. Veja o post da Síndrome Dolorosa Miofascial.
Os outros 15% correspondem a doenças orgânicas específicas, doença inflamatória na coluna (doenças reumáticas como a artrose, lúpus e artrite reumatóide), câncer, hérnia discal (Veja o Post A Hérnia Discal), estenose do canal raquidiano (diminuição do canal por onde passa a medula espinhal- veja sobre a anatomia da coluna vertebral no post A Hérnia Discal), instabilidade das vértebras (devido a algum trauma) e infecções.
Estenose do canal lombar

Eu tenho Lombalgia o que devo fazer?
Procure um médico especialista em dor para fazer uma avaliação clínica e solicitar exames que sejam necessários para um diagnóstico correto. Na maioria das vezes são feitos Raio X (para avaliação de deformidades, sinais de osteoartrose, escorregamentos de vértebra, fraturas e câncer.Ressonância Magnética no caso de suspeita de hérnia e lesão medular.Tomografia Computadorizada é indicada na suspeita de estenose de canal raquidiano, fraturas e tumores ósseos.
Após o seu diagnóstico, você deverá fazer um tratamento multiprofissional de Reabilitação liderado por um médico Fisiatra com interação no tratamento medicamentoso, de reabilitação e alguns procedimentos (acupuntura e infiltração com anestésico) quando necessários. O Fisiatra que prescreve as medicações e determina as terapias que devem ser realizadas como cinesioterapia (fisioterapia com exercícios específicos para os músculos envolvidos), uso de meios físicos para analgesia (Gelo, TENS, Forno de Bier, Infravermelho, Ultrassom, Microondas, Ondas curtas), massagens musculares específicas(Holfing, miofascioterapia, etc…), terapia ocupacional (em casos de mais incapacidade), atividade física adequada (orienta o educador físico) e psicoterapia. Quando há indicação de cirurgia, o Fisiatra encaminha o paciente ao cirurgião e faz um tratamento muscular pré e pós operatório, para melhores resultados cirúrgicos.

Reabilitação na Dor Oncológica

O tratamento de Reabilitação pode ser feito ambulatorial e domiciliarmente. A principal meta deste tratamento é melhorar a funcionalidade, independência e qualidade de vida do paciente.
O prognóstico do tratamento de reabilitação pode variar principalmente com o tipo de tumor, tempo de diagnóstico (evolução da doença) e o tipo de tratamento do tumor.
O Tratamento Medicamentoso da Dor Oncológica é feito primeiramente com analgésicos não opióides (Aspirina, Paracetamol, Dipirona) e antiinflamatórios. Se houver necessidade, pode ser feita associação com analgésico opióide (tramadol, codeína, oxicodona). A dose depende da intensidade da dor. Nos casos crônicos, devem ser associado antidepressivos, anticonvulsivantes ou psicoestimulantes conforme cada caso. Este tratamento pode ser oral ou endovenoso.
Outra opção de tratamento da dor é o bloqueio de nervos somáticos e simpáticos para analgesia da dor, assim como infiltração com anestésicos em pontos musculares específicos com anestésico.
infiltração muscular de anestésico
Os Centros de Tratamento de Dor oferecem estratégias de manejo cognitivo e comportamental. Algumas delas são o relaxamento, hipnose e biofeedback.
O tratamento da mobilidade do paciente com Dor depende da gravidade da lesão que o paciente apresenta. O repouso no leito deve ser evitado, pois ocorrerá perda da função e instalação de hipercalcemia(aumento de cálcio na sangue) e doença tromboembólica (trombose) como complicações. Na coluna é indicado o uso de coletes. Podem ser utilizados auxiliares de marcha, órteses ou próteses.
A avaliação nutricional do paciente com Câncer deve ser feita por um nutrólogo ou um nutricionista e visa a prevenção de anemia e déficit de vitaminas e sais minerais e o auxílio na dieta do paciente que faz quimioterapia.
dieta variada e rica em vitaminas e sais minerais
O ato sexual pode ser alterado devido a diversos fatores, principalmente devido aos efeitos colaterais do tratamento e da depressão. Deve ser abordado pela equipe de reabilitação com educação, psicoterapia e tratamentos que minimizem os efeitos colaterais.
Os exercícios físicos enfocam o fortalecimento e condicionamento físico. Os mais utilizados são os exercícios isotônicos sem resistência, fortalecimento isométrico, que minimizem o impacto ósseo e aeróbios. Os indicados são: natação, hidroginástica, caminhadas, bicicleta e exercícios de alongamento.
O melhor exercício para você deve ser analisado e discutido com o seu médico. Existem algumas restrições quanto à prescrição de atividade física: anemia, fadiga, riscos de isquemia miocárdica, descolamento de retina, arritmias específicas, etc….
Deve ser feita a prevenção de quedas para diminuir o risco de fratura através de orientações educativas para mudança em ambientes, fortalecimento, treino de equilíbrio e de marcha com ou sem meios auxiliares de locomoção.
treino de marcha com andador
O Câncer de Pulmão entre outros tipos promove um tipo que causa fraqueza, fadiga com descondicionamento muscular e dor em membros. São indicados exercícios para manutenção de amplitude de movimento, isométricos associados com alongamentos e auxiliares de marcha para poupar energia.
Pulmão de Fumante
A metástase cerebral ocorre em 20 % dos pacientes com Câncer e ocasiona dor de cabeça e sintomas neurológicos (hemiparesia- um lado do corpo imóvel, convulsões,dificuldade de falar, enxergar). Neste caso, o tratamento é feito com corticóides e radioterapia.
metastase-cerebral
No Câncer de Mama o tratamento cirúrgico ou a radioterapia podem influenciar na mobilidade e na força do ombro e no linfaedema. A dor deve ser tratada com o uso de contraste e mobilização precoce. Os movimentos ativos só podem ser iniciados após a retirada de todos os drenos. O linfaedema deve ser prevenido: não interferir com o extravasavamento da linfa para não restringir o braço e protegê-lo de infecções, queimaduras; limitar a produção de linfa usando meias compressivas e evitar exposição ao calor(pois induz à vasodilatação)- sol, saunas e vapor. A drenagem manual é muito útil nestes casos e deve ser indicada pelo médico.
Câncer de Mama

