Antidepressivos

O que é neuropatia periférica?

Um pouco de Anatomia e Fisiologia
Os nervos periféricos são estruturas que ligam músculos, órgãos e glândulas ao Sistema Nervoso Central (cérebro e medula espinhal). Os neurônios (células nervosas) são compostos pelo núcleo e seus dendritos, axônio e bainha de mielina.
Os nervos periféricos têm função motora e atuam no sistema músculo-esquelético ordenando a contração muscular, ou seja, controlam a força, a precisão e a delicadeza dos movimentos voluntários. Também têm ação sensitiva (na sensibilidade) e são responsáveis pela percepção de estímulos como o calor, o tato, a temperatura, a vibração e a dor, transmitindo-os ao sistema nervoso central onde as informações são processadas e interpretadas. Os nervos periféricos também comandam órgão e glândulas como o coração, os vasos sanguíneos, o aparelho digestivo, a bexiga e o aparelho respiratório controlando a pressão, a freqüência cardíaca, os movimentos intestinais, a micção, ereção, etc e estas ações são denominadas autonômicas pois são involuntárias.

O que é neuropatia periférica?
As neuropatias são lesões que acometem os nervos periféricos e que se estendem da medula ou do tronco encefálico até as extremidades do corpo. Ocorrem em 2% da população e em adultos com mais de 50 anos pode chegar a 8%.
Quais os sintomas?
Produzem sintomas motores como a perda de força, alterações da destreza, movimentos mais elaborados, alteração da marcha e até desequilíbrio.
Os sintomas sensitivos são a diminuição da sensibilidade tátil (paciente não sente nada quando é tocado em determinado local), dolorosa (anestesia no local) ou hipersensibilidade com dor neuropática (excesso de dor) e até formigamentos.
Existem manifestações autonômicas como descontrole da pressão arterial, da sudorese, do lacrimejamento, alteração da temperatura entre outros. Todos os sintomas dependem do nervo periférico acometido e da sua causa.
Os sintomas de neuropatias habitualmente se instalam de forma gradual, progredindo lentamente,e como toda regra há suas exceções, há situações mais graves como a polirradiculoneurite aguda ou a porfiria aguda intermitente em que os sintomas se desenvolvem mais rapidamente, ao longo de dias ou horas, ocasionando até dificuldades respiratórias e requerendo internação neurológica imediata, muitas vezes em ambiente de UTI.

Atrofia de mão direita devido à lesão periférica de C2- C3 com perda de força.

Quais as causas?
Uma das causas mais freqüentes de neuropatia periférica é o diabetes mellitus. Ela se manifesta principalmente com dor e queimação nos pés, principalmente no período noturno, mas pode se manifestar com dor generalizada, lombar, etc…
No Brasil, infelizmente há uma grande incidência da neuropatia devido a Hanseníase, que é a Lepra, e é muito comum mas pouco diagnosticada.Não podemos esquecer que é uma doença que tem tratamento e cura na maioria das vezes.
Outras causas incluem:
– a desnutrição devido à pobreza ou ainda consequente à cirurgias do aparelho digestivo,
-as doenças autoimunes como o lupus eritematoso sistêmico e a poliradiculoneurite crônica,
– as neuropatias degenerativas hereditárias,
– os traumas por acidentes como a lesão do plexo braquial,
-os traumas por movimentos repetitivos como a Síndrome do Túnel do Carpo (ver Post “A Síndrome do Túnel do Carpo”)
-os distúrbios metabólicos adquiridos ou congênitos.
Qual o melhor Tratamento?
O tratamento depende de vários aspectos como o quadro clínico do paciente e sua causa.
O tratamento medicamentoso deve focar o controle da dor, quando presente, e na maioria das vezes são utilizadas medicações para dor crônica, como antidepressivos e anticonvulsivantes.
Em todos os casos é imprescindível o acompanhamento de um médico Fisiatra pois a reabilitação é essencial para a melhora dos sintomas e da funcionalidade. Nos casos em que o paciente não apresenta sintomas e nem sequelas devido às alterações neurológicas, o médico Fisiatra auxilia na prevenção de complicações e dos sintomas.
O banho de contraste é uma das opções para algumas neuropatias, veja no vídeo abaixo:

Se você tem alguma dúvida sobre neuropatia periférica deixe seu comentário!

