Fisiatra

Como deve ser o tratamento da Dor Crônica?

Modelo Biopsicossocial

A dor crônica tem várias características próprias e é determinada pela interação entre fatores físicos, psicológicos e sociais. O impacto destes fatores é importante e influencia no prognóstico de melhora. Por este motivo, a abordagem da dor crônica deve ser baseada em um modelo biopsicossocial que reconhece a interação desses fatores, auxilia sua compreensão, seu diagnóstico e direciona o tratamento.

As pesquisas mostram que os fatores biológicos e os psicológicos mudam o curso da dor (tanto para a melhora quanto para a piora) e que conforme a dor se torna crônica, os problemas psicossociais afetam cada vez mais a vida do paciente. Este modelo de abordagem global mostra que a dor crônica integra componentes físicos, como a própria dor, que pode produzir uma redução da mobilidade e da função; com componentes psicossociais, como alterações do sono e do apetite, ansiedade, depressão, absenteísmo no trabalho (faltas frequentes) e diminuição das atividades sociais.

 

A presença da combinação de fatores biológicos e psicossociais estão associados com uma diminuição significativa da qualidade de vida dos pacientes, porque além de apresentarem incapacidades nas atividades do dia a dia e no trabalho, os pacientes diminuem sua participação na vida social. As pessoas com dor crônica se sentem frequentemente desmoralizadas e sentem dificuldades em sua capacidade de participar das atividades cotidianas e por isso acabam se isolando. A dor torna-se o centro de suas vidas, dominando e desestimulando a interação com outras pessoas e o desfrute de passatempos, esportes e atividades sociais. Em alguns casos, os pacientes passam a ver a vida “do banco de trás”, porque perdem a esperança e o interesse pelo autocuidado.

Depresyon

A dor leva a baixa autoestima e a falta de expectativas se não for devidamente abordada.

Para entendermos o tratamento da dor crônica, precisamos conhecer um pouco mais sobre estes fatores:

Fatores biológicos/físicos

O principal fator biológico e físico é a própria dor. Esta dor pode induzir o paciente a descansar ou evitar a atividade física, que irá alterar sua força física, resistência, mobilidade e o aumento de peso. Conforme a dor persiste, haverá mudanças estruturais e funcionais do Sistema Nervoso Central na dor crônica com o aparecimento de sensibilização periférica e central, ou seja, o aumento da dor e em alguns casos, aumento das áreas de dor com o passar do tempo. Outros fatores biológicos e físicos que influenciam na dor é a idade, outras doenças ou deficiências associadas, sono, etc…

 

Fatores psicológicos

Os fatores psicológicos na dor crônica são depressão, medo do futuro, angústia, frustração e alteração da confiança. Na maioria das vezes, os pacientes apresentam baixa autoestima, ficam inativos e retraídos. As atitudes do paciente frente à dor e suas expectativas sobre sua capacidade de influenciar no curso da dor, têm um papel fundamental. O estado emocional e cognitivo positivo do paciente pode aumentar o limiar da dor, ou seja, ele sente menos dor. Em outras palavras, quando o paciente tem atitudes positivas e mais ativas, ganha maior controle e consegue diminuir a dor. Já alguns sentimentos negativos, como impotência ou inatividade e as avaliações negativas, como: “minha dor é ameaçadora ou incontrolável, a pior do mundo”, aumentam a sensação de dor.

Fatores sociais

Alguns fatores sociais como o isolamento social e a incapacidade funcional e no trabalho afetam as relações interpessoais, o status social e o status econômico do paciente. Por outro lado, os fatores socioculturais determinam como se maneja a dor.

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TRATAMENTO DA DOR CRÔNICA

O modelo biopsicossocial é complexo e fundamental para o planejamento do tratamento da dor crônica, que deve ser personalizado conforme as necessidades do paciente. Assim, com esta abordagem global dos fatores que influenciam na dor, o tratamento é multiprofissional, ou seja, há necessidade de vários profissionais envolvidos, cada um com objetivos específicos de suas habilidades que integram os objetivos principais coordenados pelo médico fisiatra. A interação entre os profissionais é essencial para se obterem melhores resultados, pois a troca de informações sobre as evoluções do paciente podem modificar ou até acrescentar metas. Os profissionais de saúde envolvidos podem variar conforme as necessidades do paciente e o médico fisiatra é o responsável por determinar os profissionais e o planejamento terapêutico. Os objetivos do tratamento são determinados pelo médico em conjunto com o paciente e os terapeutas visando melhora da funcionalidade e qualidade de vida.

O desafio para o médico e o paciente é trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para romper o ciclo biopsicossocial de dor e fortalecer os pacientes para que assumam e retomem o controle da dor.

atividade-física

O tratamento da dor visa a melhora das incapacidades ocasionadas pela dor e a melhora da qualidade de vida do paciente através do estímulo de hábitos saudáveis para a prevenção da recorrência da dor ou outras morbidades que a pioram.

Curiosidades sobre Fibromialgia

• A Fibromialgia afeta aproximadamente 5% da população brasileira.
• Atualmente o diagnóstico de Fibromialgia em homens aumentou de proporção, aproximadamente 7 mulheres para cada homem. Esta média pode variar nas diferentes populações.


• Alguns neurotransmissores (substâncias químicas produzidas pelo Sistema Nervoso Central) estão envolvidos na dor da Síndrome Fibromiálgica:
Estimulantes (estão aumentadas no líquor)-substância P e histaminas
Inibidoras (estão diminuídas no líquor)- Serotonina, Triptofanos, Noradrenalina/Norepinifrina e ENDORFINAS
• Há pesquisas com Ressonância Magnética Funcional que revelam uma hiperativação do Tálamo (Centro de Dor do Sistema Nervoso Central) nos pacientes com Fibromialgia.
• Estudos recentes com fibromiálgicos relatam aumento de neurotransmissores estimulantes de dor (principalmente a Substância P) desencadeadas por reações ao estresse.
• As pesquisas revelam que o pensamento positivista e de enfrentamento da dor aumento o fluxo cerebral e diminui a ativação do Tálamo, diminuindo a dor. Estas atitudes são estimuladas através da Terapia Cognitivo Comportamental.
• Uma nova medicação utilizada para o tratamento da Fibromialgia chegou ao Brasil: a pregabalina (Lyrica). O estudos no exterior mostram uma boa resposta no controle da dor, principalmente se associado ao tratamento de Reabilitação.

Curiosidades sobre a Artrose

É mais comum nas mulheres, entre 40-50 anos de idade e no período da menopausa, sendo que esta incidência aumenta com a idade. Abaixo dos 40 anos, a freqüência é semelhante nos homens e mulheres.
 Estudos radiológicos demonstraram que a freqüência da Osteoartrose gira em torno de 5% em indivíduos com menos de 30 anos e, atinge 70% a 80% daqueles com mais de 65 anos.
 Os estudos mostram que apenas 20% – 30% dos portadores de alterações radiológicas apresentam sintomas da doença. Ou seja, a imagem da artrose não ocasiona dor ou limitação de movimentos.
Estudos indicam que 52% da população adulta apresenta sinais radiológicos na articulação do joelho, sendo que, 20% destas apresentam alterações consideradas como graves ou moderadas.
 A incidência da artrose aumenta com a idade, estimando-se atingir 85% da população até os 64 anos e, aos 85 anos é ela universal.
 O paracetamol é muito utilizado para o tratamento da artrose e apresenta efeitos semelhantes aos antiinflamatórios e com menos efeitos colaterais.
 O medicamento tópico que demonstrou maior eficácia ao combate da dor foi a capsaicina creme. Este creme é feito através do extrato da pimenta malagueta. Nem todos os pacientes conseguem utilizá-lo devido ao ardor temporário que provoca e exatamente por causa desta queimação há um mecanismo de analgesia.
 A hidroginástica, o Tai Chi Chuan, o Lian Gong e o Pilates ajudam na manutenção e na prevenção da Dor na Artrose.

