Fisioterapia

Como deve ser o tratamento da Dor Crônica?

Modelo Biopsicossocial

A dor crônica tem várias características próprias e é determinada pela interação entre fatores físicos, psicológicos e sociais. O impacto destes fatores é importante e influencia no prognóstico de melhora. Por este motivo, a abordagem da dor crônica deve ser baseada em um modelo biopsicossocial que reconhece a interação desses fatores, auxilia sua compreensão, seu diagnóstico e direciona o tratamento.

As pesquisas mostram que os fatores biológicos e os psicológicos mudam o curso da dor (tanto para a melhora quanto para a piora) e que conforme a dor se torna crônica, os problemas psicossociais afetam cada vez mais a vida do paciente. Este modelo de abordagem global mostra que a dor crônica integra componentes físicos, como a própria dor, que pode produzir uma redução da mobilidade e da função; com componentes psicossociais, como alterações do sono e do apetite, ansiedade, depressão, absenteísmo no trabalho (faltas frequentes) e diminuição das atividades sociais.

 

A presença da combinação de fatores biológicos e psicossociais estão associados com uma diminuição significativa da qualidade de vida dos pacientes, porque além de apresentarem incapacidades nas atividades do dia a dia e no trabalho, os pacientes diminuem sua participação na vida social. As pessoas com dor crônica se sentem frequentemente desmoralizadas e sentem dificuldades em sua capacidade de participar das atividades cotidianas e por isso acabam se isolando. A dor torna-se o centro de suas vidas, dominando e desestimulando a interação com outras pessoas e o desfrute de passatempos, esportes e atividades sociais. Em alguns casos, os pacientes passam a ver a vida “do banco de trás”, porque perdem a esperança e o interesse pelo autocuidado.

Depresyon

A dor leva a baixa autoestima e a falta de expectativas se não for devidamente abordada.

Para entendermos o tratamento da dor crônica, precisamos conhecer um pouco mais sobre estes fatores:

Fatores biológicos/físicos

O principal fator biológico e físico é a própria dor. Esta dor pode induzir o paciente a descansar ou evitar a atividade física, que irá alterar sua força física, resistência, mobilidade e o aumento de peso. Conforme a dor persiste, haverá mudanças estruturais e funcionais do Sistema Nervoso Central na dor crônica com o aparecimento de sensibilização periférica e central, ou seja, o aumento da dor e em alguns casos, aumento das áreas de dor com o passar do tempo. Outros fatores biológicos e físicos que influenciam na dor é a idade, outras doenças ou deficiências associadas, sono, etc…

 

Fatores psicológicos

Os fatores psicológicos na dor crônica são depressão, medo do futuro, angústia, frustração e alteração da confiança. Na maioria das vezes, os pacientes apresentam baixa autoestima, ficam inativos e retraídos. As atitudes do paciente frente à dor e suas expectativas sobre sua capacidade de influenciar no curso da dor, têm um papel fundamental. O estado emocional e cognitivo positivo do paciente pode aumentar o limiar da dor, ou seja, ele sente menos dor. Em outras palavras, quando o paciente tem atitudes positivas e mais ativas, ganha maior controle e consegue diminuir a dor. Já alguns sentimentos negativos, como impotência ou inatividade e as avaliações negativas, como: “minha dor é ameaçadora ou incontrolável, a pior do mundo”, aumentam a sensação de dor.

Fatores sociais

Alguns fatores sociais como o isolamento social e a incapacidade funcional e no trabalho afetam as relações interpessoais, o status social e o status econômico do paciente. Por outro lado, os fatores socioculturais determinam como se maneja a dor.

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TRATAMENTO DA DOR CRÔNICA

O modelo biopsicossocial é complexo e fundamental para o planejamento do tratamento da dor crônica, que deve ser personalizado conforme as necessidades do paciente. Assim, com esta abordagem global dos fatores que influenciam na dor, o tratamento é multiprofissional, ou seja, há necessidade de vários profissionais envolvidos, cada um com objetivos específicos de suas habilidades que integram os objetivos principais coordenados pelo médico fisiatra. A interação entre os profissionais é essencial para se obterem melhores resultados, pois a troca de informações sobre as evoluções do paciente podem modificar ou até acrescentar metas. Os profissionais de saúde envolvidos podem variar conforme as necessidades do paciente e o médico fisiatra é o responsável por determinar os profissionais e o planejamento terapêutico. Os objetivos do tratamento são determinados pelo médico em conjunto com o paciente e os terapeutas visando melhora da funcionalidade e qualidade de vida.

O desafio para o médico e o paciente é trabalhar em conjunto com outros profissionais de saúde para romper o ciclo biopsicossocial de dor e fortalecer os pacientes para que assumam e retomem o controle da dor.

atividade-física

O tratamento da dor visa a melhora das incapacidades ocasionadas pela dor e a melhora da qualidade de vida do paciente através do estímulo de hábitos saudáveis para a prevenção da recorrência da dor ou outras morbidades que a pioram.

Reumatismo e Dor

Reumatismo é um termo muito utilizado para definir doenças que comprometem as articulações, mas a maioria destas doenças afetam também outras estruturas músculo esqueléticas (músculos, ossos, tendões, ligamentos, etc…) e outros órgãos que variam conforme a doença.
As causas, complicações e tratamento destes “reumatismos” podem ser muito diferentes, razão pelo qual se torna importante saber qual a doença de cada paciente para a indicação do tratamento mais adequado.
Neste Post vamos citar as principais doenças reumatológicas que causam dor. A principal e mais comum delas, a ARTROSE, foi descrita em dois Posts anteriores: “Artrose é doença de idosos?” e “Tratamento da Artrose”.

Articulações doloridas é uma das manifestações do reumatismo

ARTRITE REUMATÓIDE

Acontece em 1% da população adulta e aumenta para 4,5% nos indivíduos acima de 55 anos de idade.
Os sinais e sintomas são caracterizados com inflamação (inchaço, calor e vermelhidão nas articulações comprometidas) no início do quadro e as erosões ósseas ocorrem nos dois primeiros anos da doença.
A maioria dos pacientes com artrite reumatóide sofre uma limitação para realizar suas atividades rotineiras e 50% apresentarão dificuldades no desempenho profissional após 10 anos de doença. A sobrevida destes pacientes é 20% menor quando comparada à população normal.
Existe uma predisposição para esta doença, ou seja, tem um fator hereditário. É mais comum em mulheres entre 35 e 45 anos.
É necessário que o médico identifique esta doença o mais precocemente possível para iniciar o tratamento adequado e prevenir as complicações desta doença crônica.
A artrite reumatóide é uma doença sistêmica, ou seja, acomete diversos órgãos do corpo.
Acomete principalmente as articulações do corpo. No ínicio dos sintomas ocorre dor e inchaço principalmente nas articulações das mãos e dos pés. Geralmente é poliarticular (compromete várias articulações) e com o avanço da doença podem ser observadas deformidades típicas como o dedo em pescoço de cisne.

dedo em pescoço de cisne

Os nódulos subcutâneos podem aparecer espontaneamente em 20% destes pacientes e se localizam, na maioria das vezes, em cotovelos, joelhos e dorso das mãos, podem medir mais de 2 cm de diâmetro e desaparecem ou persistem indefinidamente.