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Medicamentos Utilizados na DOR

A Dor é um sintoma que requer tratamento medicamentoso e de reabilitação. Primeiramente, a Dor deve ser diferenciada de AGUDA ou CRÔNICA (saiba a diferença lendo o Post: “Afinal, o que é a Dor?”), pois isto irá diferenciar o tratamento.
Existem diversas classes de medicações utilizadas para o Tratamento da Dor, citaremos as mais utilizadas nas Clínicas Especializadas de Dor.
Para ficar mais fácil a compreensão, este Post será dividido em categorias farmacológicas.

ANALGÉSICOS ANTINFLAMATÓRIOS

Chamados de analgésicos antiinflamatórios não esteróides (AINES).
São os mais utilizados.
Têm ação analgésica (para dor de baixa e média intensidade), antipirética (diminui a temperatura) e antiinflamatória (combate inflamação).
O Tratamento deve ser iniciado com doses baixas, que devem ser elevadas conforme orientação médica, pois em determinadas doses não há melhora de efeitos analgésicos e há maior risco de complicações.
Os antiinflamatórios são metabolizados no fígado e excretados pelos rins.
São utilizados principalmente por via oral e tópica (cremes, gel e spray).
Os mais utilizados são: ácido acetil salicílico, ácido mefenâmico, diclofenaco, dipirona, indometacina, meloxicam, nimesulida, paracetamol, piroxicam e tenoxicam (ver os nomes comerciais correspondentes na Página “”Nomes Comerciais dos Medicamentos”).
Os antiinflamatórios apresentam boa resposta analgésica nos casos de dor aguda e nas crônicas com surtos de agudização (aquelas que são contínuas, mas pioram com esforço físico e alguns movimentos).
Devemos tomar cuidado com o uso contínuo destas medicações, pois podem ocasionar efeitos colaterais. Os mais comuns são relacionados ao sistema digestivo como empachamento (a comida fica parada, sensação de barriga cheia o tempo todo), dor no estômago, náuseas, gastrite, úlceras, diarréias e até problemas no fígado. As hemorragias gástricas chegam até 25% dos doentes que usam estas medicações cronicamente. Outros adversidades comuns são alterações no sistema sanguíneo e nos rins.
Por este motivo, antes de usar qualquer medicação é muito importante ter uma orientação médica.
A Arnica é um antinflamatório natural!!!!

ANALGÉSICOS OPIÓIDES

São muito utilizados em pós-operatórios e em Dor de moderada a forte intensidade.
Podem ser classificados como opiáceos (derivam do ópio), como a codeína, o tramadol e a morfina e opióides sintéticos, como a oxicodona e a metadona.
Podem ser administrados por Via Oral, Retal (através do ânus), Intramuscular e Endovenosa (pela veia).
A codeína e o tramadol são os mais usados para dor musculoesquelética. A Morfina pode ser aplicada diretamente no Sistema Nervoso Central através da Bomba de Morfina. Este procedimento só é utilizado em casos em que todas as opções anteriores não tiveram resultados satisfatórios e não haja contra-indicações.
Já os opióides mais potentes (metadona, morfina e oxicodona) são utilizados para dores de forte intensidade como a Dor Oncológica (Ver Post “A Dor do Câncer” e “Reabilitação na Dor Oncológica”) e Neuropatias (posteiormente escreverei um Post sobre Neuropatias) mais complicadas.
Os analgésicos opiódes são metabolizados pelo fígado e excretados pelos rins e fígado e devem ser usados com cautela.
Seus principais efeitos adversos são: obstipação (efeito que pode contra indicar seu uso em pacientes com dor crônica que já apresentam esta queixa), sonolência, sedação, náuseas, vômitos e até parada respiratória (uso de doses muito elevadas).
Deve ser lembrado que estas drogas causam dependência, que deve ser diagnosticada o mais precocemente possível e tratada em equipe multiprofissional.
O ópio se origina desta flor, a Papoula!

RELAXANTES MUSCULARES

Existem os de ação muscular e os de ação no Sistema Nervoso Central.
Os mais utilizados na prática são os de ação muscular que proporcionam analgesia e relaxamento muscular.
Os mais conhecidos são: fenilbutasona, carisoprodol e tiocolchisídeo.
Devemos lembrar que a maioria dos relaxantes musculares comerciais não estão disponíveis isoladamente, estão sempre associados com analgésicos antiinflamatórios e por este motivo, devemos prestar atenção nas complicações que podem ocasionar.
Entretanto, ocasionalmente há necessidade de sedação além do relaxamento muscular. O mais utilizado nos casos de dor é a ciclobenzaprina. Seus efeitos colaterais são semelhantes aos dos antidepressivos tricíclicos.
Uma massagem relaxante pode ter os mesmos efeitos dos relaxantes musculares!!!