Reumatismo e Dor

Reumatismo é um termo muito utilizado para definir doenças que comprometem as articulações, mas a maioria destas doenças afetam também outras estruturas músculo esqueléticas (músculos, ossos, tendões, ligamentos, etc…) e outros órgãos que variam conforme a doença.
As causas, complicações e tratamento destes “reumatismos” podem ser muito diferentes, razão pelo qual se torna importante saber qual a doença de cada paciente para a indicação do tratamento mais adequado.
Neste Post vamos citar as principais doenças reumatológicas que causam dor. A principal e mais comum delas, a ARTROSE, foi descrita em dois Posts anteriores: “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da Artrose”.

Articulações doloridas é uma das manifestações do reumatismo

ARTRITE REUMATÓIDE

Acontece em 1% da população adulta e aumenta para 4,5% nos indivíduos acima de 55 anos de idade.
Os sinais e sintomas são caracterizados com inflamação (inchaço, calor e vermelhidão nas articulações comprometidas) no início do quadro e as erosões ósseas ocorrem nos dois primeiros anos da doença.
A maioria dos pacientes com artrite reumatóide sofre uma limitação para realizar suas atividades rotineiras e 50% apresentarão dificuldades no desempenho profissional após 10 anos de doença. A sobrevida destes pacientes é 20% menor quando comparada à população normal.
Existe uma predisposição para esta doença, ou seja, tem um fator hereditário. É mais comum em mulheres entre 35 e 45 anos.
É necessário que o médico identifique esta doença o mais precocemente possível para iniciar o tratamento adequado e prevenir as complicações desta doença crônica.
A artrite reumatóide é uma doença sistêmica, ou seja, acomete diversos órgãos do corpo.
Acomete principalmente as articulações do corpo. No ínicio dos sintomas ocorre dor e inchaço principalmente nas articulações das mãos e dos pés. Geralmente é poliarticular (compromete várias articulações) e com o avanço da doença podem ser observadas deformidades típicas como o dedo em pescoço de cisne.

dedo em pescoço de cisne

Os nódulos subcutâneos podem aparecer espontaneamente em 20% destes pacientes e se localizam, na maioria das vezes, em cotovelos, joelhos e dorso das mãos, podem medir mais de 2 cm de diâmetro e desaparecem ou persistem indefinidamente.

Nódulos reumatóides<
A vasculite reumatóide (inflamação dos vasos) é uma manifestação mais rara e pode levar a uma neuropatia periférica, úlceras e até gangrena.
O pulmão pode ser comprometido com fibrose, nódulos e até derrame pleural. A pericardite (inflamação do pericárdio) é muito comum , mas na maioria das vezes não manifesta sintomas. O rim é acometido levando a uma insuficiência renal principalmente pelas medicações.
As neuropatias compressivas são bastante comuns devido ao inchaço e deformidades das articulações e ao seu redor.
Nos olhos a manifestação mais comum é a ceratoconjuntivite seca (sintoma da Síndrome de Sjögren) em 15% dos pacientes.
Como é feito o Diagnóstico da Artrite Reumatóide?
O Diagnóstico da Artrite Reumatóide é feito através do exame clínico que mostra pelo menos 4 destas manifestações:
-rigidez matinal (dificuldade para se movimentar pela manhã)
-3 ou mais articulações inflamadas
-Inflamação das articulações das mãos
-Inflamações nas articulações similares (iguais) nos dois lados do corpo
-Nódulos reumatóides
-alteração no exame laboratorial fator reumatóide
-alteração no raio X das mãos.

Artrite Reumatóide Severa 1-osteopenia justarticular 2-erosões periarticulares 3-subluxação metacarpofalangena

Deformidades em paciente jovem que podem levar à dificuldades para tarefas feitas pelas mãos

Como é a evolução da Artrite Reumatóide?
A evolução da Artrite Reumatóide é imprevisível e pode variar, pois ocorrem pioras e melhoras espontâneas dos sintomas. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam remissão completa ou uma forma de doença que não precise de medicação. Por outro lado, 10% terão uma doença agressiva, com deformidades e incapacidades (dificuldade para realizar tarefas) em pouco tempo. Na maioria das vezes, os pacientes com Artrite Reumatóide evoluem de forma intermediária, com perda gradual de função durante anos de evolução.

Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!

LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

É uma doença que causa inflamação devido a alterações imunológicas.
O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) acontece em 1 a cada 1000 pessoas brancas e 1 a cada 250 pessoas na raça negra e é provavelmente genética. As mulheres são mais acometidas em uma proporção de cada 10 mulheres, 1 homem tem LES. É mais frequente iniciar entre os 20 e 30 anos.
O LES frequentemente traz comprometimento da pele e das articulações e é agressivo com o rim e o sistema nervoso.
Quais os sintomas mais frequentes?
Um dos primeiros sinais é a perda de apetite e de peso no início do quadro, a febre pode ocorrer em até 48% dos casos e inchaço dos gânglios linfáticos em até 78 %.
A manifestação cutânea, ou seja, na pele, ocorre no início da doença e geralmente são caracterizados em duas formas: localizada (lesão em asa de borboleta ou rash malar) e generalizada (rash maculopapular).

Lesão de "asa de borboleta" do LES

Outras manifestações cutâneas que podem ocorrer no LES são queda de cabelos, úlceras orais (tipo de “sapinho”) e vasculite cutânea.
A pleurite (inflamação da pleura pulmonar) é outra manifestação comum do LES, acontece em até 60% dos casos e pode complicar com derrame pleural.
As alterações cardíacas são frequentes e a pericardite (inflamação do pericárdio) pode acontecer am até 30% dos pacientes.
As complicações nos rins, as nefrites (inflamação dos rins) são as que mais preocupam os médicos, acontece em 50% dos pacientes e podem evoluir com insuficiência renal grave e precisarem fazer hemodiálise.
O envolvimento so sistema nervoso pode ser dividido em difuso e focal. Os difusos incluem convulsões, dor de cabeça, Síndrome Orgânica Cerebral (delírio, instabilidade emocional e diminuição da memória e concentração) e distúrbios de comportamento. As focais são derrames cerebrais por falta de irrigação sanguínea (derrames isquêmicos), a mielite transversa (inflamação na medula com consequente paraplegia), neuropatias periféricas (ver post “O que é neuropatia periférica?”) e paralisia de pares cranianos.
Existem manifestações do LES no sangue como a leucopenia e linfopenia (diminuição dos glóbulos brancos e linfócitos, ambos células de defesa do sangue).
Náuseas e vômitos podem acontecer como efeito colateral das medicações.
O ciclo menstrual é alterado, porém não apresentam infertilidade.
 O lupus eritematoso sistêmico agride vários órgãos do nosso corpo.