CONCLUSÃO
A REABILITAÇÃO PODE AUXILIAR NO ALÍVIO DA DOR, PRESERVAÇÃO OU REESTRUTURAÇÃO DA FUNÇÃO ALTERADA PELO CÂNCER, PLANEJAMENTO E PRIORIZAÇÃO DE ATIVIDADES PARA OFERECER A QUALIDADE DE VIDA E INDEPENDÊNCIA.

CURIOSIDADES SOBRE DOR ONCOLÓGICA
 A metástase óssea mais comum na coluna fica na região torácica, seguido pela lombar e cervical.
 Na metástase óssea do Câncer de Mama mais comum é no fêmur proximal.
 O tratamento com hormônios pode ser eficaz para diminuir a dor oncológica nos tumores de mama e próstata.
 Na leucemia aguda, é contra-indicado fazer atividade física com plaquetas abaixo de 20 000, devido ao risco de hemorragia intracraniana. As plaquetas diminuídas podem induzir a um aumento da pressão arterial com exercícios isométricos e aeróbios com impacto levando à hemorragia. Em geral, só se indica atividade física com plaquetas acima de 50 000.
 Um programa de treinamento aeróbico de 10 semanas, 3 vezes por semana em mulheres em tratamento do Câncer de Mama, encontrou uma melhora na capacidade funcional.
 Na metástase cerebral um fator de melhor prognóstico é a lesão cerebral única e a deambulação precoce.

Tratamento da Fibromialgia

A Fibromialgia tem cura? Não. Por apresentar diversos fatores causais a Fibromialgia cronifica. Não ocasiona morte ou deformidades, mas pode evoluir com incapacidade se não for tratada. O tratamento feito de maneira adequada e com a mudança de hábitos proporciona o controle da dor, melhora do sono, da fadiga e do humor. A manutenção do tratamento com a atividade física regular e controle do estresse são essenciais para a melhora da qualidade de vida.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
Objetivos:
– CONTROLE da dor e da fadiga
– melhora do sono
– controle das anormalidades do humor
– melhora funcional
– prevenção da recorrência dos sintomas
– reintegração psicosocial
– manutenção da qualidade de vida

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
medicamentos
A dor crônica da Fibromialgia deve ser tratada de maneira diferenciada.
Os antidepressivos tricíclicos são eleitos como a melhor opção para este tipo de dor por promover relaxamento muscular, inibir a dor e induzir ao sono. Os mais comumente utilizados são a amitriptilina, nortriptilina, imipramina, entre outros. O relaxante muscular de ação central mais usado na Fibromialgia é a ciclobenzaprina, com efeito semelhante ao da amitriptilina. Os efeitos colaterais mais freqüentes são boca seca, sonolência e a prisão de ventre. Os efeitos na dor iniciam após 30 dias em média.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina, como a fluoxetina e a paroxetina são utilizados quando distúrbios de ansiedade estão presentes. Promovem a diminuição do apetite e a sensação de fadiga. Pode causar boca seca e até insônia.
Há uma nova geração de antidepressivos, inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com resultados promissores nas pesquisas e no dia-a-dia. A duloxetina apresenta melhora do limiar de dor e do humor. Pode apresentar hipertensão arterial como efeito colateral.
Os neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina) são utilizados em conjunto com os antidepressivos para aumentar a ação destes. Os efeitos colaterias mais comuns são boca amarga, cefaléia e náuseas. Em excesso e por período prolongado, podem causar distonia medicamentosa (contração muscular involuntária crônica).
Eventualmente pode ser utilizado um anticonvulsivante para dor em caráter de fisgada e choque que aparece e some de repente.
Para o tratamento do sono são utilizados os Indutores de Sono, quando não há resultado satisfatório com os antidepressivos. O Zolpidem tem a vantagem de não induzir a dependência e não apresentar sonolência durante o dia.
Os analgésicos comuns como a dipirona e o paracetamol são utilizados comumente para alívio da dor. Possuem poucos efeitos colaterais.
Os antiinflamatórios (diclofenaco de sódio, naproxeno, indometacina, celecoxib,etc…) não apresentam bons resultados com dor crônica, somente em situações específicas, as quais diferem da dor do dia-a dia e geralmente são ocasionadas por trauma, esforço físico e posturas viciosas. Se usados por período prolongado podem causar problemas gástricos, renais e com hipertensão.
Os relaxantes musculares auxiliam no alívio de dores agudas, principalmente relacionadas o estresse. Deve-se tomar cuidado com os relaxantes musculares associados com antiinflamatórios.
Os analgésicos opióides são mais potentes que os comuns. Ocasionam obstipação e sonolência em idosos.Podem causar dependência física, psicológica e insuficiência hepática. Opióides fortes podem ocasionar náuseas, cefaléia e até vômitos.
Os corticóides são utilizados somente em uma crise dor específica. Não são usados rotineiramente devido aos seu efeitos adversos.
Qual a melhor medicação para mim?
As medicações utilizadas para o tratamento de Fibromialgia variam de indivíduo para indivíduo. Isto acontece por diferentes motivos, principalmente pelo fato de diversos fatores: idade, genética, doenças associadas, fatores ambientais, tempo de doença e sintomas apresentados por cada um.
Toda medicação apresenta algum efeito colateral. Isto não é grave, mas pode ser desagradável e por isto limitar o uso de algumas destas drogas. Conseqüentemente, pode haver a demora do acerto da medicação e até mesmo uma resistência ao efeito analgésico após um período.
As medicações não causam dependência física se devidamente prescritas por um médico especialista no assunto.
Caso você tenha alguma dúvida sobre a melhor opção em seu caso, converse com o seu médico e ele te orientará.


TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO
Equipe de Reabilitação
Para maior eficácia, este tratamento deve ser multi e interprofissional, ou seja, deve haver critérios, metas e interação entre os profissionais.
Deve ser coordenada por um médico fisiatra conforme a necessidade de cada caso. Há vários profissionais que podem estar envolvidos dependendo da necessidade do paciente. Entre eles: fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, educador físico, terapeuta ocupacional, enfermeiros e até assistente social.

Este tratamento consiste em promover o equilíbrio muscular, corrigir posturas inadequadas, orientar a atividade de vida diária e profissional, condicionamento físico, estabilização do humor, técnicas de relaxamento e outras medidas de controle da dor.
Os exercícios de alongamento são os exercícios que melhoram a flexibilidade e devem ser aprendidos e continuados após a reabilitação juntamente com o condicionamento físico para manutenção do equilíbrio muscular.
O condicionamento físico deve ser realizado com exercícios aeróbicos sem carga e sem impacto. Isto promoverá uma melhora da capacidade cardiovascular e melhor condicionamento muscular, ou seja, mais oxigênio dentro do músculo, menos chance de desenvolver dor.
O fortalecimento muscular é utilizado durante a reabilitação para melhora de postura. A má postura leva a encurtamentos musculares que ocasionam dor. A correção da postura e a melhora da conscientização corporal nestes pacientes diminuem a intensidade e freqüência das dores.
A conscientização corporal pode ser melhorada com técnicas de automassagem que também aliviam as dores.
Com a melhora destes aspectos, há necessidade de orientação quanto à ergonomia, que é a postura correta nas atividades profissionais e do dia-a-dia. O terapeuta pode ensinar ainda, outras técnicas práticas para alívio de dor por termoterapia, como as bolsas de água quente, compressas com gelo, uso de infravermelho e bolas para automassagem, entre outros.
No geral, os exercícios mais indicados para Fibromialgia são: hidroginástica, caminhar e andar de bicicleta.
O humor pode ser abordado com a psicoterapia individual e/ou grupal e com as técnicas de relaxamento. A terapia que apresenta melhores resultados é a Terapia Cognitivo Comportamental. Em casos mais graves, há necessidade de tratamento psiquiátrico concomitante.
A dieta influencia no comportamento do intestino e no peso. Pacientes mais obesos apresentam maior incapacidade e mais dor.
A acupuntura pode ser útil, pacientes com Fibromialgia que não apresentem aversão de agulhas se beneficiam com a acupuntura asssociada à reabilitação. Entretanto, os estudos mostram que a analgesia tem duração limitada.
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO
A Manutenção é a continuidade do tratamento como rotina diária, uma mudança de hábitos.
O paciente deverá continuar com atividade física regular, principalmente os alongamentos e aeróbicos. Atividade física regular, segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, é aquela praticada 3 vezes por semana por pelo menos 30 minutos.
Utilizar técnicas de relaxamento, outros métodos de controle da dor conforme sentir necessidade.
Não adotar posturas inadequadas e viciosas.
Menor uso de medicações possíveis conforme a orientação médica.
Melhora da qualidade vida.
Maior participação em atividades sociais e de lazer.
Qual o melhor exercício para mim?
O melhor exercício depende de diversos fatores: idade, atividade física prévia, fase do tratamento, peso, gosto do paciente (é isso mesmo, o que ele gosta!), etc….Por este motivo, deve ser prescrito por um médico especialista, de preferência um Médico Fisiatra.

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