CORTICÓIDES

São usados na dor de origem traumática, inflamatória (doenças reumatológicas), neurológicas (neuropatia periférica e do Sistema Nervoso Central) e nas metástases ósseas.
Nas dores musculares são utilizados somente nas crises agudas ou decorrentes de traumas.
Podem ser empregados por via oral, intramuscular, intralesional (colírios e bombinhas para asma, por exemplo) e endovenosa.
Seu metabolismo é hepático e seu uso prolongado pode ocasionar Síndrome de Cushing (rosto em formato de lua, obesidade, hipertensão arterial, osteoporose e diabetes). No tratamento prolongado, a dose deve ser elevada nos surtos.
Não pode ser suspenso subitamente, pois pode causar febre, hipotensão arterial, tonturas, diarréia, hipoglicemia e até desmaios.
Os mais comumente utilizados são: prednisona, meticortem, betametasona, hidrocortisona, dexametasona e deflazacort.

A Síndrome de Cushing.

ANTIDEPRESSIVOS

São utilizados para o tratamento da dor crônica musculoesquelética, neuropática e profilaxia da enxaqueca.
Têm função sedativa, ansiolítica (diminuem a ansiedade), de relaxamento muscular e até antiinflamatória.
A dor crônica é freqüentemente associada à depressão e o uso destes medicamentos nesta associação pode trazer benefícios sem a necessidade de outras medicações, diminuindo os efeitos colaterais.
Os antidepressivos tricíclicos são aqueles que apresentam resultados mais benéficos no controle da dor.
No tratamento da dor são utilizados em doses baixas, mas podem ser aumentadas caso exista depressão ou distúrbio do sono associados.
Os principais antidepressivos tricíclicos são: amitriptilina, nortriptilina, imipramina e clomipramina. São contra-indicados em pacientes que tem glaucoma, hiperplasia benigna de próstata e arritmias cardíacas específicas.
Seus principais efeitos colaterais são sonolência e obstipação. A amitriptilina pode apresentar também aumento do apetite (principalmente para doces).
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina (IRSS) apresentam menor atuação na dor, mas são úteis nas alterações de humor que estão associadas nos casos de dor crônica, ou ainda, em casos em que os antidepressivos tricíclicos não podem ser utilizados.
Os mais usados antidepressivos IRSS são a fluoxetina, paroxetina e citalopran.
Seus principais efeitos adversos são: anorexia (falta de apetite), insônia, cefaléia, diminuição da libido e até dificuldade em ter orgasmos.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina são medicamentos da mais nova geração e os estudos mostram efeitos significativos na dor crônica. Exemplos: venlafaxina, duloxetina e mirtazapina. Seus principais efeitos colaterais são náuseas, vômitos, cefaléia, tontura e elevação transitória da pressão arterial.
Devemos lembrar que a ação analgésica dos antidepressivos não é imediata, geralmente inicia após 20-30 dias do início do tratamento e seus efeitos colaterais são mais intensos neste período. Estas medicações não podem ser retiradas abruptamente, pois podem ocasionar complicações.

PREMONIÇÃO, Salvador Dali. Não deixe que a depressão tome conta de você!

NEUROLÉPTICOS

Têm atividade sedativa, ansiolítica e anti-emética (inibe vômitos) e controlam a dor quando associados com antidepressivos.
Os mais comuns para o tratamento da dor são a clorpromazina e levomepromazina.
Devem ser usados com cautela em idosos e epilépticos. Suas complicações mais freqüentes são: sonolência, confusão mental, desmaios, urticária (alergia na pele), náuseas e dores no estômago.

ANTICONVULSIVANTES

São indicados em casos específicos de dor, a dor paroxística (dor que vem de repente, intensa e que some tão rápido quanto chegou), muito comuns nas neuropatias.
Os mais utilizados são: carbamazepina, oxcarbamazepina, topiramato e gabapentina.
Os principais efeitos colaterais são: tremores, vertigens, sonolência, confusão mental e dor de estômago.
A oxcarbamazepina e a gabapentina têm menos efeitos analgésicos, mas possuem menos efeitos adversos.