Como é feito o diagnóstico do LES?
O paciente com LES apresenta pelo menos 4 destes critérios diagnósticos:
-Erupção malar (lesão asa de borboleta)
-Erupção discóide (lesão escamosa)
-Fotossensibilidade (paciente fica muito vermelho quando exposto ao sol)
-Úlceras orais (“sapinho”)
-Presença de artrite (pelo menos uma articulação com sinais de inflamação)
-Serosite (inflamação de pelo menos uma membrana:pleura ou pericárdio)
-Disturbio renal (evidenciado por exames laboratoriais renais)
-presença de sintomas neurológicos
-alterações laboratoriais no sangue (hemograma)
-FAN aumentado.
O que é fenômeno de Raynaud?
O fenômeno de Raynaud pode ocorrer em até 45% dos pacientes com LES e são alterações nos vasos sanguíneos com variações da cor da pele das extremidades, ora com palidez, ora com cianose (extremidades roxas), seguidas ou não de hiperemia reacional (vermelhidão). Piora com o frio ou com o estresse.

Fases do Fenômeno de Raynaud:1-Palidez (branco), 2-Cianose (roxo) 3-Eritematoso (vermelho)

Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!

ESCLERODERMIA OU ESCLEROSE SISTÊMICA

É uma doença do tecido conjuntivo, sem causa definida, que afeta vários órgãos e é caracterizada pelo espessamento da pele. Acomete articulações, sistema digestivo, pulmão, coração, rins, etc…
É rara e acontece em 12 indivíduos a cada milhão da população por ano. É mais comum dos 30 aos 50 anos e em mulheres.
É hereditária, ou seja, é encontrada em outros membros da família.
Quais os principais sintomas da Esclerodermia?
O fenômeno de Raynaud pode acontecer em até 15% dos casos.
A pele sofre um inchaço inicial, seguida por um “engrossamento” da pele e posteriormente atrofiando. Isto acontece principalmente nas màos e nos pés, rosto e pescoço podendo generalizar posteriormente.
As dores nas articulações e a rigidez matinal são comuns principalmente na fase inicial da doença. A fraqueza muscular é comum devido à miopatia ocasionada pela doença (inflamação muscular.
O sistema digestivo é frequentemente atingido, sendo o esôfago o mais comprometido com diminuição de seu funcionamento. A obstrução intestinal e a desnutrição consequente à má absorção são complicações frequentes.
O comprometimento pulmonar é o grande vilão e a maior causa de complicações e mortalidade. Os sintomas acontecem vagarosamente com falta de ar aos esforços e tosse seca. Cerca de 13% dos pcaientes necessitam de transplante de pulmão.
Quando há complicação cardíaca, o pericárdio, miocárdio e vasos podem estar envolvidos e levam a um índice de 70% de mortalidade.
A crise renal ocorre em 10% dos pacientes com início súbito de hipertensão arterial (aumento da pressão arterial) associada ou não a insuficiência renal.
Como é feito o diagnóstico de Esclerodermia?
O diagnóstico é feito com o exame clínico onde se observa um espessamento da pele nas articulações dos dedos, cicatrizes nas polpas digitais, endurecimento da ponta dos dedos e fibrose pulmonar.
Esclerodactilia-dedos mais grossos, pele mais brilhante e limitação dos movimentos

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SÍNDROME DE SJÖGREN
É a doença inflamatória crônica das glândulas exócrinas (glândulas que contêm canais que extravazam substâncias) devido a uma resposta auto-imune.
Acomete principalmete mulheres aos 40 anos.
Quais são os sintomas da Síndrome de Sjögren?
As glândulas lacrimais são as mais comprometidas e os sintomas são: sensação de areia nos olhos, pálpebras grudadas ao acordar, acúmulo de secreção ressecada na borda interna dos olhos (remela), coceira nos olhos, vermelhidão, ardência e até dificuldade para ler ou assistir televisão.
A diminuição da produção de saliva se apresenta com aumento da sede, necessidade constante de ingerir líquidos, aderência do alimento na boca, dificuldade para engulir, “rachaduras na língua”, boca e canto dos lábios, perda do paladar e cáries.
Algumas vezes observamos o aumento das parótidas, glândulas salivares que ficam abaixo da mandíbula.
Pode haver ressecamento da mucosa vaginal, predispondo o paciente a infecções urinárias e dificuldade sexual.
Como fazemos o diagnóstico de Síndrome de Sjögren?
O diagnóstico é feito através do exame clínico com evidência da diminuição de saliva e lágrimas e algumas alterações laboratoriais.
Dificuldade para ler pode ser o primeiro sintoma da Síndrome de Sjögren

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ESPONDILITE ANQUILOSANTE
É uma doença inflamatória sistêmica (acomete o corpo todo), com preferência na coluna vertebral e articulação sacro-ilíaca (quadril).
O início do seu quadro é dos 20 aos 30 anos, mais frequente em homens.
A lombalgia é a queixa mais comum e podem ocorrer também alterações oculares inflamatórias( 30% dos casos) como uveite anterior aguda com dor, lacrimejamento, intolerância à luz e borramento de visão.Envolvimento cardíaco, pulmonar ou neurológica é raro.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e exames laboratoriais reumatológicos alterados.

A lombalgia por inflamação da articulação sacroilíaca é comum<

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GOTA ÚRICA
São inflamações nas articulações causadas por depósitos de critais, o mais comum é o depósito de ácido úrico.
Com o aumento do ácido úrico na sangue por muito tempo, há manifestação da doença com artrite monoarticular (inflamação em apenas uma articulação) e em 805 dos caos ocorre no dedão do pé. O quadro se caracteriza por dor, vermelhidão e inchaço da articulação e melhora após uma semana.
A crise de gota pode ser precipitada por consumo de álcool, regimes para obesidade, jejum prolongado, medicamentos para pressão alta, desidratação e exposição ao chumbo.
A crise ocorre principalmente à noite, com dor intensa a moderada e pode ser acompanhada de febre baixa.
Fora da crise o paciente pode ficar sem sintomas por várias semanas até anos. Quando as crises são repetidas com intervalos cada vez menores pode ocorrer comprometimento de tendões, ligamentos, bursas, etc..
A gota pode levar a litíase renal (pedra no rim) e hipertensão arterial.
Gota em dedão do pé<

TRATAMENTO DOS REUMATISMOS
O tratamento das doenças reumáticas em geral deve ser medicamentoso e de reabilitação. O tratamento medicamentoso deve ser realizado por um médico reumatologista para o melhor controle da evolução da doença. As medicações mais utilizadas são os antinflamatórios, os corticóides, os antimaláricos como a cloroquina e a hidroxicloroquina, a sulfassalazina, os sais de ouro, a d-penicilamina, metotrexato,drogas imunossupressoras (medicações que diminuem a imunidade) entre outras.
O tratamento de reabilitação do paciente com doença reumatológica deve ser orientado por um médico Fisiatra com o objetivo de melhorar a dor e a capacidade funcional deste paciente e prevenir as complicações. O médico Fisiatra coordenará um programa de terapias, visando manter a amplitude de movimento e força das articulações, corrigir e prevenir deformidades através de órteses, fisioterapia e terapia ocupacional; e por último, melhorar seu humor e qualidade de vida.

