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Entrevista de Pacientes com Fibromialgia

Vídeo que mostra a entrevista de pacientes com Fibromialgia e como conseguiram superar suas dores.
Vídeo produzido pela Equipe de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP.

Fisiopatologia da Fibromialgia

COMO ACONTECE A FIBROMIALGIA??
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO PARA SABER COMO ACONTECE A FIBROMIALGIA E SEUS PRINCIPAIS SINTOMAS.
Este vídeo foi elaborado pela Disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP.

Curiosidades sobre Fibromialgia

• A Fibromialgia afeta aproximadamente 5% da população brasileira.
• Atualmente o diagnóstico de Fibromialgia em homens aumentou de proporção, aproximadamente 7 mulheres para cada homem. Esta média pode variar nas diferentes populações.


• Alguns neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelo Sistema Nervoso Central) estão envolvidos na dor da Síndrome Fibromiálgica:
Estimulantes (estão aumentadas no líquor)-substância P e histaminas
Inibidoras (estão diminuídas no líquor)- Serotonina, Triptofanos, Noradrenalina/Norepinifrina e ENDORFINAS
• Há pesquisas com Ressonância Magnética Funcional que revelam uma hiperativação do Tálamo (Centro de Dor do Sistema Nervoso Central) nos pacientes com Fibromialgia.
• Estudos recentes com fibromiálgicos relatam aumento de neurotransmissores estimulantes de dor (principalmente a Substância P) desencadeadas por reações ao estresse.
• As pesquisas revelam que o pensamento positivista e de enfrentamento da dor aumento o fluxo cerebral e diminui a ativação do Tálamo, diminuindo a dor. Estas atitudes são estimuladas através da Terapia Cognitivo Comportamental.
• Uma nova medicação utilizada para o tratamento da Fibromialgia chegou ao Brasil: a pregabalina (Lyrica). O estudos no exterior mostram uma boa resposta no controle da dor, principalmente se associado ao tratamento de Reabilitação.

Fumo e Dor

Há pesquisas que evidenciam que a nicotina, uma das substâncias contidas no cigarro, tem efeitos analgésicos. Por ironia do destino, os estudos mostram que os fumantes com dor crônica têm menos analgesia (sentem mais dor) que os não fumantes devido ao sinergismo (mesma função) entre a nicotina e analgésicos endógenos (a endorfina é uma substância química produzida pelo cérebro que tem efeitos semelhantes ao da morfina).
Os fumantes apresentam maior intensidade da dor e suas conseqüências, ou seja, apresentam mais dificuldades para a realização de suas funções no dia-a-dia. Quanto maior for a dependência da nicotina (quanto mais quantidade fumar ou quanto maior o tempo que fuma), maior será a intensidade da dor.

A dor de cabeça é mais comum em fumantes do que não fumantes, principalmente naqueles que fumam mais de 10 cigarros/dia há mais de 20 anos. O fumante passivo também apresenta mais dor de cabeça do que o não fumante.
A dor generalizada crônica (artrose generalizada e fibromialgia) e a lombalgia crônica são mais freqüentes e intensas em fumantes do que não fumantes. Esta evidência sugere que há relação entre o tabagismo e a dor crônica. Os fumantes com lombalgia crônica demoram cerca de 10 anos a mais para se recuperarem do que os não fumantes com lombalgia crônica depois que param de fumar.
A hérnia discal com comprometimento da raiz nervosa é mais freqüente em pacientes que fumam e/ou estão mais obesos.
A fratura vertebral originada pela Osteoporose apresenta pior quadro de dor e limitação em fumantes do que não fumantes.
Os pacientes que desenvolvem obstrução de artérias em braços ou pernas (Doença Obstrutiva Arterial Periférica) devido ao fumo (entupimento devido à maior aderência das placas de gordura na parede da artéria) apresentam maior dificuldade para fazer suas tarefas diárias, maior intensidade de dor claudicante (dói quando faz o movimento) e menor independência do que os não fumantes.
O descondicionamento muscular devido à diminuição do aporte de oxigênio nos músculos (conseqüência da diminuição do condicionamento cardiovascular) facilita o encurtamento das fibras provocando bandas tensas musculares que originam dor Miofascial (veja mais no Post: Síndrome Dolorosa Miofascial).
Portanto, se você fuma e tem dor crônica, está na hora de parar, pois este é um fator a mais para aumentar a sua dor!