Dúvida do Dr House: e agora, que remédio devo prescrever?
BENZODIAZEPÍNICOS
Tem efeito sedativo, ansiolítico (diminuem a ansiedade), anticonvulsivantes e relaxantes musculares. Os mais utilizados no manejo da dor são:diazepam, cloxazolam, alprazolam, midazolam, clonazepam, lorazepam, bromazepam, eo flunitrazepam.
Podem ocasionar hipotensão arterial, bradi ou taquicardia, sedação, tontura, fraqueza, depressão, agitação, déficit de memória e até alterações psiquiátricas.O uso por longo período pode levar a dependência.

CONCLUSÕES

É importante saber que nenhum tratamento medicamentoso é “milagroso” e para conseguirmos melhores resultados, é necessário um bom diagnóstico, a medicação adequada, tratamento de reabilitação personalizado e MUDANÇA DE HÁBITOS. Consulte um médico Fisiatra para obter mais informações sobre o melhor tratamento para seu caso.

OS NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS CITADOS NESTE POST VOCÊ ENCONTRARÁ NA PÁGINA “NOMES COMERCIAIS DOS MEDICAMENTOS”.

NÃO ACHOU A MEDICAÇÃO QUE ESTAVA PROCURANDO? AINDA COM DÚVIDAS COM RELAÇÃO AO SEU TRATAMENTO MEDICAMENTOSO? DEIXE UM COMENTÁRIO

Tratamento da Artrose

O que leva um paciente com artrose a procurar um médico é a dor articular e a perda da sua função, ou seja, a limitação de seus possíveis movimentos.
Como na maioria dos casos a doença é uma parte do processo de envelhecimento, o melhor tratamento é o Preventivo.
Para determinarmos o melhor tratamento para este doente, é necessária uma avaliação especializada, que analise dois fatores:
 Articular- uma ou mais articulações envolvidas, estruturas ao redor comprometidas, grau de lesão na articulação, instabilidade, inflamação, restrição ao movimento e incapacidade.
 Individual- grau e impacto da dor, aspectos afetivos, nível de incapacidade, nível socioeconômico, qualidade de vida, expectativas e conhecimento da doença.

Articulações mais comprometidas pela artrose.

Os principais objetivos do tratamento da artrose são:
 Educação do paciente,
 Controle da dor,
 Melhora da função,
 Melhora da qualidade de vida,
 Prevenção da progressão da doença.

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
 ORAIS:
1. Analgésicos comuns- Muito utilizados, eles têm a vantagem de serem baratos, eficazes e com o mínimo de efeitos colaterais. É a primeira escolha na dor leve a moderada. Exemplos- Paracetamol e dipirona.
2. Analgésicos potentes- Os derivados do ópio, são necessários quando a queixa é crônica (mais de 6 meses) e muito incapacitantes (quadril). São eles: tramadol, codeína, oxicodona, morfina e metadona. Nestes casos, os efeitos colaterais indesejáveis como a constipação, náuseas, vômitos, tontura, sonolência, confusão mental podem aconetecer principalmente nos idosos.
3. Antidepressivos- São utilizados em doses baixas, na artrose crônica associada com distúrbios de sono e de humor. Os mais utilizados são a amitriptilina, nortriptilina e a imipramina.
4. Antiinflamatório Não-Hormonais (AINHS) – São muito eficazes nos sintomas da artrose. Porém, o uso contínuo e sem supervisão médica, pode levar à complicações sérias como: refluxo, gastrites, úlceras no estômago ou duodeno, alterações no fígado, retenção hídrica, insuficiência renal, hipertensão arterial, alterações nos glóbulos vermelhos do sangue, entre outros. Os mais utilizados são: diclofenaco sódico, naproxeno, ibuprofeno, nimesulida, indometacina, meloxicam, etc…
5. Corticóides- Não são freqüentemente indicados nestes casos devido aos seus efeitos colaterais.
 CONDROPROTEÇÃO
Tem ação lenta no controle da dor, sua ação se inicia após 4- 6 semanas de uso.
Sulfato de Glucosamina- é um aminoácido e faz parte da base proteica da cartilagem.
Sulfato de Condroitina- também é um aminoácido que faz parte da base proteica da cartilagem.
Diacereína-é um lipídio solúvel. Pouco eficaz na dor articular.
Cloroquina- atualmente é muito usada no controle da dor da artrose erosiva das mãos.
Abacate e Soja- Fitoterápico com o extrato do abacate e da soja.
Antibióticos- a doxiciclina é o mais utilizado.