Nódulos reumatóides<
A vasculite reumatóide (inflamação dos vasos) é uma manifestação mais rara e pode levar a uma neuropatia periférica, úlceras e até gangrena.
O pulmão pode ser comprometido com fibrose, nódulos e até derrame pleural. A pericardite (inflamação do pericárdio) é muito comum , mas na maioria das vezes não manifesta sintomas. O rim é acometido levando a uma insuficiência renal principalmente pelas medicações.
As neuropatias compressivas são bastante comuns devido ao inchaço e deformidades das articulações e ao seu redor.
Nos olhos a manifestação mais comum é a ceratoconjuntivite seca (sintoma da Síndrome de Sjögren) em 15% dos pacientes.
Como é feito o Diagnóstico da Artrite Reumatóide?
O Diagnóstico da Artrite Reumatóide é feito através do exame clínico que mostra pelo menos 4 destas manifestações:
-rigidez matinal (dificuldade para se movimentar pela manhã)
-3 ou mais articulações inflamadas
-Inflamação das articulações das mãos
-Inflamações nas articulações similares (iguais) nos dois lados do corpo
-Nódulos reumatóides
-alteração no exame laboratorial fator reumatóide
-alteração no raio X das mãos.

Artrite Reumatóide Severa 1-osteopenia justarticular 2-erosões periarticulares 3-subluxação metacarpofalangena

Deformidades em paciente jovem que podem levar à dificuldades para tarefas feitas pelas mãos

Como é a evolução da Artrite Reumatóide?
A evolução da Artrite Reumatóide é imprevisível e pode variar, pois ocorrem pioras e melhoras espontâneas dos sintomas. Aproximadamente 20% dos pacientes apresentam remissão completa ou uma forma de doença que não precise de medicação. Por outro lado, 10% terão uma doença agressiva, com deformidades e incapacidades (dificuldade para realizar tarefas) em pouco tempo. Na maioria das vezes, os pacientes com Artrite Reumatóide evoluem de forma intermediária, com perda gradual de função durante anos de evolução.

Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!

LUPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO

É uma doença que causa inflamação devido a alterações imunológicas.
O Lupus Eritematoso Sistêmico (LES) acontece em 1 a cada 1000 pessoas brancas e 1 a cada 250 pessoas na raça negra e é provavelmente genética. As mulheres são mais acometidas em uma proporção de cada 10 mulheres, 1 homem tem LES. É mais frequente iniciar entre os 20 e 30 anos.
O LES frequentemente traz comprometimento da pele e das articulações e é agressivo com o rim e o sistema nervoso.
Quais os sintomas mais frequentes?
Um dos primeiros sinais é a perda de apetite e de peso no início do quadro, a febre pode ocorrer em até 48% dos casos e inchaço dos gânglios linfáticos em até 78 %.
A manifestação cutânea, ou seja, na pele, ocorre no início da doença e geralmente são caracterizados em duas formas: localizada (lesão em asa de borboleta ou rash malar) e generalizada (rash maculopapular).

Lesão de "asa de borboleta" do LES

Outras manifestações cutâneas que podem ocorrer no LES são queda de cabelos, úlceras orais (tipo de “sapinho”) e vasculite cutânea.
A pleurite (inflamação da pleura pulmonar) é outra manifestação comum do LES, acontece em até 60% dos casos e pode complicar com derrame pleural.
As alterações cardíacas são frequentes e a pericardite (inflamação do pericárdio) pode acontecer am até 30% dos pacientes.
As complicações nos rins, as nefrites (inflamação dos rins) são as que mais preocupam os médicos, acontece em 50% dos pacientes e podem evoluir com insuficiência renal grave e precisarem fazer hemodiálise.
O envolvimento so sistema nervoso pode ser dividido em difuso e focal. Os difusos incluem convulsões, dor de cabeça, Síndrome Orgânica Cerebral (delírio, instabilidade emocional e diminuição da memória e concentração) e distúrbios de comportamento. As focais são derrames cerebrais por falta de irrigação sanguínea (derrames isquêmicos), a mielite transversa (inflamação na medula com consequente paraplegia), neuropatias periféricas (ver post “O que é neuropatia periférica?”) e paralisia de pares cranianos.
Existem manifestações do LES no sangue como a leucopenia e linfopenia (diminuição dos glóbulos brancos e linfócitos, ambos células de defesa do sangue).
Náuseas e vômitos podem acontecer como efeito colateral das medicações.
O ciclo menstrual é alterado, porém não apresentam infertilidade.
 O lupus eritematoso sistêmico agride vários órgãos do nosso corpo.

Como é feito o diagnóstico do LES?
O paciente com LES apresenta pelo menos 4 destes critérios diagnósticos:
-Erupção malar (lesão asa de borboleta)
-Erupção discóide (lesão escamosa)
-Fotossensibilidade (paciente fica muito vermelho quando exposto ao sol)
-Úlceras orais (“sapinho”)
-Presença de artrite (pelo menos uma articulação com sinais de inflamação)
-Serosite (inflamação de pelo menos uma membrana:pleura ou pericárdio)
-Disturbio renal (evidenciado por exames laboratoriais renais)
-presença de sintomas neurológicos
-alterações laboratoriais no sangue (hemograma)
-FAN aumentado.
O que é fenômeno de Raynaud?
O fenômeno de Raynaud pode ocorrer em até 45% dos pacientes com LES e são alterações nos vasos sanguíneos com variações da cor da pele das extremidades, ora com palidez, ora com cianose (extremidades roxas), seguidas ou não de hiperemia reacional (vermelhidão). Piora com o frio ou com o estresse.

Fases do Fenômeno de Raynaud:1-Palidez (branco), 2-Cianose (roxo) 3-Eritematoso (vermelho)

Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!

ESCLERODERMIA OU ESCLEROSE SISTÊMICA

É uma doença do tecido conjuntivo, sem causa definida, que afeta vários órgãos e é caracterizada pelo espessamento da pele. Acomete articulações, sistema digestivo, pulmão, coração, rins, etc…
É rara e acontece em 12 indivíduos a cada milhão da população por ano. É mais comum dos 30 aos 50 anos e em mulheres.
É hereditária, ou seja, é encontrada em outros membros da família.
Quais os principais sintomas da Esclerodermia?
O fenômeno de Raynaud pode acontecer em até 15% dos casos.
A pele sofre um inchaço inicial, seguida por um “engrossamento” da pele e posteriormente atrofiando. Isto acontece principalmente nas màos e nos pés, rosto e pescoço podendo generalizar posteriormente.
As dores nas articulações e a rigidez matinal são comuns principalmente na fase inicial da doença. A fraqueza muscular é comum devido à miopatia ocasionada pela doença (inflamação muscular.
O sistema digestivo é frequentemente atingido, sendo o esôfago o mais comprometido com diminuição de seu funcionamento. A obstrução intestinal e a desnutrição consequente à má absorção são complicações frequentes.
O comprometimento pulmonar é o grande vilão e a maior causa de complicações e mortalidade. Os sintomas acontecem vagarosamente com falta de ar aos esforços e tosse seca. Cerca de 13% dos pcaientes necessitam de transplante de pulmão.
Quando há complicação cardíaca, o pericárdio, miocárdio e vasos podem estar envolvidos e levam a um índice de 70% de mortalidade.
A crise renal ocorre em 10% dos pacientes com início súbito de hipertensão arterial (aumento da pressão arterial) associada ou não a insuficiência renal.
Como é feito o diagnóstico de Esclerodermia?
O diagnóstico é feito com o exame clínico onde se observa um espessamento da pele nas articulações dos dedos, cicatrizes nas polpas digitais, endurecimento da ponta dos dedos e fibrose pulmonar.
Esclerodactilia-dedos mais grossos, pele mais brilhante e limitação dos movimentos

Quer saber sobre o tratamento dos Reumatismos? Veja no final do Post!