Qualidade de Vida é o principal objetivo do tratamento do paciente com reumatismo!!!<

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O que é neuropatia periférica?

Um pouco de Anatomia e Fisiologia
Os nervos periféricos são estruturas que ligam músculos, órgãos e glândulas ao Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Os neurônios (células nervosas) são compostos pelo núcleo e seus dendritos, axônio e bainha de mielina.
Os nervos periféricos têm função motora e atuam no sistema músculo-esquelético ordenando a contração muscular, ou seja, controlam a força, a precisão e a delicadeza dos movimentos voluntários. Também têm ação sensitiva (na sensibilidade) e são responsáveis pela percepção de estímulos como o calor, o tato, a temperatura, a vibração e a dor, transmitindo-os ao sistema nervoso central onde as informações são processadas e interpretadas. Os nervos periféricos também comandam órgão e glândulas como o coração, os vasos sanguíneos, o aparelho digestivo, a bexiga e o aparelho respiratório controlando a pressão, a freqüência cardíaca, os movimentos intestinais, a micção, ereção, etc e estas ações são denominadas autonômicas pois são involuntárias.

O que é neuropatia periférica?
As neuropatias são lesões que acometem os nervos periféricos e que se estendem da medula ou do tronco encefálico até as extremidades do corpo. Ocorrem em 2% da população e em adultos com mais de 50 anos pode chegar a 8%.
Quais os sintomas?
Produzem sintomas motores como a perda de força, alterações da destreza, movimentos mais elaborados, alteração da marcha e até desequilíbrio.
Os sintomas sensitivos são a diminuição da sensibilidade tátil (paciente não sente nada quando é tocado em determinado local), dolorosa (anestesia no local) ou hipersensibilidade com dor neuropática (excesso de dor) e até formigamentos.
Existem manifestações autonômicas como descontrole da pressão arterial, da sudorese, do lacrimejamento, alteração da temperatura entre outros. Todos os sintomas dependem do nervo periférico acometido e da sua causa.
Os sintomas de neuropatias habitualmente se instalam de forma gradual, progredindo lentamente,e como toda regra há suas exceções, há situações mais graves como a polirradiculoneurite aguda ou a porfiria aguda intermitente em que os sintomas se desenvolvem mais rapidamente, ao longo de dias ou horas, ocasionando até dificuldades respiratórias e requerendo internação neurológica imediata, muitas vezes em ambiente de UTI.

Atrofia de mão direita devido à lesão periférica de C2- C3 com perda de força.

Quais as causas?
Uma das causas mais freqüentes de neuropatia periférica é o diabetes mellitus. Ela se manifesta principalmente com dor e queimação nos pés, principalmente no período noturno, mas pode se manifestar com dor generalizada, lombar, etc…
No Brasil, infelizmente há uma grande incidência da neuropatia devido a Hanseníase, que é a Lepra, e é muito comum mas pouco diagnosticada.Não podemos esquecer que é uma doença que tem tratamento e cura na maioria das vezes.
Outras causas incluem:
– a desnutrição devido à pobreza ou ainda consequente à cirurgias do aparelho digestivo,
-as doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistêmico e a poliradiculoneurite crônica,
– as neuropatias degenerativas hereditárias,
– os traumas por acidentes como a lesão do plexo braquial,
-os traumas por movimentos repetitivos como a Síndrome do Túnel do Carpo (ver Post “A Síndrome do Túnel do Carpo”)
-os distúrbios metabólicos adquiridos ou congênitos.
Qual o melhor Tratamento?
O tratamento depende de vários aspectos como o quadro clínico do paciente e sua causa.
O tratamento medicamentoso deve focar o controle da dor, quando presente, e na maioria das vezes são utilizadas medicações para dor crônica, como antidepressivos e anticonvulsivantes.
Em todos os casos é imprescindível o acompanhamento de um médico Fisiatra pois a reabilitação é essencial para a melhora dos sintomas e da funcionalidade. Nos casos em que o paciente não apresenta sintomas e nem sequelas devido às alterações neurológicas, o médico Fisiatra auxilia na prevenção de complicações e dos sintomas.
O banho de contraste é uma das opções para algumas neuropatias, veja no vídeo abaixo:

Se você tem alguma dúvida sobre neuropatia periférica deixe seu comentário!

Mito da “Dor do Ciático” ou Síndrome do Piriforme?

É muito comum ouvirmos queixas de dor na região lombar ou glúteos irradiadas para a perna como “dor do ciático”. Na maioria das vezes isto é apenas a forma como as pessoas conseguem descrever a localização da sua dor devido ao fato de conhecerem o mito da “Dor do Ciático”.
Para entendermos o que está causando a dor nesta região, precisamos conhecer que é realmente esta “Dor do Ciático”.
O nervo Ciático é o mais longo do corpo humano, ele se estende desde a região lombar (entre a L4 e L5) até o dedão do pé e durante este trajeto atravessa alguns músculos, inclusive um músculo profundo na região glútea, o músculo PIRIFORME (este músculo realiza a rotação lateral da coxa).

Trajeto do  Nervo Ciático

A “Dor do Ciático” é aquela causada por uma compressão de sua raiz nervosa, localizada na região lombar (L4 e L5), na maioria das vezes causada por uma hérnia discal (Não por um abaulamento ou protusão!!!).
Veja a diferença entre hérnia, protusão e abaulamento no Post “Hérnia Discal” e aprenda sobre seus sintomas e tratamento em “Causas e Conseqüências da Hérnia Discal”.
A compressão do nervo ciático pode ser evidenciada pela Eletroneuromigrafia que mostrará uma radiculopatia na região de L4 e L5. Neste caso, podemos chamar de “Dor do Ciático” ou “Ciatalgia”.

Compressão do Nervo Ciático

A SÍNDROME DO PIRIFORME é causada por trauma no local (cair sentado, por exemplo), hiperlordose (nas grávidas principalmente, ver Post “Deformidades na Coluna causam dor?”), em atletas (maratonistas, ciclistas e praticantes de spinning) e hábitos posturais não saudáveis (como ficar muito tempo sentado e dormir em posição fetal). Acontece devido a uma contratura deste músculo (ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) que comprime o nervo ciático em seu trajeto na região glútea.

Dormir na posição fetal pode desencadear a Síndrome do Piriforme!!

Os sintomas da Síndrome do Piriforme são dor em região lombar, e/ou sacral, com irradiação para a região póstero-lateral da coxa, podendo se estender até o pé. Esta dor piora com a posição sentada por período prolongado (principalmente quando o paciente cruza as pernas), ou ficar em pé por período prolongado ou ainda, durante uma corrida. Eventualmente os pacientes podem sentir formigamento ou dormência na localização da irradiação da dor. A reprodução da dor pode ser conseguida através de manobras específicas que mimetizam a função deste músculo e através da palpação deste músculo realizada por um especialista.

O nervo ciático passa pelas fibras musculares do músculo piriforme!