Quais as medicações indicadas?

A medicação mais indicada no seu caso é aquela que foi indicada pelo seu médico.

 USO TÓPICO
Algumas medicações podem diminuir a dor quando aplicados no local, através de spray, cremes, gel ou patches (adesivo que grudam na pele e liberam a medicação). Os mais utilizados são os AINHS.
 INFILTRAÇÃO ARTICULAR
Na dor aguda da artrose, ou seja, quando a articulação está apresentando sinais de inflamação (inchaço, vermelhidão e aumento de temperatura) pode ser necessário fazer um agulhamento com retirada do líquido associada com aplicação de corticóide. Há um grande alívio da dor, o que faz o paciente sempre querer repetir. Quando isto acontece, a repetição do procedimento pode alterar as estruturas ao redor da articulação e piorar a incapacidade e a dor em longo prazo.
Já a infiltração com ácido hialurônico tem demonstrado melhora significativa da dor e tem como alvo a suplementação da cartilagem; os casos leves e moderados são os que apresentam melhores resultados.

infiltração de ácido hialurônico em joelho

 REABILITAÇÃO
Visa o alívio da dor, a contratura muscular, melhorar a amplitude do movimento da articulação e recuperar ou prevenir a atrofia muscular.
O Fisiatra avalia o paciente como um todo e determina qual o tratamento mais adequado para cada doente. Entre as terapias que podem ser utilizadas, temos:
1. Fisioterapia- Utiliza meios físicos para diminuição da dor com calor superficial (forno de Bier, infravermelho, parafina) ou calor profundo (ultrasson, microondas e ondas curtas) ou eletroterapia (TENS e corrente russa) ou crioterapia (uso de gelo). A fisioterapia utiliza exercícios terapêuticos chamados de cinesioterapia, para melhora do encurtamento muscular, fortalecimento e melhora da amplitude de movimentos. Com estes exercícios, pode ser feita a Reeducação Postural Global das posturas viciosas que o paciente tem. A fisioterapia estabelece treinos de equilíbrio de marcha com ou sem meios auxiliares (bengalas, muletas, andadores, etc…).
2. Terapia Ocupacional- Em casos de mãos ou outras artroses mais graves a terapia ocupacional auxilia na recuperação da função perdida.
3. Psicoterapia- Em casos crônicos em que a depressão está associada.

Cinesioterapia

 EDUCAÇÃO DO PACIENTE-
A educação dos pacientes e seus familiares é essencial para a volta do paciente à sua rotina.
Os pacientes com apoio familiar são mais otimistas com o resultado do tratamento.
As deformidades causadas pela artrose crônica limitam o paciente nas atividades diárias, levando a uma baixa auto-estima e mudando de atitude com o ambiente que o rodeia, dificultando assim, o convívio familiar e social.
Para haver uma melhora deste quadro depressivo, o Fisiatra orienta o paciente sobre o que é a doença, quais os principais medicamentos que podem ser utilizados e quais as melhores terapias e exercícios para cada caso específico.
 ACUPUNTURA
Tem efeitos benéficos na analgesia e até na movimentação da articulação.

Acupuntura

 CIRURGIAS
Há vários tipos de cirurgias para o tratamento da dor na artrose, mas a que vai trazer maior benefício para o paciente é a artroplastia total da articulação.
As indicações de cirurgias são para pacientes com as seguintes características:
1. Dor persistente e intensa mesmo com o tratamento medicamentosos e de reabilitação
2. Diminuição do movimento articular.
3. Perda de função e qualidade de vida.
4. Alterações nas articulações ao redor e nas compensatórias.

Artroplastia de Quadril

RECOMENDACÕES GERAIS:
1. Evitar subir e descer escadas.
2. Evitar ficar na mesma posição (em pé ou sentado) durante muito tempo.
3. Usar calçados adequados para absorver o impacto da marcha.
4. Adequar as atividades diárias à capacidade funcional do paciente, incluindo em sua rotina, tarefas que o ajudem a se sentir útil e recuperar a auto-estima.
5. Corrigir defeitos e amenizar vícios posturais.
6. Fazer controles hormonais.
7. Repouso para aquela articulação comprometida de 30 minutos, 4 vezes por dia.
8. No casos de crise aguda, a carga deve ser diminuída naquela articulação para não causar mais dano articular.
9. Evitar o aumento de peso e quando necessário, perder peso.
10. Atividade física orientada pelo seu Fisiatra. Geralmente as mais indicadas são a hidroginástica, natação e ciclismo.