SÍNDROME DE SJÖGREN
É a doença inflamatória crônica das glândulas exócrinas (glândulas que contêm canais que extravazam substâncias) devido a uma resposta auto-imune.
Acomete principalmete mulheres aos 40 anos.
Quais são os sintomas da Síndrome de Sjögren?
As glândulas lacrimais são as mais comprometidas e os sintomas são: sensação de areia nos olhos, pálpebras grudadas ao acordar, acúmulo de secreção ressecada na borda interna dos olhos (remela), coceira nos olhos, vermelhidão, ardência e até dificuldade para ler ou assistir televisão.
A diminuição da produção de saliva se apresenta com aumento da sede, necessidade constante de ingerir líquidos, aderência do alimento na boca, dificuldade para engulir, “rachaduras na língua”, boca e canto dos lábios, perda do paladar e cáries.
Algumas vezes observamos o aumento das parótidas, glândulas salivares que ficam abaixo da mandíbula.
Pode haver ressecamento da mucosa vaginal, predispondo o paciente a infecções urinárias e dificuldade sexual.
Como fazemos o diagnóstico de Síndrome de Sjögren?
O diagnóstico é feito através do exame clínico com evidência da diminuição de saliva e lágrimas e algumas alterações laboratoriais.
Dificuldade para ler pode ser o primeiro sintoma da Síndrome de Sjögren

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ESPONDILITE ANQUILOSANTE
É uma doença inflamatória sistêmica (acomete o corpo todo), com preferência na coluna vertebral e articulação sacro-ilíaca (quadril).
O início do seu quadro é dos 20 aos 30 anos, mais frequente em homens.
A lombalgia é a queixa mais comum e podem ocorrer também alterações oculares inflamatórias( 30% dos casos) como uveite anterior aguda com dor, lacrimejamento, intolerância à luz e borramento de visão.Envolvimento cardíaco, pulmonar ou neurológica é raro.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica e exames laboratoriais reumatológicos alterados.

A lombalgia por inflamação da articulação sacroilíaca é comum<

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GOTA ÚRICA
São inflamações nas articulações causadas por depósitos de critais, o mais comum é o depósito de ácido úrico.
Com o aumento do ácido úrico na sangue por muito tempo, há manifestação da doença com artrite monoarticular (inflamação em apenas uma articulação) e em 805 dos caos ocorre no dedão do pé. O quadro se caracteriza por dor, vermelhidão e inchaço da articulação e melhora após uma semana.
A crise de gota pode ser precipitada por consumo de álcool, regimes para obesidade, jejum prolongado, medicamentos para pressão alta, desidratação e exposição ao chumbo.
A crise ocorre principalmente à noite, com dor intensa a moderada e pode ser acompanhada de febre baixa.
Fora da crise o paciente pode ficar sem sintomas por várias semanas até anos. Quando as crises são repetidas com intervalos cada vez menores pode ocorrer comprometimento de tendões, ligamentos, bursas, etc..
A gota pode levar a litíase renal (pedra no rim) e hipertensão arterial.
Gota em dedão do pé<

TRATAMENTO DOS REUMATISMOS
O tratamento das doenças reumáticas em geral deve ser medicamentoso e de reabilitação. O tratamento medicamentoso deve ser realizado por um médico reumatologista para o melhor controle da evolução da doença. As medicações mais utilizadas são os antinflamatórios, os corticóides, os antimaláricos como a cloroquina e a hidroxicloroquina, a sulfassalazina, os sais de ouro, a d-penicilamina, metotrexato,drogas imunossupressoras (medicações que diminuem a imunidade) entre outras.
O tratamento de reabilitação do paciente com doença reumatológica deve ser orientado por um médico Fisiatra com o objetivo de melhorar a dor e a capacidade funcional deste paciente e prevenir as complicações. O médico Fisiatra coordenará um programa de terapias, visando manter a amplitude de movimento e força das articulações, corrigir e prevenir deformidades através de órteses, fisioterapia e terapia ocupacional; e por último, melhorar seu humor e qualidade de vida.

Qualidade de Vida é o principal objetivo do tratamento do paciente com reumatismo!!!<

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Deformidades na Coluna causam dor?

A nossa coluna vertebral é constituída por ossos chamados vértebras alinhados e sobrepostos. Ela é dividida em 4 regiões: cervical, torácica(ou dorsal), lombar e sacrococcígea. São 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5 lombares, 5 sacrais e cerca de 4 coccígeas.

A Coluna Vertebral humana

Ao observar a coluna lateralmente (de perfil), ela apresenta algumas curvaturas que são consideradas fisiológicas (normais). São elas:
• Cervical- há uma curvatura convexa para frente, chamada de Lordose Cervical.
• Torácica ou Dorsal- há uma curvatura côncava para frente, chamada de Cifose Torácica.
• Lombar- há uma curvatura convexa para frente, chamada de Lordose Lombar.
• Sacrococcígea- há uma curvatura côncava para frente, chamada de Cifose Sacral.

Curvaturas Fisiológicas da Coluna Vertebral Humana

Quando uma destas curvaturas está aumentada, chamamos de Hipercifose (região dorsal e pélvica) ou Hiperlordose (região cervical e lombar). A hipercifose na região dorsal ou torácica é a famosa “Corcunda de Notredame”e a hiperlordose na região lombar é a famosa “Tanajura”.
Em uma vista anterior ou posterior, a coluna vertebral não apresenta nenhuma curvatura. Quando ocorre alguma curvatura neste plano chamamos de Escoliose,ou seja, é uma alteração na curvatura normal da coluna.