A Síndrome do Piriforme deve ser avaliada por um médico Fisiatra, pois pode ser confundida com outras patologias como a hérnia de disco, tumor em coluna ou pélvico, artrose de quadril e até mesmo fratura de colo de fêmur (Veja no Post “Síndrome Dolorosa Miofascial” seus sintomas, causas e tratamento).
O tratamento da Síndrome do Piriforme é feito com o diagnóstico correto dos músculos acometidos (eventualmente outros músculos podem apresentar Síndrome Dolorosa Miofascial concomitante), prescrição do tratamento medicamentoso (que depende do tempo de duração da dor, se ela é aguda ou crônica) e do tratamento de reabilitação que será realizado inicialmente com fisioterapia (através de analgesia com meios físicos, cinesioterapia e miofascioterapia), orientações ergonômicas, reeducação postural e posteriormente com exercícios físicos prescritos pelo médico Fisiatra. Em casos mais rebeldes, pode ser necessária a infiltração com lidocaína (anestésico local) no músculo para melhora do sintoma doloroso e facilitar o tratamento de reabilitação.

Alongamento  do músculo Piriforme e glúteos

Se você apresenta sintomas semelhantes aos acima descritos, procure um médico Fisiatra que pode diagnosticar precisamente os músculos envolvidos na dor, descartar outras patologias e orientar o tratamento de reabilitação e de prevenção de recorrência das dores.

Ombro que dói

Antes de falarmos sobre dores de ombro, precisamos falar sobre a importância desta complexa articulação.
É a articulação de maior amplitude do corpo humano.
Possui 3 eixos para movimentação do braço: transversal, ântero-posterior e vertical. Para conseguir realizar toda esta amplitude de movimento, o ombro precisa de mecanismos estabilizadores eficientes. Quando estes estabilizadores são comprometidos, resultam em dor e incapacidade funcional.
As principais patologias do ombro são:
• Síndrome do Impacto
• Ruptura do Manguito Rotador
• Tendinite Bicipital
• Tendinite Calcárea
• Capsulite adesiva
• Instabilidades: luxação e subluxação
• Traumas: fraturas e fraturas-luxação
Ombro que dói

SÍNDROME DO IMPACTO

É a causa mais comum de dor crônica no ombro.
É uma tendinopatia (alteração na espessura do tendão) que ocorre pela compressão do manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro) e a cabeça longa do músculo bíceps, geralmente é o tendão do músculo supraespinhal. A tendinite do bíceps pode acontecer concomitantemente.
Esta Síndrome é evidenciada quando fazemos a elevação do braço maior que 90o: a resposta é dor! O Ultrasson ajuda a evidenciar quando há tendinite ou ruptura de tendão. A Ressonância Magnética pode ajudar em casos de cirúrgicos a extensão da ruptura de tendão.
É associada às lesões por esforços repetitivos e lesões no esporte (jogadores de voley, halterofilistas e goleiros). Na fase inicial, em que apresenta quadros de tendinite, o tratamento com medicação e reabilitação é eficaz. Em fases mais avançadas com ruptura de tendão, o tratamento é mais longo e apresenta melhora no quadro doloroso e parcial da função, sendo que em alguns casos, onde o paciente fica incapacitado para funções essenciais, é indicada a cirurgia.
Devemos lembrar que a cirurgia apresenta melhores resultados quando associada com um tratamento de reabilitação pré e pós operatório.

Goleiros: Cuidado com seus ombros!!!

INSTABILIDADE GLENOUMERAL

A articulação glenoumeral, localizada no ombro, pode sofrer uma luxação ou subluxação. Isto ocorre por trauma ou frouxidão ligamentar (hipermobilidade).
Estas lesões são muito comuns em esportistas e trabalhadores braçais. Quanto mais jovem o paciente que sofrer a luxação, maior será a chance de ocorrer novamente. Nestes casos, a reabilitação não apresenta quadros satisfatórios e é indicado o tratamento cirúrgico. Nos indivíduos idosos a reabilitação tem resultados melhores.
Ombro é muito sobrecarregado no Vôley e deve ser preparado para isto!!!

FRATURAS

Podem ser causadas por traumas diretos (como em acidentes ou agressões), quedas e ser conseqüentes à osteoporose. As luxações podem estar associadas.
Quando há fraturas como causa de dor e limitação de atividades é necessária a avaliação de um ortopedista para definir o tratamento.

Imobilização de ombro após fratura

TENDINITE CALCÁREA

É uma tendinopatia (alteração da espessura do tendão) com formação de calcificação (depósito de Cálcio) no manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro), geralmente acontece no tendão do músculo supraespinhoso.
Na maioria dos casos, evolui com regressão do quadro, há reabsorção do cálcio e diminuição da dor. Eventualmente isto não acontece, sendo necessário tratamento de reabilitação com fisioterapia, infiltração e até terapias por onda de choque (um tipo de ultrassom como aquele que trata da “pedra no rim”).

Terapia por Onda de Choque em ombro

CAPSULITE ADESIVA

É o famoso “ombro congelado”. Apresenta limitação de movimentos ativos (realizado pelo paciente) e passivos(realizado pelo examinador), com dor e rigidez do ombro.
Pode estar associado a doenças sistêmicas (como diabetes e tuberculose), a medicamentos (uso de anticonvulsivantes), traumas ou cirurgias. Infelizmente, a metade dos casos de capsulite adesiva não apresenta nenhuma causa que possa ser indentificável.
O tratamento de reabilitação é imprescindível nestes casos, pois pode proporcionar analgesia e melhora da movimentação desta articulação. O resultado da reabilitação depende muito da adesão do paciente aos exercícios propostos.

Fisioterapia para ombro

Se você apresenta dor no ombro que dificulta suas atividades no dia-a-dia, procure um médico Fisiatra para fazer um diagnóstico e a prescrição do melhor tratamento medicamentoso e de Reabilitação. Assim, você estará restabelecendo a função do seu ombro o mais rápido possível!!

As Terríveis Dores de Cabeça

As dores de cabeça também chamadas de cefaléias ocorrem pelo menos uma vez na vida em 99% das mulheres e 93% dos homens.
Estima-se que 76% das mulheres e 57% dos homens apresentem pelo menos um episódio de dor de cabeça por mês.
Devemos lembrar que a cefaléia é sempre um sinal de alerta e por este motivo, devemos tentar relacionar o que causou esta dor de cabeça.
Podem ser primárias ou secundárias. As primárias são aquelas em que não há relação da dor com nenhum exame clínico ou laboratorial. Como exemplo, podemos citar a migrânea ou enxaqueca, a tensional e a cefaléia em salvas. As secundárias são aquelas originadas por outras doenças, por exemplo, a hipertensão arterial, infecções, derrames, alterações hormonais, etc…

A dor de cabeça é um sinal de alerta!!!!

CEFALÉIA TENSIONAL
É tipo mais comum de cefaléia.
Caracteriza-se por ser ocasional, de fraca ou média intensidade, em peso ou pressão (nunca latejante!), com duração de minutos ou algumas horas e que melhora com o uso de analgésicos comuns.
Ocorre geralmente após estresse emocional, ingestão excessiva de álcool e falta ou excesso de sono.
É a principal causa de abuso de analgésicos sem prescrição médica, o que pode levar ao desenvolvimento de uma cefaléia crônica.
O ABUSO DE ANALGÉSICOS LEVA A DOR DE CABEÇA?
O uso de analgésicos mais de duas vezes por semana, durante três meses seguidos, já induz a cronificação da dor. Esta cefaléia crônica induzida pelo abuso de medicamentos é diária, ocorre principalmente de madrugada e apresenta outros sintomas associados como fraqueza, náuseas, agitação, ansiedade, irritação, problemas de memória, dificuldade de concentração e anormalidades comportamentais como depressão e comportamento neurótico.
O tratamento profilático não apresenta bons resultados como outros tipos de cefaléias e estes pacientes podem apresentar uma crise de abstinência pela falta dos analgésicos com piora da cefaléia em até 4 semanas após a suspensão do uso dos medicamentos.