Tratamento da Fibromialgia

A Fibromialgia tem cura? Não. Por apresentar diversos fatores causais a Fibromialgia cronifica. Não ocasiona morte ou deformidades, mas pode evoluir com incapacidade se não for tratada. O tratamento feito de maneira adequada e com a mudança de hábitos proporciona o controle da dor, melhora do sono, da fadiga e do humor. A manutenção do tratamento com a atividade física regular e controle do estresse são essenciais para a melhora da qualidade de vida.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
Objetivos:
- CONTROLE da dor e da fadiga
- melhora do sono
- controle das anormalidades do humor
- melhora funcional
- prevenção da recorrência dos sintomas
- reintegração psicosocial
- manutenção da qualidade de vida

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
medicamentos
A dor crônica da Fibromialgia deve ser tratada de maneira diferenciada.
Os antidepressivos tricíclicos são eleitos como a melhor opção para este tipo de dor por promover relaxamento muscular, inibir a dor e induzir ao sono. Os mais comumente utilizados são a amitriptilina, nortriptilina, imipramina, entre outros. O relaxante muscular de ação central mais usado na Fibromialgia é a ciclobenzaprina, com efeito semelhante ao da amitriptilina. Os efeitos colaterais mais freqüentes são boca seca, sonolência e a prisão de ventre. Os efeitos na dor iniciam após 30 dias em média.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina, como a fluoxetina e a paroxetina são utilizados quando distúrbios de ansiedade estão presentes. Promovem a diminuição do apetite e a sensação de fadiga. Pode causar boca seca e até insônia.
Há uma nova geração de antidepressivos, inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com resultados promissores nas pesquisas e no dia-a-dia. A duloxetina apresenta melhora do limiar de dor e do humor. Pode apresentar hipertensão arterial como efeito colateral.
Os neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina) são utilizados em conjunto com os antidepressivos para aumentar a ação destes. Os efeitos colaterias mais comuns são boca amarga, cefaléia e náuseas. Em excesso e por período prolongado, podem causar distonia medicamentosa (contração muscular involuntária crônica).
Eventualmente pode ser utilizado um anticonvulsivante para dor em caráter de fisgada e choque que aparece e some de repente.
Para o tratamento do sono são utilizados os Indutores de Sono, quando não há resultado satisfatório com os antidepressivos. O Zolpidem tem a vantagem de não induzir a dependência e não apresentar sonolência durante o dia.
Os analgésicos comuns como a dipirona e o paracetamol são utilizados comumente para alívio da dor. Possuem poucos efeitos colaterais.
Os antiinflamatórios (diclofenaco de sódio, naproxeno, indometacina, celecoxib,etc…) não apresentam bons resultados com dor crônica, somente em situações específicas, as quais diferem da dor do dia-a dia e geralmente são ocasionadas por trauma, esforço físico e posturas viciosas. Se usados por período prolongado podem causar problemas gástricos, renais e com hipertensão.
Os relaxantes musculares auxiliam no alívio de dores agudas, principalmente relacionadas o estresse. Deve-se tomar cuidado com os relaxantes musculares associados com antiinflamatórios.
Os analgésicos opióides são mais potentes que os comuns. Ocasionam obstipação e sonolência em idosos.Podem causar dependência física, psicológica e insuficiência hepática. Opióides fortes podem ocasionar náuseas, cefaléia e até vômitos.
Os corticóides são utilizados somente em uma crise dor específica. Não são usados rotineiramente devido aos seu efeitos adversos.
Qual a melhor medicação para mim?
As medicações utilizadas para o tratamento de Fibromialgia variam de indivíduo para indivíduo. Isto acontece por diferentes motivos, principalmente pelo fato de diversos fatores: idade, genética, doenças associadas, fatores ambientais, tempo de doença e sintomas apresentados por cada um.
Toda medicação apresenta algum efeito colateral. Isto não é grave, mas pode ser desagradável e por isto limitar o uso de algumas destas drogas. Conseqüentemente, pode haver a demora do acerto da medicação e até mesmo uma resistência ao efeito analgésico após um período.
As medicações não causam dependência física se devidamente prescritas por um médico especialista no assunto.
Caso você tenha alguma dúvida sobre a melhor opção em seu caso, converse com o seu médico e ele te orientará.


TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO
Equipe de Reabilitação
Para maior eficácia, este tratamento deve ser multi e interprofissional, ou seja, deve haver critérios, metas e interação entre os profissionais.
Deve ser coordenada por um médico fisiatra conforme a necessidade de cada caso. Há vários profissionais que podem estar envolvidos dependendo da necessidade do paciente. Entre eles: fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, educador físico, terapeuta ocupacional, enfermeiros e até assistente social.

Este tratamento consiste em promover o equilíbrio muscular, corrigir posturas inadequadas, orientar a atividade de vida diária e profissional, condicionamento físico, estabilização do humor, técnicas de relaxamento e outras medidas de controle da dor.
Os exercícios de alongamento são os exercícios que melhoram a flexibilidade e devem ser aprendidos e continuados após a reabilitação juntamente com o condicionamento físico para manutenção do equilíbrio muscular.
O condicionamento físico deve ser realizado com exercícios aeróbicos sem carga e sem impacto. Isto promoverá uma melhora da capacidade cardiovascular e melhor condicionamento muscular, ou seja, mais oxigênio dentro do músculo, menos chance de desenvolver dor.
O fortalecimento muscular é utilizado durante a reabilitação para melhora de postura. A má postura leva a encurtamentos musculares que ocasionam dor. A correção da postura e a melhora da conscientização corporal nestes pacientes diminuem a intensidade e freqüência das dores.
A conscientização corporal pode ser melhorada com técnicas de automassagem que também aliviam as dores.
Com a melhora destes aspectos, há necessidade de orientação quanto à ergonomia, que é a postura correta nas atividades profissionais e do dia-a-dia. O terapeuta pode ensinar ainda, outras técnicas práticas para alívio de dor por termoterapia, como as bolsas de água quente, compressas com gelo, uso de infravermelho e bolas para automassagem, entre outros.
No geral, os exercícios mais indicados para Fibromialgia são: hidroginástica, caminhar e andar de bicicleta.
O humor pode ser abordado com a psicoterapia individual e/ou grupal e com as técnicas de relaxamento. A terapia que apresenta melhores resultados é a Terapia Cognitivo Comportamental. Em casos mais graves, há necessidade de tratamento psiquiátrico concomitante.
A dieta influencia no comportamento do intestino e no peso. Pacientes mais obesos apresentam maior incapacidade e mais dor.
A acupuntura pode ser útil, pacientes com Fibromialgia que não apresentem aversão de agulhas se beneficiam com a acupuntura asssociada à reabilitação. Entretanto, os estudos mostram que a analgesia tem duração limitada.
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO
A Manutenção é a continuidade do tratamento como rotina diária, uma mudança de hábitos.
O paciente deverá continuar com atividade física regular, principalmente os alongamentos e aeróbicos. Atividade física regular, segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, é aquela praticada 3 vezes por semana por pelo menos 30 minutos.
Utilizar técnicas de relaxamento, outros métodos de controle da dor conforme sentir necessidade.
Não adotar posturas inadequadas e viciosas.
Menor uso de medicações possíveis conforme a orientação médica.
Melhora da qualidade vida.
Maior participação em atividades sociais e de lazer.
Qual o melhor exercício para mim?
O melhor exercício depende de diversos fatores: idade, atividade física prévia, fase do tratamento, peso, gosto do paciente (é isso mesmo, o que ele gosta!), etc….Por este motivo, deve ser prescrito por um médico especialista, de preferência um Médico Fisiatra.

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Eu tenho Fibromialgia?

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A Fibromialgia pode apresentar principalmente estes sintomas:

DOR É o sintoma mais comum. Pode se apresentar no corpo todo (generalizada) ou ser migratória, ou seja, começar em uma região e depois aparecer em outro lugar.
Esta dor pode ter diversas características como, por exemplo, queimação, latejamento, fisgada, peso, ardência, rigidez, etc…
Varia em sua periodicidade, ou seja, pode aparecer a qualquer hora do dia, ser contínua ou intermitente (que vai e volta).
Geralmente aparece ou piora devido a alguns fatores como o esforço físico, estresse, clima (principalmente frio) e sono inadequado.
A intensidade da dor varia de leve a grave, dependendo da fase que o paciente se encontra.
O exame físico é normal com exceção do exame muscular.Os músculos se apresentam encurtados, descondicionados e com locais sensíveis à palpação (pontos dolorosos). Estes pontos dolorosos são a chave diagnóstica que ajuda a diferenciar a Fibromialgia de outras condições.