Corcunda de Notredame

A Escoliose é a deformidade na coluna mais comum. A idiopática (sem causa aparente) é a forma mais freqüente e pode ocorrer em todas as idades (crianças até idosos). Outras causas de escoliose são:
-congênita (devido a anormalidades ósseas estruturais),
-doenças neuromusculares (atrofia muscular espinhal, mielomeningocele),
-miopáticas (artrogripose, distrofias musculares, hipotonia congênita e miotonia distrófica),
-neurofibromatose,
-mesenquimal (Síndrome de Marfan, homocistinúria, Síndrome de Ehlers Danlos),
-traumática,
-tumores,
-osteocondrodisplasias (acondroplasia, nanismo, mucopolissacaridoses),
-metabólica (raquitismo, osteogênese imperfecta),
-neuropática (lesão medular ou cerebral, radiculopatias e neuropatias periféricas),
-postural e
-diferença entre o comprimento das pernas.
O grau do ângulo de curvatura da escoliose é importante para determinarmos o tratamento que deverá ser prescrito para o paciente.
Em geral preconiza-se que curvas menores de 10 graus somente necessitam observação e prática de atividade física bem orientada.Curvas de até 20 graus necessitam observação, de 20 a 40 graus as curvas entram na etapa de tratamento, com colete, fisioterapia e exercícios. Curvas acima de 40 graus passam a ter indicação cirúrgica a ser avaliada pela equipe médica. Na presença de curvas de mais de 60 graus, ocorre comprometimento da função cardiopulmonar, podendo haver uma doença pulmonar restritiva secundária em conseqüência da deformidade torácica (dificuldade de respirar e muito cansaço ao realizar atividades). A progressão da curva é mais comum durante o crescimento contínuo do esqueleto, contudo, sabe-se que curvas moderadas, de 40 a 50 graus podem ter progressão na vida adulta, em média de 1 a 2 graus ao ano.
Devemos lembrar dos riscos de aumento desta deformidade:
-curvas duplas e torácicas.
-idade menor, risco maior.
-pré menarca (meninas que ainda não menstruaram).
-sexo feminino.
-grau da curva alto na descoberta.
-osteoporose associada.
-doença neuromuscular associada.

Escoliose

A Cifose torácica normal varia de 25 a 45 graus . O aumento da Cifose torácica ou dorsal pode ter diversas causas:
• Congênita- falha na formação e estruturação óssea.
• Postural
• Doença de Scheuermann- cifoses dorsais acima de 45 graus acompanhadas de dor, em crianças por volta dos 10 anos de idade. A confirmação do diagnóstico se dá através de raio X que mostram anormalidades do crescimento de placas terminais de pelo menos três corpos vertebrais maiores de 5 graus em relação ao seu acunhamento. É uma cifose abrupta e fixa, geralmente acompanhada de dor.
• Mielomeningocele
• Tumor
• Trauma
• Doenças inflamatórias
• Doenças metabólicas

O tratamento da hipercifose é feito com reabilitação e reeducação postural. No caso da Doença de Scheuermann pode ser necessário o uso de colete OTLS (occipto-tóraco-lombo-sacro) quando ainda restam pelo menos dois anos de potencial de crescimento esquelético associado a programa de exercícios posturais.

Colete OTLS

A Hiperlordose Lombar causa um desequílibrio mecânico na coluna, sendo um dos principais responsáveis pela dor nesta região.
É atribuída a algumas causas, são elas:
• Postural
• Paralisias
• Congênita
• Flexão dos quadris
Os músculos abdominais fracos e um abdome protuberante são fatores de risco para a hiperlordose.
Caracteristicamente, a dor nas costas em pessoas com aumento da lordose lombar ocorre durante as atividades que envolvem a extensão da coluna lombar, tal como o ficar em pé por muito tempo (que tende a acentuar a lordose). A flexão do tronco usualmente alivia a dor, de modo que a pessoa frequentemente prefere sentar ou deitar.

A dor lombar nas costas da mulher grávida é causada principalmente pelo aumento da Lordose Lombar que aparece devido ao aumento da barriga. Este aumento desvia para frente o centro de gravidade da coluna e esta postura sobrecarrega músculos, ligamentos e discos.

Hiperlordose da mulher grávida

As deformidades na coluna vertebral podem estar relacionadas à dor devido a uma alteração postural que elas desencadeiam, originando a Síndrome Dolorosa Miofascial (Ver post “Síndrome Dolorosa Miofascial”) e algumas causas destas deformidades podem agravar a intensidade da dor.

Se você apresenta alterações na coluna vertebral, faça uma avaliação com um médico Fisiatra para ter um diagnóstico e uma prescrição de tratamento de reabilitação visando melhora da postura, da dor (controle e prevenção) e do seu condicionamento físico.

Ombro que dói

Antes de falarmos sobre dores de ombro, precisamos falar sobre a importância desta complexa articulação.
É a articulação de maior amplitude do corpo humano.
Possui 3 eixos para movimentação do braço: transversal, ântero-posterior e vertical. Para conseguir realizar toda esta amplitude de movimento, o ombro precisa de mecanismos estabilizadores eficientes. Quando estes estabilizadores são comprometidos, resultam em dor e incapacidade funcional.
As principais patologias do ombro são:
• Síndrome do Impacto
• Ruptura do Manguito Rotador
• Tendinite Bicipital
• Tendinite Calcárea
• Capsulite adesiva
• Instabilidades: luxação e subluxação
• Traumas: fraturas e fraturas-luxação
Ombro que dói

SÍNDROME DO IMPACTO

É a causa mais comum de dor crônica no ombro.
É uma tendinopatia (alteração na espessura do tendão) que ocorre pela compressão do manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro) e a cabeça longa do músculo bíceps, geralmente é o tendão do músculo supraespinhal. A tendinite do bíceps pode acontecer concomitantemente.
Esta Síndrome é evidenciada quando fazemos a elevação do braço maior que 90o: a resposta é dor! O Ultrasson ajuda a evidenciar quando há tendinite ou ruptura de tendão. A Ressonância Magnética pode ajudar em casos de cirúrgicos a extensão da ruptura de tendão.
É associada às lesões por esforços repetitivos e lesões no esporte (jogadores de voley, halterofilistas e goleiros). Na fase inicial, em que apresenta quadros de tendinite, o tratamento com medicação e reabilitação é eficaz. Em fases mais avançadas com ruptura de tendão, o tratamento é mais longo e apresenta melhora no quadro doloroso e parcial da função, sendo que em alguns casos, onde o paciente fica incapacitado para funções essenciais, é indicada a cirurgia.
Devemos lembrar que a cirurgia apresenta melhores resultados quando associada com um tratamento de reabilitação pré e pós operatório.

Goleiros: Cuidado com seus ombros!!!

INSTABILIDADE GLENOUMERAL

A articulação glenoumeral, localizada no ombro, pode sofrer uma luxação ou subluxação. Isto ocorre por trauma ou frouxidão ligamentar (hipermobilidade).
Estas lesões são muito comuns em esportistas e trabalhadores braçais. Quanto mais jovem o paciente que sofrer a luxação, maior será a chance de ocorrer novamente. Nestes casos, a reabilitação não apresenta quadros satisfatórios e é indicado o tratamento cirúrgico. Nos indivíduos idosos a reabilitação tem resultados melhores.
Ombro é muito sobrecarregado no Vôley e deve ser preparado para isto!!!

FRATURAS

Podem ser causadas por traumas diretos (como em acidentes ou agressões), quedas e ser conseqüentes à osteoporose. As luxações podem estar associadas.
Quando há fraturas como causa de dor e limitação de atividades é necessária a avaliação de um ortopedista para definir o tratamento.

Imobilização de ombro após fratura

TENDINITE CALCÁREA

É uma tendinopatia (alteração da espessura do tendão) com formação de calcificação (depósito de Cálcio) no manguito rotador (estruturas anatômicas que compõe a articulação do ombro), geralmente acontece no tendão do músculo supraespinhoso.
Na maioria dos casos, evolui com regressão do quadro, há reabsorção do cálcio e diminuição da dor. Eventualmente isto não acontece, sendo necessário tratamento de reabilitação com fisioterapia, infiltração e até terapias por onda de choque (um tipo de ultrassom como aquele que trata da “pedra no rim”).