Se você costuma utilizar essas medicações de alívio com freqüência procure um especialista para evitar que esse quadro se instale.

Abuso de analgésico pode levar à cefaléia crônica

ENXAQUECA
A Enxaqueca ou Cefaléia Migrânea é geralmente uma dor latejante (na maioria das vezes), peso ou pressão, unilateral( na maioria das vezes), contínua, com duração de no mínimo 4hs até 3 dias (sem uso de medicação), de forte ou fortíssima intensidade com alguns sintomas associados como náuseas, vômitos, às vezes diarréia, fotofobia (intolerância à luz), fonofobia (intolerância à ruídos), osmofobia (intolerância a cheiros) e cinesiofobia(intolerância a movimentos). Podem ocorrer várias vezes no mês e até mesmo durante a semana. Quando estas crises de dor ocorrem mais de 15 vezes ao mês, recebe o nome de cefaléia crônica diária.

O que pode melhorar a enxaqueca?
O sono, colocar gelo e fazer compressão das têmporas pode aliviar a dor.
O que pode piorar a enxaqueca?
Alguns fatores podem agravar a dor durante uma crise de enxaqueca: abaixar a cabeça ou movimentá-la, principalmente se bruscamente; esforços físicos; esforço mental; e, muitas vezes, o decúbito.
O que é AURA?
Auras são fenômenos neurológicos transitórios que alguns pacientes costumam apresentar imediatamente antes da crise da Enxaqueca. A aura mais comum é a visual, o paciente enxerga manchas no campo visual. Essas manchas são compostas por linhas brilhantes, em ziguezague e que compõem um arco com a convexidade voltada para a parte externa do campo visual. Iniciam-se pequenas e vão se ampliando progressivamente dentro de minutos até uma hora, chegando a tomar toda a metade do campo visual. Outras auras freqüentes caracterizam-se por sensação de dormência de um membro, geralmente, nas pontas dos dedos, ou na língua ou lábios. Formas menos comuns incluem incapacidade temporária para falar (afasia) ou fraqueza (paresia) de um ou mais membros de um lado do corpo.

Aura visual na enxaqueca

A prevalência da enxaqueca na população mundial é de 18% nas mulheres, 8% nos homens e 4 % das crianças. É genética e estima-se que em 75% dos enxaquecosos há outro membro da família com enxaqueca.

COMO ACONTECE A ENXAQUECA?
A Enxaqueca acontece quando há liberação de um neurotransmissor (substância química que transmite informações através das células nervosas), no caso a noradrenalina, que desencadeia uma série de fenômenos que irão produzir substâncias irritativas e vasodilatadoras nas artérias extracranianas (as que nutrem externamente o cérebro), ocasionando assim a dor.
O diagnóstico da enxaqueca é clínico.

Você tem estes sintomas? Procure um médico para fazer uma avaliação clínica e um diagnóstico diferencial.

Vasodialtação das artérias extracranianas

CEFALÉIA CERVICOGÊNICA
Como o próprio nome diz, são as dores de cabeça originadas por contraturas dos músculos do pescoço. É uma Síndrome Dolorosa Miofascial de músculos do pescoço que irradiam dor para o crânio. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial)
Geralmente é unilateral (apenas um lado da cabeça) e irradia para a testa e olho. É provocada por movimentação abrupta do pescoço e postura inadequada por período prolongado. A dor é em caráter de peso, com duração de horas a dias, de intensidade média ou forte e não cessa com qualquer medicação.
O diagnóstico é feito através da história clínica do paciente e com a palpação dos músculos envolvidos que reproduzem a dor quando pressionados.
Acredita-se que 15% das cefaléias são de origem cervical e podem ser aliviadas através da infiltração com anestésico local nestes músculos, feito pelo Médico Fisiatra.

Músculos cervicais envolvidos na Cefaléia Cervicogênica

CEFALÉIA EM SALVAS
São aquelas que apresentam um ritmo, são unilaterais, geralmente localizadas ao redor do olho ou nas têmporas e apresentam alguns fenômenos autonômicos associados como lacrimejamento, coriza (nariz escorrendo), vermelhidão do olho, inchaço da pálpebra, suor na face, agitação até ptose (olho fechado).
Acontece em 6% dos pacientes com cefaléia. Os principais fatores desencadeantes são álcool, medicações vasodilatoras, alergias, sono alterado, atividade física exacerbada e estresse (principalmente nos casos crônicos).
As Cefaléias em Salvas só respondem a analgésicos específicos e por este motivo é necessário a avaliação de um especialista.

A ACUPUNTURA PODE AJUDAR NAS CEFALÉIAS?
A acupuntura apresenta excelentes resultados no tratamento de algumas cefaléias. Entretanto, antes da acupuntura, é preciso ter um diagnóstico correto. A acupuntura melhora os sintomas (dor, ansiedade e tensão muscular) e se não for feito um diagnóstico correto, pode mascarar uma doença preexistente mais grave.

Acupuntura na Cefaléia Crônica

NESTE POST CITAMOS AS CEFALÉIAS PRIMÁRIAS MAIS FREQUENTES E DEVEMOS LEMBRAR QUE EXISTEM VÁRIOS TIPOS RAROS QUE NÃO FORAM CITADOS. AS CEFALÉIAS SECUNDÁRIAS NÃO PODEM SER ESQUECIDAS E GERALMENTE SÃO SINTOMAS DE PROBLEMAS QUE PRECISAM SER SOLUCIONADOS COM MAIS URGÊNCIA.
SE VOCÊ APRESENTA DOR DE CABEÇA, PROCURE UM MÉDICO PARA TER UM TRATAMENTO ADEQUADO.

Medicamentos Utilizados na DOR

A Dor é um sintoma que requer tratamento medicamentoso e de reabilitação. Primeiramente, a Dor deve ser diferenciada de AGUDA ou CRÔNICA (saiba a diferença lendo o Post: “Afinal, o que é a Dor?”), pois isto irá diferenciar o tratamento.
Existem diversas classes de medicações utilizadas para o Tratamento da Dor, citaremos as mais utilizadas nas Clínicas Especializadas de Dor.
Para ficar mais fácil a compreensão, este Post será dividido em categorias farmacológicas.