Exercícios físicos promovem qualidade de vida

Consulte o Médico Fisiatra para orientação do tratamento medicamentoso, fisioterápico e da atividade física mais indicada para seu caso e qual o momento certo para cada uma delas!!!

Tratamento da Fibromialgia

A Fibromialgia tem cura? Não. Por apresentar diversos fatores causais a Fibromialgia cronifica. Não ocasiona morte ou deformidades, mas pode evoluir com incapacidade se não for tratada. O tratamento feito de maneira adequada e com a mudança de hábitos proporciona o controle da dor, melhora do sono, da fadiga e do humor. A manutenção do tratamento com a atividade física regular e controle do estresse são essenciais para a melhora da qualidade de vida.

OBJETIVOS DO TRATAMENTO
Objetivos:
– CONTROLE da dor e da fadiga
– melhora do sono
– controle das anormalidades do humor
– melhora funcional
– prevenção da recorrência dos sintomas
– reintegração psicosocial
– manutenção da qualidade de vida

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO
medicamentos
A dor crônica da Fibromialgia deve ser tratada de maneira diferenciada.
Os antidepressivos tricíclicos são eleitos como a melhor opção para este tipo de dor por promover relaxamento muscular, inibir a dor e induzir ao sono. Os mais comumente utilizados são a amitriptilina, nortriptilina, imipramina, entre outros. O relaxante muscular de ação central mais usado na Fibromialgia é a ciclobenzaprina, com efeito semelhante ao da amitriptilina. Os efeitos colaterais mais freqüentes são boca seca, sonolência e a prisão de ventre. Os efeitos na dor iniciam após 30 dias em média.
Os antidepressivos inibidores de recaptação de serotonina, como a fluoxetina e a paroxetina são utilizados quando distúrbios de ansiedade estão presentes. Promovem a diminuição do apetite e a sensação de fadiga. Pode causar boca seca e até insônia.
Há uma nova geração de antidepressivos, inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina com resultados promissores nas pesquisas e no dia-a-dia. A duloxetina apresenta melhora do limiar de dor e do humor. Pode apresentar hipertensão arterial como efeito colateral.
Os neurolépticos fenotiazínicos (clorpromazina) são utilizados em conjunto com os antidepressivos para aumentar a ação destes. Os efeitos colaterias mais comuns são boca amarga, cefaléia e náuseas. Em excesso e por período prolongado, podem causar distonia medicamentosa (contração muscular involuntária crônica).
Eventualmente pode ser utilizado um anticonvulsivante para dor em caráter de fisgada e choque que aparece e some de repente.
Para o tratamento do sono são utilizados os Indutores de Sono, quando não há resultado satisfatório com os antidepressivos. O Zolpidem tem a vantagem de não induzir a dependência e não apresentar sonolência durante o dia.
Os analgésicos comuns como a dipirona e o paracetamol são utilizados comumente para alívio da dor. Possuem poucos efeitos colaterais.
Os antiinflamatórios (diclofenaco de sódio, naproxeno, indometacina, celecoxib,etc…) não apresentam bons resultados com dor crônica, somente em situações específicas, as quais diferem da dor do dia-a dia e geralmente são ocasionadas por trauma, esforço físico e posturas viciosas. Se usados por período prolongado podem causar problemas gástricos, renais e com hipertensão.
Os relaxantes musculares auxiliam no alívio de dores agudas, principalmente relacionadas o estresse. Deve-se tomar cuidado com os relaxantes musculares associados com antiinflamatórios.
Os analgésicos opióides são mais potentes que os comuns. Ocasionam obstipação e sonolência em idosos.Podem causar dependência física, psicológica e insuficiência hepática. Opióides fortes podem ocasionar náuseas, cefaléia e até vômitos.
Os corticóides são utilizados somente em uma crise dor específica. Não são usados rotineiramente devido aos seu efeitos adversos.
Qual a melhor medicação para mim?
As medicações utilizadas para o tratamento de Fibromialgia variam de indivíduo para indivíduo. Isto acontece por diferentes motivos, principalmente pelo fato de diversos fatores: idade, genética, doenças associadas, fatores ambientais, tempo de doença e sintomas apresentados por cada um.
Toda medicação apresenta algum efeito colateral. Isto não é grave, mas pode ser desagradável e por isto limitar o uso de algumas destas drogas. Conseqüentemente, pode haver a demora do acerto da medicação e até mesmo uma resistência ao efeito analgésico após um período.
As medicações não causam dependência física se devidamente prescritas por um médico especialista no assunto.
Caso você tenha alguma dúvida sobre a melhor opção em seu caso, converse com o seu médico e ele te orientará.