Terapia por Onda de Choque em ombro

CAPSULITE ADESIVA

É o famoso “ombro congelado”. Apresenta limitação de movimentos ativos (realizado pelo paciente) e passivos(realizado pelo examinador), com dor e rigidez do ombro.
Pode estar associado a doenças sistêmicas (como diabetes e tuberculose), a medicamentos (uso de anticonvulsivantes), traumas ou cirurgias. Infelizmente, a metade dos casos de capsulite adesiva não apresenta nenhuma causa que possa ser indentificável.
O tratamento de reabilitação é imprescindível nestes casos, pois pode proporcionar analgesia e melhora da movimentação desta articulação. O resultado da reabilitação depende muito da adesão do paciente aos exercícios propostos.

Fisioterapia para ombro

Se você apresenta dor no ombro que dificulta suas atividades no dia-a-dia, procure um médico Fisiatra para fazer um diagnóstico e a prescrição do melhor tratamento medicamentoso e de Reabilitação. Assim, você estará restabelecendo a função do seu ombro o mais rápido possível!!

Você tem Lombalgia Crônica?

A Lombalgia é a dor na região lombar da coluna vertebral.
Cerca de 90% da população vai apresentar pelo menos um episódio de dor lombar em sua vida. É um sintoma e não uma doença.
Nos países desenvolvidos é a principal causa de incapacidade em menores de 45 anos.
Acomete igualmente homens e mulheres. Com o passar dos tempos as mulheres começaram a sentir mais dor lombar devido à menopausa (parada do ciclo menstrual) e suas conseqüências como a Osteoporose (perda de cálcio no osso associado com alteração na arquitetura do osso).
É a segunda causa de procura de atendimentos médicos em decorrência de doenças crônicas. Seus números de faltas ao trabalho ultrapassam o câncer, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) na idade produtiva. Trata-se de um problema Médico e Econômico por seus elevados custos sociais: assistência médica, faltas no trabalho, diminuição da produtividade e do número de tarefas cotidianas, substituição de suas atividades por terceiros e afastamento do trabalho (temporário ou definitivo).

Dor em região lombar da coluna vertebral

A notícia boa é que a lombalgia é auto limitada, ou seja, o sintoma passa em 90% da população até a sétima semana após o aparecimento. Metade destes pacientes vai apresentar novo sintoma após um ano. Sabe-se atualmente que até 45% cronificam a dor.
APENAS 3% DOS CASOS DE LOMBALGIA NECESSITAM DE CIRURGIA.

Quem tem mais probabilidade de ter Lombalgia Crônica?
Os principais fatores de risco são:
1. Deformidades Posturais- na coluna (escoliose, cifose, hiperlordose) e em outros locais como nas pernas, ou tronco e cinturas deproporcionais
2. Sedentarismo
3. Obesidade
4. Doenças neuromusculares
5. Cirurgia lombar anterior
6. Doenças psiquiátricas
7. Problemas econômicos sociais.

Quais são as causas da Lombalgia?
Em 85% dos casos são devido a Síndrome Dolorosa Miofascial. Veja o post da Síndrome Dolorosa Miofascial.
Os outros 15% correspondem a doenças orgânicas específicas, doença inflamatória na coluna (doenças reumáticas como a artrose, lúpus e artrite reumatóide), câncer, hérnia discal (Veja o Post A Hérnia Discal), estenose do canal raquidiano (diminuição do canal por onde passa a medula espinhal- veja sobre a anatomia da coluna vertebral no post A Hérnia Discal), instabilidade das vértebras (devido a algum trauma) e infecções.
Estenose do canal lombar

Eu tenho Lombalgia o que devo fazer?
Procure um médico especialista em dor para fazer uma avaliação clínica e solicitar exames que sejam necessários para um diagnóstico correto. Na maioria das vezes são feitos Raio X (para avaliação de deformidades, sinais de osteoartrose, escorregamentos de vértebra, fraturas e câncer.Ressonância Magnética no caso de suspeita de hérnia e lesão medular.Tomografia Computadorizada é indicada na suspeita de estenose de canal raquidiano, fraturas e tumores ósseos.
Após o seu diagnóstico, você deverá fazer um tratamento multiprofissional de Reabilitação liderado por um médico Fisiatra com interação no tratamento medicamentoso, de reabilitação e alguns procedimentos (acupuntura e infiltração com anestésico) quando necessários. O Fisiatra que prescreve as medicações e determina as terapias que devem ser realizadas como cinesioterapia (fisioterapia com exercícios específicos para os músculos envolvidos), uso de meios físicos para analgesia (Gelo, TENS, Forno de Bier, Infravermelho, Ultrassom, Microondas, Ondas curtas), massagens musculares específicas(Holfing, miofascioterapia, etc…), terapia ocupacional (em casos de mais incapacidade), atividade física adequada (orienta o educador físico) e psicoterapia. Quando há indicação de cirurgia, o Fisiatra encaminha o paciente ao cirurgião e faz um tratamento muscular pré e pós operatório, para melhores resultados cirúrgicos.

Síndrome Dolorosa Miofascial ou Dor Muscular

É uma alteração muscular com dor muscular, bandas tensas musculares e pontos gatilhos (PGs).
Ponto gatilho é o local do músculo que desencadeia a dor e quando pressionado gera a dor referida pelo paciente.
Dor miofascial na região lombar
Não se sabe ao certo a causa da SDM, mas sabe-se que a falta de oxigênio, de irrigação sanguínea e o cansaço muscular estão envolvidos. Estas alterações musculares ocorrem devido a uma postura imóvel prolongada, movimentos repetitivos, posturas viciosas e estresse emocional.
A banda muscular tensa é o encurtamento das fibras deste músculo. Parecem “nós” embaixo da pele. Esta tensão muscular aumenta o cansaço do músculo e faz parecer que está fraco.
O ponto gatilho de um músculo pode induzir um ponto gatilho em músculos ao seu redor e também à distância, causando uma dor referida. Por exemplo- O músculo Piriforme, que fica abaixo dos glúteos pode causar uma dor somente no local e também pode irradiar a dor pela perna, a chamada Síndrome do Piriforme.
Síndrome do Piriforme

A SDM pode ser responsável por diversos tipos de dor crônica: lombalgia (dor na região lombar), cervicalgia (dor na região cervical), LER (lesões por esforços repetitivos), dores pélvicas, entre outras. Podemos dizer que a SDM pode estar associada a outras doenças como a artrose, fibromialgia, distrofia simpático reflexa, compressão nervosa por hérnia discal, neuropatias, e doenças em órgãos viscerais.
O diagnóstico é feito através da avaliação clínica de um médico especializado, geralmente um médico fisiatra, que tem um bom conhecimento de anatomia muscular e seus pontos gatilhos. Não há nenhum exame laboratorial ou de imagem que evidenciam a SDM.
Músculos
O tratamento da SDM deve ser feito com a avaliação e correção das causas das alterações nervosas, eliminar os fatores que contribuem para a perpetuação da dor, uso de medicações e tratamento de reabilitação.
O tratamento de reabilitação é baseado no equilíbrio muscular, com fisioterapia (com uso de aparelhos que aliviam a dor, alongamentos, fortalecimentos, massagem e correção postural), psicoterapia e até terapia ocupacional em alguns casos. Esta abordagem da reabilitação deve ser liderada pelo médico fisiatra que tem uma visão global e direciona para uma melhora funcional mais eficaz. Em alguns casos, o fisiatra opta pela infiltração do ponto gatilho com lidocaína (anestésico local), para obter analgesia, agilizar e facilitar a reabilitação.