ANALGÉSICOS ANTINFLAMATÓRIOS

Chamados de analgésicos antiinflamatórios não esteróides (AINES).
São os mais utilizados.
Têm ação analgésica (para dor de baixa e média intensidade), antipirética (diminui a temperatura) e antiinflamatória (combate inflamação).
O Tratamento deve ser iniciado com doses baixas, que devem ser elevadas conforme orientação médica, pois em determinadas doses não há melhora de efeitos analgésicos e há maior risco de complicações.
Os antiinflamatórios são metabolizados no fígado e excretados pelos rins.
São utilizados principalmente por via oral e tópica (cremes, gel e spray).
Os mais utilizados são: ácido acetil salicílico, ácido mefenâmico, diclofenaco, dipirona, indometacina, meloxicam, nimesulida, paracetamol, piroxicam e tenoxicam (ver os nomes comerciais correspondentes na Página “”Nomes Comerciais dos Medicamentos”).
Os antiinflamatórios apresentam boa resposta analgésica nos casos de dor aguda e nas crônicas com surtos de agudização (aquelas que são contínuas, mas pioram com esforço físico e alguns movimentos).
Devemos tomar cuidado com o uso contínuo destas medicações, pois podem ocasionar efeitos colaterais. Os mais comuns são relacionados ao sistema digestivo como empachamento (a comida fica parada, sensação de barriga cheia o tempo todo), dor no estômago, náuseas, gastrite, úlceras, diarréias e até problemas no fígado. As hemorragias gástricas chegam até 25% dos doentes que usam estas medicações cronicamente. Outros adversidades comuns são alterações no sistema sanguíneo e nos rins.
Por este motivo, antes de usar qualquer medicação é muito importante ter uma orientação médica.
A Arnica é um antinflamatório natural!!!!

ANALGÉSICOS OPIÓIDES

São muito utilizados em pós-operatórios e em Dor de moderada a forte intensidade.
Podem ser classificados como opiáceos (derivam do ópio), como a codeína, o tramadol e a morfina e opióides sintéticos, como a oxicodona e a metadona.
Podem ser administrados por Via Oral, Retal (através do ânus), Intramuscular e Endovenosa (pela veia).
A codeína e o tramadol são os mais usados para dor musculoesquelética. A Morfina pode ser aplicada diretamente no Sistema Nervoso Central através da Bomba de Morfina. Este procedimento só é utilizado em casos em que todas as opções anteriores não tiveram resultados satisfatórios e não haja contra-indicações.
Já os opióides mais potentes (metadona, morfina e oxicodona) são utilizados para dores de forte intensidade como a Dor Oncológica (Ver Post “A Dor do Câncer” e “Reabilitação na Dor Oncológica”) e Neuropatias (posteiormente escreverei um Post sobre Neuropatias) mais complicadas.
Os analgésicos opiódes são metabolizados pelo fígado e excretados pelos rins e fígado e devem ser usados com cautela.
Seus principais efeitos adversos são: obstipação (efeito que pode contra indicar seu uso em pacientes com dor crônica que já apresentam esta queixa), sonolência, sedação, náuseas, vômitos e até parada respiratória (uso de doses muito elevadas).
Deve ser lembrado que estas drogas causam dependência, que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível e tratada em equipe multiprofissional.
O ópio se origina desta flor, a Papoula!

RELAXANTES MUSCULARES

Existem os de ação muscular e os de ação no Sistema Nervoso Central.
Os mais utilizados na prática são os de ação muscular que proporcionam analgesia e relaxamento muscular.
Os mais conhecidos são: fenilbutasona, carisoprodol e tiocolchisídeo.
Devemos lembrar que a maioria dos relaxantes musculares comerciais não estão disponíveis isoladamente, estão sempre associados com analgésicos antiinflamatórios e por este motivo, devemos prestar atenção nas complicações que podem ocasionar.
Entretanto, ocasionalmente há necessidade de sedação além do relaxamento muscular. O mais utilizado nos casos de dor é a ciclobenzaprina. Seus efeitos colaterais são semelhantes aos dos antidepressivos tricíclicos.
Uma massagem relaxante pode ter os mesmos efeitos dos relaxantes musculares!!!

CORTICÓIDES

São usados na dor de origem traumática, inflamatória (doenças reumatológicas), neurológicas (neuropatia periférica e do Sistema Nervoso Central) e nas metástases ósseas.
Nas dores musculares são utilizados somente nas crises agudas ou decorrentes de traumas.
Podem ser empregados por via oral, intramuscular, intralesional (colírios e bombinhas para asma, por exemplo) e endovenosa.
Seu metabolismo é hepático e seu uso prolongado pode ocasionar Síndrome de Cushing (rosto em formato de lua, obesidade, hipertensão arterial, osteoporose e diabetes). No tratamento prolongado, a dose deve ser elevada nos surtos.
Não pode ser suspenso subitamente, pois pode causar febre, hipotensão arterial, tonturas, diarréia, hipoglicemia e até desmaios.
Os mais comumente utilizados são: prednisona, meticortem, betametasona, hidrocortisona, dexametasona e deflazacort.

A Síndrome de Cushing.

ANTIDEPRESSIVOS

São utilizados para o tratamento da dor crônica musculoesquelética, neuropática e profilaxia da enxaqueca.
Têm função sedativa, ansiolítica (diminuem a ansiedade), de relaxamento muscular e até antiinflamatória.
A dor crônica é freqüentemente associada à depressão e o uso destes medicamentos nesta associação pode trazer benefícios sem a necessidade de outras medicações, diminuindo os efeitos colaterais.
Os antidepressivos tricíclicos são aqueles que apresentam resultados mais benéficos no controle da dor.
No tratamento da dor são utilizados em doses baixas, mas podem ser aumentadas caso exista depressão ou distúrbio do sono associados.
Os principais antidepressivos tricíclicos são: amitriptilina, nortriptilina, imipramina e clomipramina. São contra-indicados em pacientes que tem glaucoma, hiperplasia benigna de próstata e arritmias cardíacas específicas.
Seus principais efeitos colaterais são sonolência e obstipação. A amitriptilina pode apresentar também aumento do apetite (principalmente para doces).
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina (IRSS) apresentam menor atuação na dor, mas são úteis nas alterações de humor que estão associadas nos casos de dor crônica, ou ainda, em casos em que os antidepressivos tricíclicos não podem ser utilizados.
Os mais usados antidepressivos IRSS são a fluoxetina, paroxetina e citalopran.
Seus principais efeitos adversos são: anorexia (falta de apetite), insônia, cefaléia, diminuição da libido e até dificuldade em ter orgasmos.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina são medicamentos da mais nova geração e os estudos mostram efeitos significativos na dor crônica. Exemplos: venlafaxina, duloxetina e mirtazapina. Seus principais efeitos colaterais são náuseas, vômitos, cefaléia, tontura e elevação transitória da pressão arterial.
Devemos lembrar que a ação analgésica dos antidepressivos não é imediata, geralmente inicia após 20-30 dias do início do tratamento e seus efeitos colaterais são mais intensos neste período. Estas medicações não podem ser retiradas abruptamente, pois podem ocasionar complicações.

PREMONIÇÃO, Salvador Dali. Não deixe que a depressão tome conta de você!

NEUROLÉPTICOS

Têm atividade sedativa, ansiolítica e anti-emética (inibe vômitos) e controlam a dor quando associados com antidepressivos.
Os mais comuns para o tratamento da dor são a clorpromazina e levomepromazina.
Devem ser usados com cautela em idosos e epilépticos. Suas complicações mais freqüentes são: sonolência, confusão mental, desmaios, urticária (alergia na pele), náuseas e dores no estômago.