FADIGA E DISTÚRBIO DO SONO O distúrbio do sono é freqüente nos fibromiálgicos. Ele pode se caracterizar com uma insônia inicial, com vários despertares durante o sono, um despertar antes do desejado ou sono não-reparador, ou seja, acordam cansados.
Isto acontece devido a uma interrupção do sono profundo, fazendo com que estes pacientes tenham um sono superficial, sem desfrutar de um relaxamento da musculatura e do sistema nervoso que são necessários para o organismo. Em outras palavras, não “recarregam suas baterias e já estão fadigados quando acordam. Aproximadamente 90% dos portadores de Fibromialgia, sentem um cansaço, às vezes referido como fraqueza, perda de energia para as atividades de vida diárias, intolerância à atividade física e sensação parecida com a de estarem resfriados. Ocasionalmente, o sintoma de fadiga é mais evidente que a dor.

DISTÚRBIOS DE HUMOR As alterações no humor são comuns na Fibromialgia. Estas manifestações variam de indivíduo para indivíduo. Os pacientes se sentem desanimados e sem motivação.
A depressão ocorre em 25% destes pacientes. A depressão piora os sintomas dolorosos e a dor piora a depressão, tornando-se um ciclo vicioso. A depressão precisa ser tratada conjuntamente para facilitar o melhor controle da dor.
A ansiedade e irritabilidade são muito comuns na Fibromialgia. Na maioria das vezes são conseqüências da dor crônica. Estes sintomas tendem a desaparecer com o tratamento e a prática de atividade física regular.
Alguns sintomas da Síndrome do Pânico também podem acompanhar a Fibromialgia.

OBSTIPAÇÃO/SÍNDROME DO CÓLON IRRITÁVEL
A lentificação do trânsito intestinal é outro sintoma comum na Fibromialgia. Os pacientes devem ser orientados a uma dieta com aumento da ingesta de água e de fibras. Em casos mais rebeldes, o uso de laxantes naturais pode ser indicado.
Um menor número de pacientes pode apresentar uma alternância na consistência das fezes com constipação e diarréia, chamada de Síndrome do Cólon Irritável. Esta mudança na consistência das fezes é desencadeada por estresse na maioria das vezes.

DIFICULDADE DE CONCENTRAÇÃO E DÉFICIT DE MEMÓRIA Os pacientes podem referir dificuldade de atenção e de executar tarefas comuns. Não há evidências que estes sintomas piorem com o tempo. Estas manifestações são comuns em outras doenças que também incluem distúrbios do sono e do humor.

FORMIGAMENTO E SUDORESE A sensação de formigamento ou adormecimento pode acontecer principalmente nas mãos e pés. Deve ser verificado pelo médico para descartar neuropatias compressivas.
Alguns pacientes referem aumento do suor principalmente nas mãos e pés.
CEFALÉIAS As dores de cabeça do tipo tensionais e as enxaquecas são freqüentes na Fibromialgia.
Tem periodicidade variada, mas são caracterizadas por pelo menos dois episódios em 1 semana no mínimo.
DISPEPSIAS As pacientes com Fibromialgia podem apresentar sintomas do sistema digestivo alto. Os mais freqüentes são a dor no estômago, dificuldade de engolir e a sensação de empachamento (lentificação do trânsito do bolo alimentar).
SINTOMAS GINECOLÓGICOS
É comum a paciente com Fibromialgia ter cólicas no período menstrual e dor durante a relação sexual.
Algumas pacientes têm dor ao urinar, perdas urinárias com esforço, tosse ou espirros e urgência para urinar. Estes sintomas devem ser avaliados, diferenciados e tratados.
PELE E CIRCULAÇÃO SANGÜÍNEA
Na Fibromialgia, a sensibilidade da pele e dos vasos sangüíneos para mudanças de temperatura, pode modificar temporariamente a coloração da pele e a sensação de inchaço.
PALPITAÇÕES E FALTA DE AR
Alguns pacientes podem referir uma sensação de aumento da velocidade das batidas do coração, falta de ar e um peso no peito que não são relacionados a esforço físico. Estes sintomas estão relacionados ao descondicionamento físico e aos distúrbios de humor principalmente.
OUTROS SINTOMAS
Outros sintomas são referidos como os tremores, zumbidos, tonturas e cólicas abdominais, dor na relação sexual entre outros.