Infiltração de paravertebrais na cervicalgia

Tratamento da Artrose

O que leva um paciente com artrose a procurar um médico é a dor articular e a perda da sua função, ou seja, a limitação de seus possíveis movimentos.
Como na maioria dos casos a doença é uma parte do processo de envelhecimento, o melhor tratamento é o Preventivo.
Para determinarmos o melhor tratamento para este doente, é necessária uma avaliação especializada, que analise dois fatores:
 Articular- uma ou mais articulações envolvidas, estruturas ao redor comprometidas, grau de lesão na articulação, instabilidade, inflamação, restrição ao movimento e incapacidade.
 Individual- grau e impacto da dor, aspectos afetivos, nível de incapacidade, nível socioeconômico, qualidade de vida, expectativas e conhecimento da doença.

Articulações mais comprometidas pela artrose.

Os principais objetivos do tratamento da artrose são:
 Educação do paciente,
 Controle da dor,
 Melhora da função,
 Melhora da qualidade de vida,
 Prevenção da progressão da doença.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 ORAIS:
1. Analgésicos comuns- Muito utilizados, eles têm a vantagem de serem baratos, eficazes e com o mínimo de efeitos colaterais. É a primeira escolha na dor leve a moderada. Exemplos- Paracetamol e dipirona.
2. Analgésicos potentes- Os derivados do ópio, são necessários quando a queixa é crônica (mais de 6 meses) e muito incapacitantes (quadril). São eles: tramadol, codeína, oxicodona, morfina e metadona. Nestes casos, os efeitos colaterais indesejáveis como a constipação, náuseas, vômitos, tontura, sonolência, confusão mental podem aconetecer principalmente nos idosos.
3. Antidepressivos- São utilizados em doses baixas, na artrose crônica associada com distúrbios de sono e de humor. Os mais utilizados são a amitriptilina, nortriptilina e a imipramina.
4. Antiinflamatório Não-Hormonais (AINHS) – São muito eficazes nos sintomas da artrose. Porém, o uso contínuo e sem supervisão médica, pode levar à complicações sérias como: refluxo, gastrites, úlceras no estômago ou duodeno, alterações no fígado, retenção hídrica, insuficiência renal, hipertensão arterial, alterações nos glóbulos vermelhos do sangue, entre outros. Os mais utilizados são: diclofenaco sódico, naproxeno, ibuprofeno, nimesulida, indometacina, meloxicam, etc…
5. Corticóides- Não são freqüentemente indicados nestes casos devido aos seus efeitos colaterais.
 CONDROPROTEÇÃO
Tem ação lenta no controle da dor, sua ação se inicia após 4- 6 semanas de uso.
Sulfato de Glucosamina- é um aminoácido e faz parte da base proteica da cartilagem.
Sulfato de Condroitina- também é um aminoácido que faz parte da base proteica da cartilagem.
Diacereína-é um lipídio solúvel. Pouco eficaz na dor articular.
Cloroquina- atualmente é muito usada no controle da dor da artrose erosiva das mãos.
Abacate e Soja- Fitoterápico com o extrato do abacate e da soja.
Antibióticos- a doxiciclina é o mais utilizado.

Quais as medicações indicadas?

A medicação mais indicada no seu caso é aquela que foi indicada pelo seu médico.

 USO TÓPICO
Algumas medicações podem diminuir a dor quando aplicados no local, através de spray, cremes, gel ou patches (adesivo que grudam na pele e liberam a medicação). Os mais utilizados são os AINHS.
 INFILTRAÇÃO ARTICULAR
Na dor aguda da artrose, ou seja, quando a articulação está apresentando sinais de inflamação (inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura) pode ser necessário fazer um agulhamento com retirada do líquido associada com aplicação de corticóide. Há um grande alívio da dor, o que faz o paciente sempre querer repetir. Quando isto acontece, a repetição do procedimento pode alterar as estruturas ao redor da articulação e piorar a incapacidade e a dor em longo prazo.
Já a infiltração com ácido hialurônico tem demonstrado melhora significativa da dor e tem como alvo a suplementação da cartilagem; os casos leves e moderados são os que apresentam melhores resultados.

infiltração de ácido hialurônico em joelho

 REABILITAÇÃO
Visa o alívio da dor, a contratura muscular, melhorar a amplitude do movimento da articulação e recuperar ou prevenir a atrofia muscular.
O Fisiatra avalia o paciente como um todo e determina qual o tratamento mais adequado para cada doente. Entre as terapias que podem ser utilizadas, temos:
1. Fisioterapia- Utiliza meios físicos para diminuição da dor com calor superficial (forno de Bier, infravermelho, parafina) ou calor profundo (ultrasson, microondas e ondas curtas) ou eletroterapia (TENS e corrente russa) ou crioterapia (uso de gelo). A fisioterapia utiliza exercícios terapêuticos chamados de cinesioterapia, para melhora do encurtamento muscular, fortalecimento e melhora da amplitude de movimentos. Com estes exercícios, pode ser feita a Reeducação Postural Global das posturas viciosas que o paciente tem. A fisioterapia estabelece treinos de equilíbrio de marcha com ou sem meios auxiliares (bengalas, muletas, andadores, etc…).
2. Terapia Ocupacional- Em casos de mãos ou outras artroses mais graves a terapia ocupacional auxilia na recuperação da função perdida.
3. Psicoterapia- Em casos crônicos em que a depressão está associada.

Cinesioterapia

 EDUCAÇÃO DO PACIENTE-
A educação dos pacientes e seus familiares é essencial para a volta do paciente à sua rotina.
Os pacientes com apoio familiar são mais otimistas com o resultado do tratamento.
As deformidades causadas pela artrose crônica limitam o paciente nas atividades diárias, levando a uma baixa auto-estima e mudando de atitude com o ambiente que o rodeia, dificultando assim, o convívio familiar e social.
Para haver uma melhora deste quadro depressivo, o Fisiatra orienta o paciente sobre o que é a doença, quais os principais medicamentos que podem ser utilizados e quais as melhores terapias e exercícios para cada caso específico.
 ACUPUNTURA
Tem efeitos benéficos na analgesia e até na movimentação da articulação.

Acupuntura

 CIRURGIAS
Há vários tipos de cirurgias para o tratamento da dor na artrose, mas a que vai trazer maior benefício para o paciente é a artroplastia total da articulação.
As indicações de cirurgias são para pacientes com as seguintes características:
1. Dor persistente e intensa mesmo com o tratamento medicamentosos e de reabilitação
2. Diminuição do movimento articular.
3. Perda de função e qualidade de vida.
4. Alterações nas articulações ao redor e nas compensatórias.