TRATAMENTO DE REABILITAÇÃO
Equipe de Reabilitação
Para maior eficácia, este tratamento deve ser multi e interprofissional, ou seja, deve haver critérios, metas e interação entre os profissionais.
Deve ser coordenada por um médico fisiatra conforme a necessidade de cada caso. Há vários profissionais que podem estar envolvidos dependendo da necessidade do paciente. Entre eles: fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, educador físico, terapeuta ocupacional, enfermeiros e até assistente social.

Este tratamento consiste em promover o equilíbrio muscular, corrigir posturas inadequadas, orientar a atividade de vida diária e profissional, condicionamento físico, estabilização do humor, técnicas de relaxamento e outras medidas de controle da dor.
Os exercícios de alongamento são os exercícios que melhoram a flexibilidade e devem ser aprendidos e continuados após a reabilitação juntamente com o condicionamento físico para manutenção do equilíbrio muscular.
O condicionamento físico deve ser realizado com exercícios aeróbicos sem carga e sem impacto. Isto promoverá uma melhora da capacidade cardiovascular e melhor condicionamento muscular, ou seja, mais oxigênio dentro do músculo, menos chance de desenvolver dor.
O fortalecimento muscular é utilizado durante a reabilitação para melhora de postura. A má postura leva a encurtamentos musculares que ocasionam dor. A correção da postura e a melhora da conscientização corporal nestes pacientes diminuem a intensidade e freqüência das dores.
A conscientização corporal pode ser melhorada com técnicas de automassagem que também aliviam as dores.
Com a melhora destes aspectos, há necessidade de orientação quanto à ergonomia, que é a postura correta nas atividades profissionais e do dia-a-dia. O terapeuta pode ensinar ainda, outras técnicas práticas para alívio de dor por termoterapia, como as bolsas de água quente, compressas com gelo, uso de infravermelho e bolas para automassagem, entre outros.
No geral, os exercícios mais indicados para Fibromialgia são: hidroginástica, caminhar e andar de bicicleta.
O humor pode ser abordado com a psicoterapia individual e/ou grupal e com as técnicas de relaxamento. A terapia que apresenta melhores resultados é a Terapia Cognitivo Comportamental. Em casos mais graves, há necessidade de tratamento psiquiátrico concomitante.
A dieta influencia no comportamento do intestino e no peso. Pacientes mais obesos apresentam maior incapacidade e mais dor.
A acupuntura pode ser útil, pacientes com Fibromialgia que não apresentem aversão de agulhas se beneficiam com a acupuntura asssociada à reabilitação. Entretanto, os estudos mostram que a analgesia tem duração limitada.
TRATAMENTO DE MANUTENÇÃO
A Manutenção é a continuidade do tratamento como rotina diária, uma mudança de hábitos.
O paciente deverá continuar com atividade física regular, principalmente os alongamentos e aeróbicos. Atividade física regular, segundo o Colégio Americano de Medicina Esportiva, é aquela praticada 3 vezes por semana por pelo menos 30 minutos.
Utilizar técnicas de relaxamento, outros métodos de controle da dor conforme sentir necessidade.
Não adotar posturas inadequadas e viciosas.
Menor uso de medicações possíveis conforme a orientação médica.
Melhora da qualidade vida.
Maior participação em atividades sociais e de lazer.
Qual o melhor exercício para mim?
O melhor exercício depende de diversos fatores: idade, atividade física prévia, fase do tratamento, peso, gosto do paciente (é isso mesmo, o que ele gosta!), etc….Por este motivo, deve ser prescrito por um médico especialista, de preferência um Médico Fisiatra.

hidroginastica