VOCÊ TEM DÚVIDAS SE TEM FIBROMIALGIA?
Se você apresentar a maioria dos sintomas acima relacionados é recomendável a avaliação de um especialista em Dor, de preferência um Médico Fisiatra que é mais familiarizado e saberá definir o melhor tratamento medicamentoso conciliado ao melhor tratamento de reabilitação.

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O que é Fibromialgia?

FIBROMIALGIA
FIBRO/MIA/LGIA – Fibras/Musculares/Dor.
O nome FIBROMIALGIA significa dores nos músculos e tecidos conectivos fibrosos (ligamentos e tendões).

Músculos em posição de esgrima

O que é Fibromialgia?
A Fibromialgia pode ser chamada de Síndrome Fibromiálgica.
É considerada uma Síndrome porque apresenta vários sinais e sintomas que podem ocorrer em outras doenças também.
Os SINAIS são os achados físicos encontrados quando o médico examina o paciente e os SINTOMAS são as queixas relatadas pelo paciente quando conta sua história clínica.
É caracterizada basicamente por dores musculares generalizadas, cansaço, distúrbio do sono e do humor.
Acomete principalmente as mulheres de meia idade, mas pode acontecer em homens, adolescentes e crianças.

Quais as suas causas?
Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem desencadear a Fibromialgia.
Estão relacionados às mudanças hormonais, trauma físico, estresse emocional e outras doenças. Não se conhece o verdadeiro motivo da manifestação da Síndrome e como ela acontece.
Há estudos que dizem que estes pacientes apresentam um aumento da sensação dolorosa corpórea. Outros autores sugerem uma percepção anormal de dor no Sistema Nervoso Central que conseqüentemente aumenta a sensibilidade dolorosa.
Pesquisas relatam diminuição de alguns neurotransmissores (serotonina, l-triptofano, entre outros) que causam uma alteração do sono, do humor e aumentam a percepção de dor nestes pacientes.
A alteração do sono desencadeia aumento da fadiga e diminuição do GH( hormônio do crescimento) que é necessário para a reparação do tecido muscular que sofre microtraumatismos.
O descondicionamento físico gerado pelo imobilismo adotado pelos pacientes em defesa da sensação dolorosa aumenta a chance de microtraumatismos musculares com conseqüente dor e fadiga muscular.
A biópsia muscular revela um músculo descondicionado (falta de oxigênio) e sem sinais de inflamação, o que difere de doenças reumatológicas.

Como é feito o diagnóstico?

Desde 1990, a Fibromialgia foi mais bem definida através de um estudo que estabeleceu regras para seu diagnóstico.
Neste estudo, foi demonstrado que a dor generalizada e a dor em pontos dolorosos específicos estão presentes nos portadores de Fibromialgia, e que não são comuns em pessoas sadias ou com outras doenças com sintomas semelhantes.
A Fibromialgia não é detectada através de exames laboratoriais ou radiológicos conhecidos. Os exames são importantes para descartar outras doenças com características semelhantes. O diagnóstico desta Síndrome é puramente clínico, evidenciado através das queixas e exame físico do paciente feito pelo médico.
Pontos dolorosos dos critérios diagnósticos.
Não é bem conhecida pela maioria dos médicos e é muito confundida com outras patologias por apresentar sintomas encontrados em outras doenças. Existem pessoas que desconhecem esta manifestação e acreditam que estes sintomas sejam imaginários ou desprezíveis. Por ter sintomas generalizados, inespecíficos e semelhantes ao de outras doenças, comumente os pacientes são submetidos a várias avaliações complicadas e repetidas antes de identificar esta síndrome. Por este motivo, é importante procurar um médico que conheça esta condição.

IMPORTANTE A Fibromialgia afeta principalmente os músculos e seus locais de fixação nos ossos (tendões). Pode apresentar dor nas articulações, mas não leva à inflamação (artrite) e nem deformidades às mesmas.