Artroplastia de Quadril

RECOMENDACÕES GERAIS:
1. Evitar subir e descer escadas.
2. Evitar ficar na mesma posição (em pé ou sentado) durante muito tempo.
3. Usar calçados adequados para absorver o impacto da marcha.
4. Adequar as atividades diárias à capacidade funcional do paciente, incluindo em sua rotina, tarefas que o ajudem a se sentir útil e recuperar a auto-estima.
5. Corrigir defeitos e amenizar vícios posturais.
6. Fazer controles hormonais.
7. Repouso para aquela articulação comprometida de 30 minutos, 4 vezes por dia.
8. No casos de crise aguda, a carga deve ser diminuída naquela articulação para não causar mais dano articular.
9. Evitar o aumento de peso e quando necessário, perder peso.
10. Atividade física orientada pelo seu Fisiatra. Geralmente as mais indicadas são a hidroginástica, natação e ciclismo.

Exercícios físicos promovem qualidade de vida

Consulte o Médico Fisiatra para orientação do tratamento medicamentoso, fisioterápico e da atividade física mais indicada para seu caso e qual o momento certo para cada uma delas!!!

Reabilitação na Dor Oncológica

O tratamento de Reabilitação pode ser feito ambulatorial e domiciliarmente. A principal meta deste tratamento é melhorar a funcionalidade, independência e qualidade de vida do paciente.
O prognóstico do tratamento de reabilitação pode variar principalmente com o tipo de tumor, tempo de diagnóstico (evolução da doença) e o tipo de tratamento do tumor.
O Tratamento Medicamentoso da Dor Oncológica é feito primeiramente com analgésicos não opióides (Aspirina, Paracetamol, Dipirona) e antiinflamatórios. Se houver necessidade, pode ser feita associação com analgésico opióide (tramadol, codeína, oxicodona). A dose depende da intensidade da dor. Nos casos crônicos, devem ser associado antidepressivos, anticonvulsivantes ou psicoestimulantes conforme cada caso. Este tratamento pode ser oral ou endovenoso.
Outra opção de tratamento da dor é o bloqueio de nervos somáticos e simpáticos para analgesia da dor, assim como infiltração com anestésicos em pontos musculares específicos com anestésico.
infiltração muscular de anestésico
Os Centros de Tratamento de Dor oferecem estratégias de manejo cognitivo e comportamental. Algumas delas são o relaxamento, hipnose e biofeedback.
O tratamento da mobilidade do paciente com Dor depende da gravidade da lesão que o paciente apresenta. O repouso no leito deve ser evitado, pois ocorrerá perda da função e instalação de hipercalcemia(aumento de cálcio na sangue) e doença tromboembólica (trombose) como complicações. Na coluna é indicado o uso de coletes. Podem ser utilizados auxiliares de marcha, órteses ou próteses.
A avaliação nutricional do paciente com Câncer deve ser feita por um nutrólogo ou um nutricionista e visa a prevenção de anemia e déficit de vitaminas e sais minerais e o auxílio na dieta do paciente que faz quimioterapia.
dieta variada e rica em vitaminas e sais minerais
O ato sexual pode ser alterado devido a diversos fatores, principalmente devido aos efeitos colaterais do tratamento e da depressão. Deve ser abordado pela equipe de reabilitação com educação, psicoterapia e tratamentos que minimizem os efeitos colaterais.
Os exercícios físicos enfocam o fortalecimento e condicionamento físico. Os mais utilizados são os exercícios isotônicos sem resistência, fortalecimento isométrico, que minimizem o impacto ósseo e aeróbios. Os indicados são: natação, hidroginástica, caminhadas, bicicleta e exercícios de alongamento.
O melhor exercício para você deve ser analisado e discutido com o seu médico. Existem algumas restrições quanto à prescrição de atividade física: anemia, fadiga, riscos de isquemia miocárdica, descolamento de retina, arritmias específicas, etc….
Deve ser feita a prevenção de quedas para diminuir o risco de fratura através de orientações educativas para mudança em ambientes, fortalecimento, treino de equilíbrio e de marcha com ou sem meios auxiliares de locomoção.
treino de marcha com andador
O Câncer de Pulmão entre outros tipos promove um tipo que causa fraqueza, fadiga com descondicionamento muscular e dor em membros. São indicados exercícios para manutenção de amplitude de movimento, isométricos associados com alongamentos e auxiliares de marcha para poupar energia.
Pulmão de Fumante
A metástase cerebral ocorre em 20 % dos pacientes com Câncer e ocasiona dor de cabeça e sintomas neurológicos (hemiparesia- um lado do corpo imóvel, convulsões,dificuldade de falar, enxergar). Neste caso, o tratamento é feito com corticóides e radioterapia.
metastase-cerebral
No Câncer de Mama o tratamento cirúrgico ou a radioterapia podem influenciar na mobilidade e na força do ombro e no linfaedema. A dor deve ser tratada com o uso de contraste e mobilização precoce. Os movimentos ativos só podem ser iniciados após a retirada de todos os drenos. O linfaedema deve ser prevenido: não interferir com o extravasavamento da linfa para não restringir o braço e protegê-lo de infecções, queimaduras; limitar a produção de linfa usando meias compressivas e evitar exposição ao calor(pois induz à vasodilatação)- sol, saunas e vapor. A drenagem manual é muito útil nestes casos e deve ser indicada pelo médico.
Câncer de Mama

CONCLUSÃO
A REABILITAÇÃO PODE AUXILIAR NO ALÍVIO DA DOR, PRESERVAÇÃO OU REESTRUTURAÇÃO DA FUNÇÃO ALTERADA PELO CÂNCER, PLANEJAMENTO E PRIORIZAÇÃO DE ATIVIDADES PARA OFERECER A QUALIDADE DE VIDA E INDEPENDÊNCIA.

CURIOSIDADES SOBRE DOR ONCOLÓGICA
 A metástase óssea mais comum na coluna fica na região torácica, seguido pela lombar e cervical.
 Na metástase óssea do Câncer de Mama mais comum é no fêmur proximal.
 O tratamento com hormônios pode ser eficaz para diminuir a dor oncológica nos tumores de mama e próstata.
 Na leucemia aguda, é contra-indicado fazer atividade física com plaquetas abaixo de 20 000, devido ao risco de hemorragia intracraniana. As plaquetas diminuídas podem induzir a um aumento da pressão arterial com exercícios isométricos e aeróbios com impacto levando à hemorragia. Em geral, só se indica atividade física com plaquetas acima de 50 000.
 Um programa de treinamento aeróbico de 10 semanas, 3 vezes por semana em mulheres em tratamento do Câncer de Mama, encontrou uma melhora na capacidade funcional.
 Na metástase cerebral um fator de melhor prognóstico é a lesão cerebral única e a deambulação precoce.