ANTICONVULSIVANTES

São indicados em casos específicos de dor, a dor paroxística (dor que vem de repente, intensa e que some tão rápido quanto chegou), muito comuns nas neuropatias.
Os mais utilizados são: carbamazepina, oxcarbamazepina, topiramato e gabapentina.
Os principais efeitos colaterais são: tremores, vertigens, sonolência, confusão mental e dor de estômago.
A oxcarbamazepina e a gabapentina têm menos efeitos analgésicos, mas possuem menos efeitos adversos.

Dúvida do Dr House: e agora, que remédio devo prescrever?
BENZODIAZEPÍNICOS
Tem efeito sedativo, ansiolítico (diminuem a ansiedade), anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Os mais utilizados no manejo da dor são:diazepam, cloxazolam, alprazolam, midazolam, clonazepam, lorazepam, bromazepam, eo flunitrazepam.
Podem ocasionar hipotensão arterial, bradi ou taquicardia, sedação, tontura, fraqueza, depressão, agitação, déficit de memória e até alterações psiquiátricas.O uso por longo período pode levar a dependência.

CONCLUSÕES

É importante saber que nenhum tratamento medicamentoso é “milagroso” e para conseguirmos melhores resultados, é necessário um bom diagnóstico, a medicação adequada, tratamento de reabilitação personalizado e MUDANÇA DE HÁBITOS. Consulte um médico Fisiatra para obter mais informações sobre o melhor tratamento para seu caso.

OS NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS CITADOS NESTE POST VOCÊ ENCONTRARÁ NA PÁGINA “NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS”.

NÃO ACHOU A MEDICAÇÃO QUE ESTAVA PROCURANDO? AINDA COM DÚVIDAS COM RELAÇÃO AO SEU TRATAMENTO MEDICAMENTOSO? DEIXE UM COMENTÁRIO

Será que eu tenho uma LER?

A LER (lesão por esforço repetitivo) ou DORT (Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho) é um conjunto de alterações nos músculos, tendões, articulações, nervos, vasos sangüíneos e até na pele relacionadas às atividades laborais. A LER está relacionada à dor e incapacidade funcional.
As principais síndromes (conjuntos de sinais e sintomas) clínicas são:
• Cervicalgias- são as dores na região cervical. Na maioria dos casos ocorrem devido à sobrecarga na musculatura desta região, posturas inadequadas por um longo período e estresse. (Ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”). Eventualmente, alguns indivíduos apresentam hérnia cervical, ocorrendo em idade não comum e relacionada a atividades com muito esforço físico na região. (Ver Post “A Hérnia Discal”). Quando a dor da região cervical irradia para um dos braços é chamada de CERVICOBRAQUIALGIA.

Cervicalgia

• Tendinopatias- podem acontecer na região do ombro (supraespinhoso, bicipital), do cotovelo (epicondilites) e nos punhos (tenossinovite de Quervain). Quando existe inflamação é chamado de tendinite e sugere acometimento muscular além dos tendões. As tendinites e as tenossinovites acontecem devido a um aumento da tensão muscular, que aumentam o estresse na inserção e origem destas estruturas levando a uma diminuição da oferta de oxigênio e inflamação crônica (para você saber um pouco mais de anatomia e entender como isto acontece leia na página “Anatomia Locomotora”). As tendinopatias são causadas por exercícios excessivos, posturas viciosas, traumas no local e atividades repetitivas prolongadas com intervalos muito curtos, insuficientes para o repouso muscular.

Postura inadequada no computador

• Lesões do Manguito Rotador- causam dor nos ombros principalmente na abdução (afastar o braço lateralmente do corpo), rotação externa e elevação do braço. Esta dor pode irradiar para a região escapular (osso que parece uma pá nas costas) e braços. Há perda de função e pode até acontecer a capsulite adesiva (ombro congelado) ou a Síndrome Complexa de Dor Regional). É mais freqüente em trabalhadores de linha de montagem e naqueles que trabalham com o braço levantado acima da cabeça.

Linha de Montagem com braço elevado

• Flexores e Extensores dos Dedos- As tendinites e tenossinovites desta região são originadas por esforços repetitivos das mãos associadas à preensão com força.
•Epicondilites- são conseqüência de atividades repetitivas com força de punho e antebraço.

Epicôndilo medial e lateral

• Tendinite de Quervain- é conseqüência dos movimentos em que há desvio lateral do punho, muito comum com o uso de tesouras, alicates e torção de roupas.

Uso de tesoura pode ocasionar LER

• Síndrome dolorosa Miofascial – ver Post “Síndrome Dolorosa Miofascial”.
• Neuropatias Periféricas- na maioria das vezes são decorrentes de compressão de nervos. As mais comuns são:
1. Síndrome do Desfiladeiro Torácico- caracterizada por formigamentos, diminuição da sensibilidade, diminuição da força, músculos atrofiados, dor em ombro e braços e alteração de temperatura, cor e suor no braço acometido. Mais comum em trabalhadores que fazem transporte de carga pesada nos ombros ou trabalho com a cabeça elevada.
2- Síndrome do Pronador Redondo- dor espontânea na região do cotovelo e nos 3 primeiros dedos (polegar, indicador e anular). Ocorre em movimentos de giratórios do antebraço (parafusar por exemplo) e em indivíduos que fazem musculação sem orientação adequada.
3. Síndrome do Túnel do Carpo- dor, formigamento e até diminuição da força dos dedos da mão. Freqüente em indivíduos que digitam mal posicionados. (Em breve teremos um novo Post sobre Síndrome do Túnel do Carpo)
4. Distrofia Simpático Reflexa ou Síndrome Complexa de Dor Regional ou Causalgia- dor em caráter de queimação, latejamento, peso, choque, de grande intensidade, com diminuição de força, inchaço, suor excessivo, atrofia muscular e da pele e alteração de unhas e pêlos no local.

Distrofia Simpático Reflexa da Mão

TRATAMENTO DA LER
O Tratamento da LER é complexo e visa a readaptação do indivíduo às atividades profissionais.
Deve-se levar em consideração o fator causal e corrigi-lo através de medidas preventivas, terapêuticas e de remodelação do ambiente de trabalho.
A Reabilitação é tão essencial quanto o tratamento medicamentoso e integra a cinesioterapia (terapia através de exercícios específicos), acupuntura, uso de órteses quando necessário, terapia ocupacional (orienta a readaptação do ambiente e como praticar as atividades profissionais), ergonomia (correção de posturas inadequadas) e a Psicoterapia (essencial nos casos crônicos). Os programas educativos cognitivo–comportamentais apresentam resultados animadores.
A LER pode ocasionar dor crônica com incapacidade laboral e afetar sono, auto-estima, apetite, lazer, relacionamento com amigos e familiares. Por isso,o Médico Fisiatra deve considerar todas estas questões no tratamento de reabilitação, assim como os fatores perpetuantes e agravantes da dor.

Para saber se sua dor é uma LER, você deve procurar um Médico do Trabalho ou um Perito, que irá relacionar os sintomas e as alterações apresentadas com a sua atividade profissional. Uma vez diagnosticada a LER, o tratamento deve ser orientado por um Médico Fisiatra que vai indicar o melhor tratamento medicamentoso e de reabilitação conforme o caso. Este tratamento de reabilitação deve ser multiprofissional e visa melhora da qualidade de vida, melhora dos sintomas, readaptação e reabilitação social e profissional.