Tratamento da Fibromialgia

A Fibromialgia tem cura? Não. Por apresentar diversos fatores causais a Fibromialgia cronifica. Não ocasiona morte ou deformidades, mas pode evoluir com incapacidade se não for tratada. O tratamento feito de maneira adequada e com a mudança de hábitos proporciona o controle da dor, melhora do sono, da fadiga e do humor. A manutenção do tratamento com a atividade física regular e controle do estresse são essenciais para a melhora da qualidade de vida.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
Objetivos:
– CONTROLE da dor e da fadiga
– melhora do sono
– controle das anormalidades do humor
– melhora funcional
– prevenção da recorrência dos sintomas
– reintegração psicosocial
– manutenção da qualidade de vida

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
medicamentos
A dor crônica da Fibromialgia deve ser tratada de maneira diferenciada.
Os antidepressivos tricíclicos são eleitos como a melhor opção para este tipo de dor por promover relaxamento muscular, inibir a dor e induzir ao sono. Os mais comumente utilizados são a amitriptilina, nortriptilina, imipramina, entre outros. O relaxante muscular de ação central mais usado na Fibromialgia é a ciclobenzaprina, com efeito semelhante ao da amitriptilina. Os efeitos colaterais mais freqüentes são boca seca, sonolência e a prisão de ventre. Os efeitos na dor iniciam após 30 dias em média.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina, como a fluoxetina e a paroxetina são utilizados quando distúrbios de ansiedade estão presentes. Promovem a diminuição do apetite e a sensação de fadiga. Pode causar boca seca e até insônia.
Há uma nova geração de antidepressivos, inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com resultados promissores nas pesquisas e no dia-a-dia. A duloxetina apresenta melhora do limiar de dor e do humor. Pode apresentar hipertensão arterial como efeito colateral.
Os neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina) são utilizados em conjunto com os antidepressivos para aumentar a ação destes. Os efeitos colaterias mais comuns são boca amarga, cefaléia e náuseas. Em excesso e por período prolongado, podem causar distonia medicamentosa (contração muscular involuntária crônica).
Eventualmente pode ser utilizado um anticonvulsivante para dor em caráter de fisgada e choque que aparece e some de repente.
Para o tratamento do sono são utilizados os Indutores de Sono, quando não há resultado satisfatório com os antidepressivos. O Zolpidem tem a vantagem de não induzir a dependência e não apresentar sonolência durante o dia.
Os analgésicos comuns como a dipirona e o paracetamol são utilizados comumente para alívio da dor. Possuem poucos efeitos colaterais.
Os antiinflamatórios (diclofenaco de sódio, naproxeno, indometacina, celecoxib,etc…) não apresentam bons resultados com dor crônica, somente em situações específicas, as quais diferem da dor do dia-a dia e geralmente são ocasionadas por trauma, esforço físico e posturas viciosas. Se usados por período prolongado podem causar problemas gástricos, renais e com hipertensão.
Os relaxantes musculares auxiliam no alívio de dores agudas, principalmente relacionadas o estresse. Deve-se tomar cuidado com os relaxantes musculares associados com antiinflamatórios.
Os analgésicos opióides são mais potentes que os comuns. Ocasionam obstipação e sonolência em idosos.Podem causar dependência física, psicológica e insuficiência hepática. Opióides fortes podem ocasionar náuseas, cefaléia e até vômitos.
Os corticóides são utilizados somente em uma crise dor específica. Não são usados rotineiramente devido aos seu efeitos adversos.
Qual a melhor medicação para mim?
As medicações utilizadas para o tratamento de Fibromialgia variam de indivíduo para indivíduo. Isto acontece por diferentes motivos, principalmente pelo fato de diversos fatores: idade, genética, doenças associadas, fatores ambientais, tempo de doença e sintomas apresentados por cada um.
Toda medicação apresenta algum efeito colateral. Isto não é grave, mas pode ser desagradável e por isto limitar o uso de algumas destas drogas. Conseqüentemente, pode haver a demora do acerto da medicação e até mesmo uma resistência ao efeito analgésico após um período.
As medicações não causam dependência física se devidamente prescritas por um médico especialista no assunto.
Caso você tenha alguma dúvida sobre a melhor opção em seu caso, converse com o seu médico e ele te orientará.


TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO
Equipe de Reabilitação
Para maior eficácia, este tratamento deve ser multi e interprofissional, ou seja, deve haver critérios, metas e interação entre os profissionais.
Deve ser coordenada por um médico fisiatra conforme a necessidade de cada caso. Há vários profissionais que podem estar envolvidos dependendo da necessidade do paciente. Entre eles: fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, educador físico, terapeuta ocupacional, enfermeiros e até assistente social.

Este tratamento consiste em promover o equilíbrio muscular, corrigir posturas inadequadas, orientar a atividade de vida diária e profissional, condicionamento físico, estabilização do humor, técnicas de relaxamento e outras medidas de controle da dor.
Os exercícios de alongamento são os exercícios que melhoram a flexibilidade e devem ser aprendidos e continuados após a reabilitação juntamente com o condicionamento físico para manutenção do equilíbrio muscular.
O condicionamento físico deve ser realizado com exercícios aeróbicos sem carga e sem impacto. Isto promoverá uma melhora da capacidade cardiovascular e melhor condicionamento muscular, ou seja, mais oxigênio dentro do músculo, menos chance de desenvolver dor.
O fortalecimento muscular é utilizado durante a reabilitação para melhora de postura. A má postura leva a encurtamentos musculares que ocasionam dor. A correção da postura e a melhora da conscientização corporal nestes pacientes diminuem a intensidade e freqüência das dores.
A conscientização corporal pode ser melhorada com técnicas de automassagem que também aliviam as dores.
Com a melhora destes aspectos, há necessidade de orientação quanto à ergonomia, que é a postura correta nas atividades profissionais e do dia-a-dia. O terapeuta pode ensinar ainda, outras técnicas práticas para alívio de dor por termoterapia, como as bolsas de água quente, compressas com gelo, uso de infravermelho e bolas para automassagem, entre outros.
No geral, os exercícios mais indicados para Fibromialgia são: hidroginástica, caminhar e andar de bicicleta.
O humor pode ser abordado com a psicoterapia individual e/ou grupal e com as técnicas de relaxamento. A terapia que apresenta melhores resultados é a Terapia Cognitivo Comportamental. Em casos mais graves, há necessidade de tratamento psiquiátrico concomitante.
A dieta influencia no comportamento do intestino e no peso. Pacientes mais obesos apresentam maior incapacidade e mais dor.
A acupuntura pode ser útil, pacientes com Fibromialgia que não apresentem aversão de agulhas se beneficiam com a acupuntura asssociada à reabilitação. Entretanto, os estudos mostram que a analgesia tem duração limitada.
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO
A Manutenção é a continuidade do tratamento como rotina diária, uma mudança de hábitos.
O paciente deverá continuar com atividade física regular, principalmente os alongamentos e aeróbicos. Atividade física regular, segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, é aquela praticada 3 vezes por semana por pelo menos 30 minutos.
Utilizar técnicas de relaxamento, outros métodos de controle da dor conforme sentir necessidade.
Não adotar posturas inadequadas e viciosas.
Menor uso de medicações possíveis conforme a orientação médica.
Melhora da qualidade vida.
Maior participação em atividades sociais e de lazer.
Qual o melhor exercício para mim?
O melhor exercício depende de diversos fatores: idade, atividade física prévia, fase do tratamento, peso, gosto do paciente (é isso mesmo, o que ele gosta!), etc….Por este motivo, deve ser prescrito por um médico especialista, de preferência um Médico Fisiatra.

hidroginastica